3 thoughts on “Charge do Duke

  1. Nobel de Economia diz que há risco de recessão global em 2014

    SÃO PAULO – Eugene Fama, um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Economia deste ano, afirmou neste sábado que vê risco de recessão em 2014. Em entrevista à agência Reuters, ele disse que os governos altamente endividados nos Estados Unidos e na Europa representam uma ameaça constante para a economia global.

    “Pode chegar o ponto em que os mercados financeiros dirão que nenhuma dessas dívidas tem credibilidade mais e eles não poderão se financiar”, disse.

    Juntamente com Robert Shiller e Lars Peter Hansen, Fama receberá o prêmio em Estocolmo na próxima terça-feira por sua pesquisa sobre preços de mercado e bolhas de ativos.

    “Se houver outra recessão, será mundial”, acrescentou.

    Para Fama, os dados de emprego nos Estados Unidos não tranquilizam em relação ao risco de recessão, pelo contrário. “A recuperação do mercado de trabalho tem sido terrível. A única razão para a taxa de desemprego ser de 7%, que é alta para os padrões históricos dos EUA, é que as pessoas desistiram de continuar a procurar emprego”, disse.

    “Simplesmente não acho que vamos sair (da recessão) muito bem”, completou.

    (Transcrito do Valor Econômico)

  2. Brasil investe metade do recomendado pela OCDE para o ensino básico

    Brasília – O Brasil deve aumentar os investimentos na educação básica para melhorar também o ensino, analisa o diretor de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher. Dados coletados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2012 mostram que o país investe em média US$ 26.765 por estudante entre 6 e 15 anos. Um terço da média dos demais países da OCDE, US$ 83.382. E pouco mais da metade do que o OCDE considera como investimento mínimo por aluno, US$ 50 mil. Representantes do governo reconhecem que é preciso fazer mais e em ritmo acelerado.

    “Quando se investe US$ 50 mil por aluno, o dinheiro não importa mais, deixa de ser uma questão limitante para o desempenho do estudante”, diz o diretor da OCDE. Segundo o relatório do Pisa divulgado na última semana, o Brasil ocupa o 58º lugar em matemática, o 55º lugar em leitura e o 59º em ciências em um ranking de 65 países. A prova é aplicada a cada três anos pela organização e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos. A cada ano, o relatório tem uma área como foco. Em 2012, o destaque foi para matemática.

    Schleicher diz que o investimento deve aumentar, mas atribui a nota do Brasil também à falta de equidade na distribuição dos recursos. Caso todas as escolas tivessem as mesmas condições de aprendizagem e todos os estudantes cursassem a série adequada para a idade, (como 15 anos na 1ª série do ensino médio), o Brasil poderia chegar aos 460 pontos na avaliação, com o mesmo investimento atual. A pontuação atual é 391.

    “Se o país conseguisse eliminar a grande repetição dos alunos e se todo estudante tivesse acesso à educação, o Brasil teria um progresso grande, com o investimento atual. Não fiz as contas, mas acredito que chegaria aos 460 pontos em matemática”, disse. A pontuação conferiria ao Brasil a 43ª posição no ranking.

    O relatório trouxe um alerta em relação à aprendizagem, a nota média do país o coloca no nível 1, em um total de seis níveis. O sexto nível é a proficiência. Estar no nível 1 significa que os alunos conseguem fazer apenas operações básicas. Para Schleicher, é necessária uma maior ênfase nas escolas que enfrentam dificuldades. “No Brasil, os melhores professores estão nas melhores escolas. Em países como a China é o oposto, se você é um bom professor você deve ajudar a melhorar o desempenho das escolas desfavorecidas”, diz. Ele também citou a desvalorização dos docentes no país, o que torna a carreira menos atrativa a bons estudantes. O piso para a jornada de 40 horas é R$ 1.567.

    Os dados do Pisa apontaram ainda a falta de confiança dos alunos em aprender matemática. “Eles dizem que é preciso ter talento para aprender a disciplina. Isso não ocorre nos países com as melhores pontuações”, diz. Mais de 80% dos estudantes dizem que o conteúdo é muito difícil. Em Xangai, na China, que ocupa o primeiro lugar no ranking, esse índice é pouco mais de 50%. No Brasil, quase 55% dos estudantes acreditam que não têm sorte, contra pouco mais de 30% de Xangai. Mais de 45% dizem que os professores não conseguem fazê-los se interessar. Em Xangai, a porcentagem é 40%.

    Apesar do cenário, o coordenador parabenizou o Brasil pelo maior crescimento entre os países que participaram do Pisa. O país que passou de uma pontuação de 356 em 2003 em matemática, para 391 em 2012. O Brasil também avançou na inclusão e na redução da defasagem idade-série. São 420 mil estudantes a mais no sistema de ensino. A porcentagem de alunos do ensino médio que não estavam na série adequada à idade caiu de 54,9% em 2000, para 31,1% em 2012.

    Schleicher acredita que, em 21 anos, o Brasil conseguirá alcançar a média da OCDE, que em 2012, chegou a 494 pontos. “As condições atuais sugerem que o Brasil vai ter um crescimento ainda mais acelerado nos próximos anos e talvez alcance esse patamar em menos tempo”.

    O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, disse que “os indicadores nacionais e internacionais permitem aprimorar a análise”. Ele ressaltou que a principal medida para melhorar o ensino é a valorização e a formação do professor. “Somos o país que mais aumentou o investimento de recursos, apesar de ainda aplicarmos um terço da média dos demais países da OCDE. Alocar recursos no professor é fundamental, e o caminho que estamos seguindo [com programas de formação] reforça essa tese e mostra como temos que acelerar”, diz.

    Ao analisar os dados Pisa 2012 durante a semana, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a fotografia da educação no Brasil ainda não é boa, mas destacou que os avanços podem ser considerados uma “grande vitória”. “O resultado em relação a nossa evolução é uma grande vitória da educação brasileira. Não podemos nos acomodar e temos ainda um atraso histórico muito grande quando falamos em qualidade da educação. Fizemos muito, mas temos que fazer muito mais”, disse.

    (Transcrito da Agência Brasil)

  3. OMC aprova em Bali primeiro acordo comercial global em décadas

    BALI – Os representantes dos Estados-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), reunidos em Bali, aprovaram o primeiro acordo comercial global em décadas, na conferência ministerial da OMC.

    O pacote envolve medidas de facilitação de comércio, agricultura e de desenvolvimento, para ajudar países mais pobres.

    A Câmara de Comércio Internacional, representando milhões de empresas em torno do mundo, já havia preparado comunicado elogiando o acordo, no qual diz que o resultado não apenas restaura a confiança no sistema multilateral de comércio como também tem o potencial de gerar estímulo superior a US$ 1 trilhão e 21 milhões de empregos na economia mundial.

    Diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo foi muito aplaudido ao chegar à plenária para dirigir a sessão final.

    Não foi fácil fechar o acordo. Primeiro, houve o confronto entre Índia e Estados Unidos sobre segurança alimentar – afinal resolvido na manhã de ontem. Só que, na madrugada deste sábado em Bali, Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua rejeitaram todo o acordo, por causa do pacote sobre facilidade de comércio.

    Os cubanos reclamavam que o embargo dos EUA contra a ilha não facilita o comércio, já que um navio que atraca em Cuba, logo depois não pode atracar em território americano. Para resolver o novo impasse, foi arranjada uma linguagem que satisfaz os cubanos e é inofensiva para os outros países.

    (Transcrito do Valor Econômico)

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