10 thoughts on “Charge do Alpino

  1. Balança comercial tem pior resultado para outubro em 16 anos

    A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 1,177 bilhão no mês passado, no pior resultado para meses de outubro desde 1998, puxado pela retração de exportação em todas as categorias de produtos, com forte recuo nos embarques de minério de ferro, soja, milho, aviões e automóveis.
    O resultado veio melhor que o esperado pela mediana dos especialistas consultados, com projeção de déficit de US$ 1,40 bilhão.

    Em outubro do ano passado, a balança foi deficitária em US$ 230 milhões, enquanto em setembro deste ano, o déficit foi de US$ 939 milhões.

    As exportações no mês passado caíram para US$ 18,330 bilhões, recuo de 19,7% em relação a igual mês do ano passado pela média diária e de 10,6% ante setembro.

    As importações recuaram 15,4% frente a outubro de 2013, para US$ 19,507 bilhões. Em relação a setembro, as aquisições feitas no exterior retrocederam 9,2%. Os destaques foram as menores compras no exterior de combustíveis e lubrificantes, bens de consumo, bens de capital e matérias-primas.

    No acumulado de janeiro a outubro, a balança comercial registra déficit US$ 1,871 bilhão ante déficit de US$ 1,990 bilhão em igual período de 2013. As exportações no período somam US$ 191,965 bilhões, queda de 3,7% ante igual período de 2013, enquanto as importações somam US$ 193,836 bilhões, também em queda de 3,7%.

    A balança comercial vem sofrendo em 2014 com o recuo de preços de importantes commodities da pauta de exportação brasileira, como minério ferro e complexo soja, numa situação agravada pela dificuldade de venda no exterior dos produtos brasileiros manufaturados e com a Argentina, um importante parceiro comercial do país, reduzindo as compras de produtos brasileiros.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  2. Deixo aqui uma mensagem positiva para os amigos do Blog:
    Valorize o que é seu
    O dono de um pequeno comércio amigo do poeta Olavo Bilac , abordou-o na rua e perguntou-lhe
    “Senhor Bilac, preciso vender o meu sítio, aquele que o senhor conhece tão bem. Será que poderia redigir um anúncio para o jornal ?
    Bilac então escreveu:
    ” Vende-se encantadora propriedade, onde cantam pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão , a casa banhada pelo sol nascente oferece sombra tranquila das tardes na varanda”
    Meses depois o poeta voltou a encontrar o homem e perguntou se ele havia vendido o sítio ao que respondeu: Nem pensei mais nisso. Quando li o anúncio percebi a maravilha que tinha.
    AS vezes, desprezamos as coisas boas que possuímos e vamos atrás da miragem de falsos tesouros. Olhe em volta , valorize o que você tem: O seu lar, as pessoas amadas, as amizades com as quais pode de fato contar, o conhecimento que adquiriu, a sua boa saúde e as belezas da vida , que são verdadeiramente o seu mais precioso tesouro.
    Não adianta querer reaver trabalhos que negligenciamos . O melhor a fazer é valorizar isso agora.
    Agradeço a T.O.L por deixar eu dar minha opinião neste blog.

  3. Corrigindo:
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    Representação gráfica do resultado da Balança Comercial Brasileira acumulado até outubro de 2014 (FOB)

    # Exportações……………………..US$191,96 bilhões
    # Importações……………………-US$193,83 bilhões
    ——————————————————————————–
    Total………………………………….-US$1,87 bilhão (déficit)

    Fonte: SECEX/MDIC

  4. Política Fiscal – Gestão da dívida pública.

    Segundo o último Boletim do Banco Central sobre o resultado da Política Fiscal do Governo, no ano o resultado primário [da contabilidade pública] consolidado (União, Estados e Estatais), até setembro de 2014, acumula deficit de R$15,3 bilhões, comparativamente ao superavit de R$45 bilhões no mesmo período de 2013. Que somados com os juros da dívida produzem um déficit nominal a ser incorporado no montante da dívida do Tesouro Nacional de R$224,4 bilhões (5,94% do PIB*), por enquanto.

    Representação gráfica:

    # Déficit primário……………………………….R$15,2 bilhões
    # Juros nominais da dívida pública……..-R$209,2 bilhões
    ———————————————————————————————————-
    # Resultado……………………………………….-R$224,4 bilhões (déficit nominal)

    (*) PIB acumulado até setembro: R$3,8 trilhões.

    Fonte: Boletim de Política Fiscal – Nota para a imprensa do BACEN em 30-10-2014 .

  5. O excelente Colega Sr. WAGNER PIRES como sempre nos traz dados das Contas Nacionais, mostrando principalmente a deterioração de nossa Balança Comercial/ Balanço de Pagamentos, e Deficit Nominal do Governo Federal que aumenta nossa Dívida Pública Federal e seu Custo em Juros.
    E as Contas Nacionais estão se deteriorando porque há +- 4 anos a Economia cresce pouco, praticamente a Taxa de crescimento vegetativo da População Ativa, +- 2%aa, com Inflação alta de +- 7%aa.
    Para mim o cerne da questão está no estratégico setor Industrial. Desde o início do Plano Real, que nossa Indústria vem se deteriorando, primeiro perdendo capacidade de Exportação, e agora perdendo também capacidade de Produção Interna. Sem dúvida que um País que não faz crescer sua Indústria, setor mais dinâmico e Produtivo da Economia, vai de mal a pior, sempre DESCAPITALIZADO. O Câmbio que todo esse tempo manteve o Real sobrevalorizado para ancorar a Inflação, tem grande culpa. Mas não é o único culpado.
    O Governo urgentemente tem que descobrir porque das +- 500 Multi-Nacionais do Mundo, +- 400 atuam no Brasil, e porque não conseguem Exportar e nem mesmo aumentar a Produção Interna? Por que ninguém tem LUCRO Exportando?
    E tomar providências para reconstruir nossa INDÚSTRIA, que a meu ver, no momento é a CHAVE DE TUDO.

  6. 13º salário deve injetar R$ 158 bilhões na economia

    Até dezembro de 2014, estima-se que deverão ser injetados na economia
    brasileira cerca de R$ 158 bilhões em decorrência do pagamento do 13º salário. Este
    montante representa aproximadamente 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e
    será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos;
    aos beneficiários da Previdência Social, e aos aposentados e beneficiários de pensão da
    União e dos estados e municípios. Cerca de 84,7 milhões de brasileiros serão
    beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 1.774,00.

    Dos cerca de 84,7 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados pelo
    pagamento do 13º salário, aproximadamente 32,7 milhões, ou 38,6% do total, são
    aposentados ou pensionistas da Previdência Social. Os empregados formais (52 milhões
    de pessoas) correspondem a 61,4% do total. Entre estes, os empregados domésticos com
    carteira de trabalho assinada somam 2,122 milhões equivalendo a 2,5% do conjunto de
    beneficiários do abono natalino. Além desses, em torno de 975 mil pessoas (ou 1,2% do
    total) referem-se aos aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio).
    Há ainda um conjunto de pessoas constituído por aposentados e pensionistas dos
    estados e municípios (regime próprio) que vai receber o 13º e que não puderam ser
    quantificados.

    Do montante a ser pago a título de 13º, em torno de 20% dos R$ 158 bilhões, ou
    seja, perto de R$ 31,2 bilhões, serão pagos aos beneficiários do INSS. Outros R$ 111,5
    bilhões, ou 71% do total, irão para os empregados formalizados; incluindo os
    empregados domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente
    a R$ 7,6 bilhões (4,8%), aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 6,1 bilhões
    (3,9%) e R$ 1,34 bilhão (0,8%) destinam-se aos aposentados e pensionistas dos regimes
    próprios dos municípios.

    O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2014 é cerca de 2,9%
    superior àquele calculado para o ano de 2013. Estima-se que aproximadamente 2,39
    milhões de pessoas passarão a receber o benefício por terem requerido aposentadoria ou
    pensão, por terem se incorporado ao mercado de trabalho ou ainda por terem tido o seu
    vínculo empregatício formalizado.

    Para efeito de comparação com 2013, quando o DIEESE estimou que cerca de
    R$ 143 bilhões entrariam na economia em consequência do pagamento do 13º, o valor
    apurado neste ano indica um crescimento da ordem de 10,1%.

    Distribuição por região

    Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva
    do 13º salário – 51% – deve ficar nos estados do Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Outros 16% do montante
    devem ser pagos na região Nordeste, enquanto ao Sul serão destinados 15,8%. Para as
    regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,7% e 4,8%. Deve-se observar
    que os beneficiários do regime próprio da União respondem por pouco menos de 5% do
    montante e podem viver em qualquer região.

    O maior valor médio para o 13º (considerando todas as categorias de
    beneficiados) deve ser pago no Distrito Federal – R$ 3.327 – e o menor, é encontrado
    nos estados do Maranhão e Piauí- ambos com média próxima a R$ 1.200,00. Estas
    médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo regime próprio dos estados e dos
    municípios, cujo total não foi possível obter.

    Estimativa setorial para o mercado formal

    No mercado formal de trabalho, a estimativa é de que R$ 111,45 bilhões serão
    pagos a título de 13º salário, até o final do ano, para 49,9 milhões de trabalhadores do
    setor privado e público no Brasil, excluídos os empregados domésticos.

    A maior parcela do montante a ser distribuído caberá aqueles que estão
    empregados no setor de serviços (incluindo administração pública), que assim ficarão
    com 60,9% do total destinado ao mercado formal; os empregados da indústria receberão
    19,2%; os comerciários terão 12,9%. Àqueles que trabalham na construção civil será
    pago o correspondente a 5,1% e 2,0% irão para os trabalhadores da agropecuária
    brasileira.

    (Transcrito do DIEESE)

  7. Acabem com o fator previdenciário e deixem de enganar os brasileiros

    Por Paulo César Regis de Souza (*)

    Em diversas oportunidades, aqui escrevi sobre a necessidade de se acabar com o fator previdenciário, instituído pela Lei nº 8.976, de 26.11.1999. A empulhação caminha para 15 anos.

    Proposto pelo Fundo Monetário Internacional para estancar o déficit da Previdência Social, não estancou coisa nenhuma e só criou dificuldades para todos os brasileiros que se aposentaram durante sua vigência, tendo suas aposentadorias retardadas e seus valores achatados. Este foi o lado perverso do fator.

    Os arautos da Previdência que se consideram mais sábios do que os “sábios da Grécia Antiga” trombeteiam que graças ao fator, a Previdência deixou de gastar entre R$ 60 e 80 bilhões, a preços nominais, ampliando o déficit que nunca deteve.

    Cabe outra leitura que acentua a vilania dos tais arautos: na verdade, os aposentados do fator (mais de 3,4 milhões que se aposentaram por tempo de contribuição) perderam de R$ 60 a 80 bilhões nos seus benefícios não incluindo as perdas nos reajustes E perderam de forma irrecuperável, cruel, desumana.

    A ANASPS foi a primeira entidade de servidores a protestar contra a criação do fator. Muito tempo depois vieram outras entidades de aposentados, como a COBAP, e o senador Paulo Paim.

    Lamentavelmente o lulo petismo adotou o fator voltando as costas aos trabalhadores que diziam defender.
    O fim do fator chegou a ser aprovado pelo Congresso, pelo Projeto de Lei de Conversão (PLV 2/10 aprovado pela Câmara e Senado em maio de 2010 e vetado pelo Presidente Lula. O PLS 296/03, do senador Paulo Paim que acaba com o fator foi aprovado em abril 2008 pelo Senado e desde então aguarda votação na Câmara. A Presidente Dilma não aceita o fim do fator com base em argumentos tão falsos quanto uma nota de três dólares ou de três reais!

    É mentirosa a afirmação dos arautos de que a Previdência vai falir.

    O governo não quer reconhecer que ele esticou o déficit da Previdência que de 1999 a 2013 foi de R$ 431,0 bilhões, a preços nominais, para uma arrecadação líquida de R$ 1,933 bilhões e uma despesa com benefícios do Regime Geral de Previdência Social-RGPS, de R$ 2,364 bilhões, nominais, agravado pelo quadro de desorganização no financiamento (queiram ou não queiram a serviço dos caloteiros), no período de 1999 a 2013, quando tivemos, igualmente a preços nominais:

    a) Sonegação estimada entre R$ 581,1 bilhões a R$ 772,5 bilhões;

    b) Redução da divida ativa mediante a mudança da decadência de 10 para cinco anos quando sumiu das contas da Previdência o equivalente a R$ 400 bilhões;

    c) Aumento da divida ativa, já na decadência de cinco anos, para R$ 250 bilhões;

    d) Despesa de pagamento de benefícios rurais no valor de R$ 483,5 bilhões;

    e) Renúncias discricionárias (de filantrópicas, exportação rural, Simples, Microempeendor,) de R$ 199,8 bilhões;

    f) Pagamento de benefícios sem a contrapartida de contribuição adequada a segurado especial,
    empregadores rurais (pessoas física e jurídica), Empregador doméstico e clube de futebol.

    g) Criação de benefícios sem contrapartida de contribuição adequada para dona de casa rural, autônomo, empregado doméstico, Simples e Meio;

    h) Implantação da desoneração contributiva que está se generalizando

    Tudo isto foi feito mantendo-se o fator, punindo-se o cidadão que deu sua vida no chão de fábrica e teve seus benefícios vilmente achatados. O sonho de uma aposentadoria digna virou incerteza e desconforto. A Previdência Social que lhe abriu as portas á previdência chinesa está cheia de indignidades e perversidades.

    Para esta geração de brasileiros o “pacto de gerações”, que é a razão que fundamenta a Previdência, virou fumaça.

    A Previdência que chegou a pagar 10 salários mínimos ao aposentado, foi minguando e hoje está em volta de seis salários mínimos, como teto, sendo que ninguém atinge o teto.

    Na concessão o valor médio dos 2.949.000 benefícios concedidos em 2000 era de apenas R$ 304 ,00 para um salário mínimo de R$ 255,32 e teto de R$ 1.255,32. O valor médio dos 2.954.216 benefícios concedidos em 2014 foi de R$1.045, 66 para rum salário mínimo de 724,00 e um teto de R$ 4.490.34, em junho.

    Na manutenção, o valor médio dos benefícios do RGPS em 2000 era de R$ 274,00 para um salario mínimo de R$ 252,32 e um teto de R$ 1,255,32 Em junho de 2014, o valor médio era de R$ 928,45 para um salário mínimo de R$ 724 e um teto de R$ 4.490,34.

    A solução mais simples para acabar com a farsa do fator compreende o estabelecimento da idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres, em função da nova expectativa de vida dos brasileiros, de 74,0 anos, sendo 79 para a mulher e 70 para o homem, o que é plenamente factível. Hoje, o INSS paga benefícios a mais 4 milhões de brasileiros com mais de 80 anos, sendo 32 mil a pessoas com mais de 100 anos!

    Com isso, se aumentará o tempo de contribuição com regras de transição.

    O passo seguinte é um forte ajuste no financiamento do RGPS, mudanças na arrecadação, na cobrança da divida administrativa e ativa, fim das benesses aos caloteiros, fim dos benefícios sem contribuição e impedimento para que a receita previdenciária deixe de ser instrumento de política fiscal, com renuncias e desonerações.

    (*) Paulo César Regis de Souza é Vice – Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS.

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