8 thoughts on “Charge do Alpino

  1. Um retrato do Brasil: A herança que Dilma-1 deixará para Dilma-2

    Os problemas acumulados em um país complicado e burocraticamente travado como o Brasil não podem ser resolvidos em apenas quatro anos. Porém, é ao mesmo tempo preocupante que parte significativa desses problemas, nas mãos de um governo menos dinâmico ou imobilizado por condicionantes ideológicas, ainda permaneça sem um esboço de solução e continue guardadinho nas incubadoras do deus-dará.

    É basicamente essa a herança que Dilma-2 receberá de Dilma-1. Não se trata, aqui, de uma impressão ligeira ou de uma postura partidarizada. O levantamento sobre esse legado tem como histórico um conjunto de 36 diagnósticos, elaborado por 38 reputados empresários e especialistas, reunidos pelo economista Roberto Macedo, coordenador do Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo.

    Há quatro anos, às vésperas da penúltima campanha presidencial, esse grupo foi convidado a construir um retrato dos problemas que travavam o desenvolvimento brasileiro nas áreas em que cada um deles é um reconhecido pesquisador. Este ano, eles receberam o convite para voltarem a seus temas, coincidindo uma nova campanha para a escolha de um presidente da República.

    Tínhamos então, de um lado, o diagnóstico de 2010 e, de outro lado, um balanço daquilo que o governo nos legou em 2014. O conjunto mais recente de textos foi reunido na mais recente edição do Digesto Econômico, publicação criada há 63 anos pela Associação Comercial de São Paulo e que procura tratar em profundidade das questões mais agudas da agenda nacional.

    Para levar esse trabalhoso projeto adiante, a Associação Comercial de São Paulo não se limitou aos interesses imediatos de seus associados. Nosso ângulo de abordagem é bem mais amplo. Estamos falando daquilo que emperra um grande e ambicioso projeto de neutralização dos gargalos que prejudicam o conjunto dos interesses nacionais.

    Tanto que, em vez de divulgar os trabalhos apenas entre nossos associados, cada um dos principais candidatos à Presidência recebeu, em mãos, um exemplar para que conhecessem as reflexões aqui reunidas.

    Com a radical modernização contida na passagem do Diário do Comércio à condição de plataforma digital, o conteúdo dos estudos muda de patamar e de objetivo. Passa a ser um instrumento pelo qual os leitores tenham uma ideia precisa sobre o estoque de questões urgentes que o Estado brasileiro precisa resolver.
    Na educação, continuamos “oscilando entre o péssimo e o medíocre” nas avaliações internacionais, apesar de boas experiências como o Pronatec.
    CLÁUDIO DE MOURA CASTRO, ECONOMISTA

    O governo não se interessou pelo Simples Trabalhista, que permitiria a contratação de jovens com menos burocracia por pequenas e microempresas.
    JOSÉ PASTORE, ECONOMISTA

    Apesar da reforma da aposentadoria dos servidores federais, há o risco de politização da gestão dos fundos de capitalização.
    HÉLO ZYLBERSTAJN, ECONOMISTA

    Ocorreu em quatro anos a desaceleração no crescimento da economia, com minimização dos superávits primários e política fiscal pouco restritiva.
    JOAQUIM ELÓI CIRNE DE TOLEDO, ECONOMISTA

    Os serviços de telecomunicações permanecem com uma carga tributária de 43%; há ainda o risco da reativação da Telebras.
    ETHEVALDO SIQUEIRA, JORNALISTA E CONSULTOR

    Prevaleceu um “amontoado de obscenidades tributárias”. Com a exceção dos beneficiados pelo Simples, há até seis impostos federais sobre o consumo.
    CLÓVIS PANZARINI, ECONOMISTA

    Criou-se um conflito permanente entre o agronegócio e a pequena produção, o que reduziu, por razões ideológicas, a potência da política agrícola.
    JOSÉ ROBERTO MENDONÇA DE BARROS, ECONOMISTA

    O governo não reformou o SUS, mas expandiu as Unidades de Pronto Atendimento. Criou o Mais Médicos para afogar a percepção de inércia.
    GERALDO BIASOTO, ECONOMISTA

    Dívida e crédito governamentais dispararam. Mas o investimento público praticamente não saiu do lugar.
    JOSÉ ROBERTO AFONSO, ECONOMISTA

    Entre 2009 e 2013, 39% dos servidores contratados eram de nível de escolaridade intermediário; é um percentual excessivo para uma administração que elabora e implementa políticas públicas.
    NELSON MARCONI, ECONOMISTA

    O excesso de estímulos ao setor automotivo, o real valorizado e a inefetividade da Petrobras distorceram a matriz metal-mecânica, muito forte 15 anos atrás.
    PATRÍCIA MARRONE, ECONOMISTA

    China, Reino Unido e Coreia do Sul adotaram a “economia criativa” como forma de repensar suas indústrias. Brasil criou sobre o tema uma secretaria no Ministério da Cultura.
    LÍDIA GOLDENSTEIN, ECONOMISTA

    China (4,3% do PIB), Rússia (4,2%) e Índia (2,8%) investiram em 2013 bem mais que o Brasil (0,8%) em logística e transporte.
    RENATO CASALI PAVAN, ENGENHEIRO, E JOSEF BARAT, ECONOMISTA

    O país experimentou uma queda adicional da taxa interna de poupança, de 16,4% do PIB, entre 2000 e 2009, para 15,9%, em 2010.
    CARLOS A. ROCCA, ECONOMISTA

    “Sustentatibilidade é um polissílabo que enche a boca dos oradores e encanta os ouvidos dos incautos. Parece uma arca de Noé de bugiganga onde cabe tudo.”
    GUSTAVO KRAUSE, ADVOGADO E EX-GOVERNADOR DE PERNAMBUCO

    A funcionalidade e a credibilidade do sistema político pioraram. A crença nas instituições é baixíssima. O clima, em razão das jornadas de junho de 2013, é de mal-estar.
    CARLOS MELO, CIENTISTA POLÍTICO

    O comércio exterior continua sem um comando unificado, sem voz e sem “norte”. Continuamos com decisões protecionistas segmentadas, antiquadas e sem nenhuma perspectiva.
    MARIA TERESA BUSTAMANTE, ECONOMISTA

    Precisamos de uma importante reforma do sistema de seguridade social e do estímulo às poupanças, para financiar uma configuração demográfica com menos assalariados na ativa.
    NILTON MOLINA, DIRETOR DA ACSP E DA CONFEDERAÇÃO DE EMPRESAS DE SEGUROS

    Com relação ao pré-sal, “há um primeiro candidato a culpado pela falta de maior participação no leilão do campo de Libra: o efeito de uma elevada participação mínima do Estado”.
    VINICIUS CARRASCO E JOÃO MANOEL PINHO DE MELO, ECONOMISTAS E PROFESSORES

    O Poder Judiciário cresceu nos últimos quatro anos sem nenhuma nova perspectiva de desafogá-lo.
    JAIRO SADDI, ADVOGADO E PROFESSOR

    Os inúmeros decretos, portarias e instruções normativas publicadas diariamente tornam praticamente impossível ao contribuinte colocar em prática todas as mudanças anunciadas.
    JOSÉ MARIA CHAPINA ALCAZAR, EMPRESÁRIO E VICE-PRESIDENTE DA ACSP

    O Incra, com relação aos quilombolas, e a Funai, quanto às terras indígenas, continuam a decidir com autonomia militante, funcionando como um Estado dentro de um Estado.
    DENIS LERRER ROSENFIELD, PROFESSOR

    O crescimento do turismo, basicamente interno, requer estratégias diferenciadas para cada região; no Nordeste, o setor responde por 6,5% do PIB, e no Sudeste, a 1,8%, o que ajuda a reduzir desigualdades regionais.
    WILSON ABRAHÃO RABAHY, ECONOMISTA

    Pouco foi feito pelo Nordeste. O investimento em infraestrutura só aumentou no discurso; a Sudene está paralisada por indicações políticas, o Banco do Nordeste foi sacudido por escândalos e o Dnocs virou um morto-vivo.
    GUSTAVO MAIA GOMES, ECONOMISTA

    O próprio TCU constata que o governo não tem uma política nacional de Segurança Pública; nos três primeiros anos do governo Dilma, foram executados só 35% do orçamento.
    JOSÉ VICENTE DA SILVA, EX-SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

    Mesmo financiando os grandes programas de reaparelhamento das Forças Armadas, o governo Dilma não registrou avanços significativos na área da segurança nacional.
    GUNTHER RUDZIT, ESPECIALISTA EM SEGURANÇA E DEFESA

    Ao lado do bem-sucedido Minha Casa Minha Vida, o governo estagnou no estímulo ao saneamento básico e nas políticas de tratamento dos resíduos sólidos.
    VLADIMIR FERNANDES MACIEL, ECONOMISTA

    A oferta de energia aumentou, regiões foram interconectadas e a matriz elétrica, diversificada, mas os problemas persistem nos modelos do mercado de energia.
    VIRGÍNIA PARENTE, ECONOMISTA

    “A diplomacia de Dilma deixa a impressão de obra de reconstrução parcial e frustrante”. Sem o protagonismo e o personalismo exagerado de Lula, ela foi mais atenta aos direitos humanos no Irã, mas sofreu de paralisia quanto ao Mercosul.
    RUBENS RICUPERO, DIPLOMATA

    O governo Dilma foi marcado por baixo crescimento do PIB e redução da poupança e do investimento; ocorreu forte intervencionismo no mercado, alimentado pela desconfiança no setor privado.
    ROBERTO MACEDO, PROFESSOR E COORDENADOR DO INSTITUTO DE ECONOMIA DA ACSP

    Os juros continuam altos, os bancos mantêm alto custo operacional e os empréstimos continuam caros. A inadimplência pode ser em parte neutralizada com a implantação do Cadastro Positivo.
    ULISSES RUIZ DE GAMBOA, ECONOMISTA DA ACPS

    Não há no horizonte a redução da carga tributária ou vontade dos Estados de abrir mão de arrecadação para o acerto estrutural do sistema tributário.
    LUÍS EDUARDO SCHOUERI, TRIBUTARISTA E VICE-PRESIDENTE DA ACSP

    Os exportadores de micro, pequeno e médio porte representavam, em 2012, 70% das empresas, mas só 4% das exportações. Órgãos federais ainda precisam operar com maior abrangência.
    JOSÉ CÂNDIDO SENNA, ENGENHEIRO E ECONOMISTA

    O art. 24 da Constituição é interpretado de modo a atribuir à União a disciplina de matérias em que ela concorre com os Estados; com isso, ocorre excessiva centralização e desequilíbrio federativo.
    ALEXANDRE DE MORAES, ADVOGADO E PROFESSOR

    O Bolsa Família contribuiu para a redução da pobreza, mas não estimulou de maneira significativa a acumulação de capital humano das novas gerações.
    ANDRÉ PORTELA SOUZA, ECONOMISTA E PROFESSOR

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  2. “Vamos ter dois anos de ajustes”, afirma economista e consultor

    A perda de fôlego de consumo da maior classe social do país, revelada por alguns indicadores econômicos, deve resultar em um final de ano fraco, com forte impacto nas empresas, principalmente dos setores de roupas, calçados, móveis, eletroeletrônicos e carros. A avaliação é do economista e consultor Nelson Barrizzelli. Para este período mais recessivo, ele recomenda às empresas: “Dê preferência para a liquidez.
    Isto é, mantenha o dinheiro em caixa, sem correr riscos. Não é momento para investir”. Isso vale também para os consumidores. A seguir, trechos da entrevista:

    Diário do Comércio – Com o aumento da inflação neste ano, o que já resultou num processo de downtrading de marcas, é possível afirmar que a classe C vai voltar a enfrentar aquele período de forte alta de preços de 20 anos atrás?

    Nelson Barrizzelli – Estamos longe daquela situação de hiperinflação, quando, durante meses, vivemos uma inflação diária de 2%. A inflação mensal agora está em torno de 0,5%. Porém, naquele tempo, nós tínhamos a economia totalmente indexada à inflação, o que minimizava as perdas. Quem sofria era justamente a classe menos favorecida, que não conseguia se defender. Agora, não há dúvida de que hoje as pessoas das classes C e D estão sentindo o peso da alta dos preços no orçamento. Tanto que há retração nas compras em praticamente todos os setores. De forma gradual, o Brasil está parando. A atividade econômica está diminuindo gradativamente desde o início deste ano.

    O que o Brasil viveu nos últimos anos corre o risco de se perder?

    Vivemos nos últimos 20 anos com a sensação de uma moeda estável. Os salários subiram consistentemente acima da inflação, o crédito, pela primeira vez, se tornou fácil e farto e, como consequência, as pessoas das classes C e D tiveram maior facilidade para o consumo. É evidente que essa situação não tinha a mínima possibilidade de perdurar para sempre. Somente quem não entende nada de economia pode imaginar que o consumo seria tocado no formato “moto-perpétuo”. Isso tem limites, principalmente em países como o Brasil, onde o governo gasta mais do que arrecada. Não acredito que vamos perder tudo o que foi conquistado no período 2004-2010, mas, nos últimos quatro anos, as decisões do governo foram lamentáveis e nada do que foi tentado deu certo. Agora, portanto, virá o período de ajustes, que nunca é muito agradável.

    Qual será o reflexo desta situação para as empresas?

    As empresas responsáveis já estão se perguntando até onde irá o ajuste macroeconômico necessário para colocar o país nos trilhos. Sem dúvida, vamos ter pelo menos dois anos de ajustes. Com as vendas em queda, já se prevê um Natal magro, provavelmente, com as menores vendas reais desde 2009. Isso tem forte impacto na vida das empresas. A indústria automobilística está devagar, quase parando. Só alguém muito alienado vai assumir dívidas para pagamentos futuros, razão pela qual o setor de bens duráveis passa a sofrer mais do que os outros setores. Há também uma retração nas compras de roupas e bens semiduráveis e há alguns meses já começou a troca de marcas mais caras por outras de menor preço nos supermercados. Essa situação de incerteza em relação ao futuro ataca de frente todas as empresas, independentemente do seu porte ou setor de atividade.

    E a classe C, será que vai cortar até Internet, TV a cabo, celular?

    Não acredito, pelo menos em curto prazo. Provavelmente, se a situação piorar muito, a ordem de corte será TV a cabo, Internet e celular (só o pós-pago). Estes já são itens de conforto pessoal, dos quais as pessoas não devem mais abdicar.

    Qual a sua recomendação para as empresas?

    Desde o início deste ano, estou recomendando para as empresas que deem preferência para a liquidez. Isto é, que mantenham o dinheiro em caixa, sem correr riscos. Não é um momento para investir. Essa oportunidade vai aparecer alguns meses à frente, quando a economia estiver mais lenta, como consequência do necessário ajuste macroeconômico. As empresas com dinheiro e com dívidas apenas de longo prazo farão excelentes negócios, tanto no âmbito de sua atividade como pela oportunidade de expansão. Pode parecer paradoxal que, em épocas de recessão, algumas empresas terão a oportunidade de se expandir. Porém, isso acontece com quem se prepara com antecedência para esses períodos de menor atividade econômica, como agora.

    ORIENTAÇÕES PARA AS EMPRESAS

    Outros economistas e consultores de varejo entrevistados pelo Diário do Comércio compartilham as recomendações de Barrizzelli, no sentido de dar início a programas de corte de despesas e deixar os estoques bem adequados ao volume de vendas. Com a proximidade do final do ano, as empresas geralmente reforçam os estoques de roupas, calçados, eletroeletrônicos, brinquedos. Neste ano, a orientação é para que elas sejam mais cautelosas nos pedidos da indústria.

    Outra sugestão dos consultores é para o comércio se manter firme e não ceder à tentação das promoções para compras de grandes volumes da indústria, dos prazos mais longos para pagamento. Se comprar demais, as lojas poderão virar o ano com estoques altos, e, com taxas de juros em alta, comprar com prazos longos acaba se tornando uma prática muito arriscada.

    Independentemente dos fatores conjunturais, os ganhos conquistados pela classe C permanecem, e disso não há dúvida. “95% dos domicílios dessa classe econômica compram hoje refrigerantes, o que deve se manter. Evidentemente que este período (de consumo mais contido) pode ser curto ou mais longo, mas não podemos perder a visão dos ganhos da classe C, o aumento do acesso a produtos. Só não podemos perder este movimento”, afirma Edgard Barki, professor da Escola de Administração de Empresas da FGV-Eaesp.

    Esse maior conforto das famílias citado por Barki é identificado por levantamento de 2012 da PNAD/IBGE: 45% da classe média possuem computador; 41%, carro; 17%, smartphone, e 39% têm acesso à Internet. De um lado, isso mostra um avanço no bem-estar dos consumidores. De outro, revela que há espaço para mais conquistas dos brasileiros. Só 50% das famílias possuem lavadoras de roupa e 8%, televisores de tela plana.

    Por conta da Copa do Mundo, as vendas de televisores subiram 16% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período de 2013, segundo a Eletros, associação que reúne a indústria eletroeletrônica. No caso de fogões, geladeiras, lavadoras de roupas, as vendas já deram sinais de fraqueza: caíram 5%, em média, no período.

    Lourival Kiçula, presidente da Eletros, diz que em julho e agosto algumas empresas venderam mais e outras, menos. No ano, a indústria da chamada linha marrom deve faturar mais que em 2013. A indústria de eletrodomésticos já deve vender o mesmo que no ano passado, segundo estimativa da associação.

    Toda a euforia de consumo dos últimos anos teve um impacto surpreendente em uma das maiores redes de lojas de eletroeletrônicos do país. Com 221 pontos de venda nos Estados de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Paraná, a Lojas Cem, que faturava R$ 1,45 bilhão há cinco anos, deve fechar este ano com receita da ordem de R$ 4,5 bilhões.

    Para a Lojas Cem, por enquanto, o bom ritmo de vendas ainda se mantém. “A classe média está mais endividada, sim, mas, por enquanto, ela faz malabarismo para pagar as contas. Um mês paga um credor.
    Outro mês paga outro credor. A situação piora mesmo quando há desemprego, que aí, sim, leva à recessão”, diz José Domingos Alves, superintendente da empresa.

    A empresa, segundo ele, está preparada para enfrentar um menor ritmo de vendas, pois tem o privilégio de comprar mercadorias para pagamento à vista, bancar o crediário em até 20 vezes com recursos próprios, sem, portanto, ter parceria com bancos. “Pagamos os fornecedores em até 30 dias, no máximo”, diz ele.

    Se só o desemprego pode abalar a Lojas Cem, a empresa deve ficar atenta, pois as projeções não são das mais otimistas. É que a taxa de desemprego, estabilizada em torno de 5%, também poderá sofrer alteração, e para pior.

    Na medida em que as famílias ficam com o orçamento mais apertado, quem estava só estudando, por exemplo, pode tentar voltar para o mercado de trabalho. Se cresce o número de pessoas que procuram emprego, a tendência é de a taxa de desemprego subir. Aí, sim, nem as empresas mais organizadas em finanças, compras, vendas, estoques, pessoal vão deixar de sentir o impacto da retração do consumo.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

    • Muito bem, sr. Wagner,

      contra mentiras deslavadas e embustes disseminados aos otários,

      só revelando as VERDADES IMPLACÁVEIS.

      De minha parte, mesmo sem sua permissão, já enviei estes dois textos

      para compatriotas – parentes e amigos – no exterior: Itália, Espanha (2),

      Bélgica, Irlanda (2) e França.

  3. BEM VINDOS OS NOVOS CRÍTICOS DAS URNAS ELETRÔNICAS

    Há quase 20 anos desde que o sistema eletrônico de votação foi implantado, em 1996, o Pdt de Leonel Brizola vem denunciando a vulnerabilidade das urnas e até projetos de lei apresentou propondo impressão dos votos para possibilitar auditagens dos resultados eleitorais. Poucos ou quase ninguém, além de técnicos especializados da área ou mesmo acadêmicos e professores da Universidade de Brasília, davam ouvidos à tese de que as urnas eletrônicas são efetivamente inseguras.

    Depois de proclamados os resultados não há previsibilidade de recursos e mesmo os que forem protocolados morrem no âmbito da própria Justiça Eleitoral, isto vale para as eleições presidenciais (dois turnos) ou de quaisquer outras (governadores, senadores e deputados). As cúpulas do PSDB sabem disso e foram coniventes endossando esse sistema contra o qual agora se voltam com pretensão direcionada a tumultuar o campo político depreciando a reeleição de Dilma Rousseff. Por quê não falam da reeleição de Geraldo Alckmin e outros?

    Se há estudos concluídos por especialistas em informática afirmando que o sistema é falho e uma vez proclamados os resultados, por outro lado, não há previsão legal para recontagem dos votos, que afinal tanto podem ter beneficiado petistas quanto tucanos assim como favorecido ou prejudicado outras legendas na disputa, seria bem mais coerente rever essas regras impostas, denunciando-as ao mundo! Do contrário, da forma como agem, a coisa não passa do terreno das especulações e do oportunismo político e tudo seguirá como antes.

  4. Os tucanos estão desnorteados porque o poste do Lula, a nossa Dilma, a leoa do planalto, deu um show de política nesta eleição extremamente desgastante, pela modo como o Senador Aécio conduziu a campanha. Aécio acusou do início ao fim, usou todo o poder da mídia amiga para desmerecer o governo petista. Aécio só acusou e vociferou contra a Dilma. Aécio pensou que o povo mineiro fosse confirmar nas urnas o que Aécio dizia ter feito em Minas. Foi emblemática a vitória de Dilma em Minas porque o PSDB governava Minas há 12 anos, o mesmo tempo que o PT governava o Brasil no plano federal. 12 anos de PSDB em Minas foi um desastre, enquanto os 12 do PT no plano federal foi um período de grandes avanços para o povo brasileiro. O mineiro comparou e disse: Aécio está mentindo, sô,está querendo usar o povo mineiro como trampolim para sua ambição pessoal, porque aqui nas Minas Gerais,Aécio não realizou nem um terço que diz que fez. Aécio SIFU em Minas porque mentiu, disse que fez bom governo em Minas para reforçar a ideia que era bom administrador e assim conquistar o voto do resto do Brasil. O mineiro não quis ser usado. Uma vitória da astúcia política da Presidente Dilma Rousseff que tinha um aliado poderoso em Minas, que foi eleito no primeiro turno. Fernando Pimentel.

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