14 thoughts on “Charge do Duke

  1. Nota do setor externo, que traz um balanço das transações comerciais e financeiras do Brasil com o resto do mundo – chamado de Balanço de Pagamentos – , acaba de ser divulgada pelo Banco Central do Brasil.

    O déficit em transações correntes – de mercadorias e serviços – do Brasil com o resto do mundo somou US$5,1 bilhões em novembro, acumulando no ano US$72,7 bilhões de déficit em 2013.

    A Balança comercial, que compõe as transações correntes e se refere ao comércio de mercadorias, foi superavitária no mês de novembro em US$1,7 bilhão (exportação de US$20,8 bilhões contra importação de US$19,1 bilhões) e diminuiu o déficit acumulado no ano para US$93 milhões.

    Registro gráfico das transações correntes do Balanço de Pagamentos referente ao período de janeiro a novembro:

    # Balança Comercial (FOB):…………………… – US$93 milhões (déficit)
    # Transações de Serviços:………………………. – US$43,276 bilhões (déficit)
    # Transações de Rendas:……………………….. – US$32,289 bilhões (déficit)
    # Transferências Unilaterais Correntes:……… US$2,964 bilhões (superávit)
    ____________________________________________________________________________
    # Total das transações correntes:……………….- US$72,694 bilhões (déficit)

    Este rombo de US$72,694 bilhões em transações correntes o que representa a saída de dólares do país, corresponde a 3,58% do PIB e supera o déficit registrado no mesmo período do ano passado que foi de US$45,824 bilhões (2,41% do PIB).

    Em contraponto, a conta Capital e Financeira, acumulou até novembro US$70,701 bilhões em ingresso de dólares, dos quais US$57,478 bilhões (2,83% do PIB) corresponderam a investimento estrangeiro direto (IED). Ou seja, empresas estrangeiras interessadas e investindo na economia brasileira.

    Houve fluxo negativo de dólares no período para o Brasil, já que a saída de dólares pelo déficit em transações correntes foi maior que a entrada desta moeda na conta capital e financeira. As nossas reservas cambiais, por enquanto, totalizam US$376,1 bilhões.

    Registro gráfico do Balanço de Pagamentos:

    # Capital e Financeira:……………………………….. US$70,701 bilhões (entrada de dólares)
    # Transações Correntes:…………………………- US$72,694 bilhões (saída de dólares)
    # Erros e Omissões:…………………………………..- US$1,187 bilhões (saída de dólares)
    _______________________________________________________________________________________
    # Total de saída de dólares em 2013:………….- US$3,180 bilhões

    Em 2012 o ingresso de dólares no país – principalmente pelo fluxo do investimento estrangeiro direto (IED)- salvou as contas externas. O IED fechou 2012 em US$68,093 bilhões, cobrindo facilmente o rombo de US$54,230 bilhões das transações correntes; e, com isso, evitando a queima de nossas reservas cambiais.

    Este ano, entretanto, o fluxo de IED não conseguirá cobrir as contas, seja porque é menor, seja porque o rombo nas transações correntes aumentou. O Brasil passou desta forma a queimar suas reservas a partir do mês de outubro quando o fluxo de dólares tornou-se negativo.

  2. Prezado Sr. WAGNER PIRES, Parabéns pela beleza de Estatística do BCB, Conta Corrente do Balanço de Pagamentos Internacional do BRASIL, Jan/Nov 2013 ( ou 11/12 avos, do Ano).

    Deficit Total do Balanço de Pagamentos Internacional = US$ 72,694 Bi. ( diferença de tudo o que entrou, menos tudo que saiu, da Economia do Brasil), equivalente a 3,58% do PIB 2013 = US$ 2.031 Bi. Como o PIB vai crescer em 2013 +- 2,5%, vemos que todo o acréscimo de 2013 = US$ 50 Bi foi perdido e ainda faltam US$ 22,694 Bi + 1/12 avos. Nos DESCAPITALIZAMOS muito.

    E como é financiado esse Déficit do Balanço de Pagamentos de US$ 72,694 + 1/12 avos?
    Sua Tabela do BCB mostra que até Novembro inclusive, a Conta de Capital e Financeira acusa entrada de US$54,478 Bi de IED (Investimento Direto Estrangeiro), novas Fábricas/Bolsa de Valores + US$ 13,223 Bi (Aplicações Financeiras) = US$ 70,701 Bi + US$ 1,993 Bi de Reservas queimadas, tudo mais 1/12 avos, pois falta ainda o mês Dez/2013.

    Como a Economia pode ser repartida em: Governo-Empresas Estatais; Empresas Privadas Nacionais; e Empresas Multi-Nacionais; e dessas, a que disparado mais contribui para o aumento do Padrão de Vida Médio é a EMPRESA PRIVADA NACIONAL, vemos que a mediada que o Deficit do Balanço de Pagamentos aumenta, mais a EMPRESA PRIVADA NACIONAL se DESCAPITALIZA e mais aumenta a Capitalização das Multi-Nacionais via IED, fora as perdas Financeiras.
    É isso que explica o tempo passando, nossa Economia como um todo crescendo, (7º PIB do mundo), e nosso Padrão de Vida, (Média Salarial), IDH (84º), não sai do lugar, sendo muito baixo.
    Temos que dar preferência para a EMPRESA PRIVADA NACIONAL e ESTATAL NACIONAL, ZERAR esse Deficit e transformá-lo em Superavit. O Brasil pode fazer isso, NÃO PRECISA IMPORTAR NADA.

  3. Sr. Bortolotto. Obrigado pelas palavras. Sinto muita satisfação por saber que este blog tem gente do seu nível e nos brinda com legítimas e acertadas argumentações, ponderações e arrazoados.

    Não vejo problema no IED se o governo brasileiro reforça programas de estímulos ao capital nacional. Não só com empréstimos subsidiados via BNDES e bancos oficiais, mas, também com vantagens tributárias, como vem ocorrendo em nosso território.

    Não podemos é ficar sem qualquer tipo de investimento, seja ele por capital nacional e estrangeiro. Veja a China.

    Dos US$72,694 bilhões em déficit acumulado nas nossas contas externas até novembro, US$22,2 bilhões foram de remessa de lucros e dividendos das multinacionais. Mas, veja só, US$17,0 bilhões (!) de saída de dólares se referem aos gastos de brasileiros lá fora. Ou seja, ainda que toda a nossa economia fosse nacional, essa enorme parcela significativa de saída de dólares continuaria fluido, por conta dos nossos turistas.

    Por falta de tecnologia, pagamos, também, US$17,0 bilhões em aluguel de equipamentos.

    Portanto, se somarmos esses itens teremos: US$22,2 + US$17,0 + US$17,0, teremos US$56,2 bilhões de saída de dólares representando 77,3% do total do rombo (déficit) nas nossas contas externas.

    Imagine isso sem o contraponto do IED!

    Já sobre o IDH, mestre Bortolotto, creio que a solução é a melhor distribuição de rendas e o aprimoramento do aparelho estatal na prestação de serviços à população como saúde e educação. Geração de riqueza temos. Este ano fecharemos com um PIB em torno de R$4,7 trilhões.

    Acredito que dentro dos próximos 10 anos, com uma política justa de distribuição de rendas o país terá toda a condição de erradicar a pobreza e elevar o nosso índice de IDH.

    O fator determinante nesta história, além de bons governos, será a nossa autossuficiência em petróleo. Tecla que tenho batido muito nos últimos meses.

    É fator, inclusive, determinante para zerarmos o duplo déficit que tanto o Sr. menciona.

  4. O Banco Central do Brasil, também realizou projeções. São estas, algumas delas:

    – Déficit em transações correntes em 2013: US$79 bilhões (3,57% do PIB);

    – Remessa de lucros e dividendos em 213: US$24 bilhões;

    – Viagens de brasileiros no exterior em 2013: US$18,6 bilhões;

    – Aluguel de equipamentos estrangeiros em 2013: US$18,8 bilhões;

    – Conta capital e financeira em 2013: US$72,2 bilhões;

    – IED em 2013: US$63 bilhões (2,85% do PIB)

    Um detalhe importante, nossas contas externas ficaram muito ruins por conta da piora em nossa balança comercial. Que, por sua vez, tornou-se deficitária neste ano (até o presente momento) por conta da importação de combustíveis e derivados.

    Temos que correr para explorar o pré-sal!!!

  5. Prezado Sr. WAGNER PIRES, também concordo contigo: uma vez que temos um brutal Deficit no Balanço de Pagamentos, o IED, e a Conta Capital, financiando esse Deficit, é melhor do que queimarmos US$ 72,694 Bi + 1/12 avos de RESERVAS em 01 ano. Até porque assim, as Reservas não iriam durar muito, mesmo que estejam em bons US$ 376,1 Bi. Dentro do Prejuízo, isso é melhor que nada, mas o bom era não ter Prejuízo, e sim ter Superavit no Balanço de Pagamentos.
    Esses Números deveriam ser gravados na Porta do ministério da Fazenda: Em 2013: Remessa de Lucros US$ -22,2 Bi + Déficit Turismo ( Chegadas – Saídas) US$ -17 Bi + Leasing/Aluguel Eqp US$ -17 Bi = US$ – 56,2 B; e Deficit do Balanço de Pagamentos US$ -72,679 Bi Tudo mais 1/12 avos porque falta Dez 2013.
    O Deficit Turismo e a Balança Comercial seriam em muito melhorados se tivéssemos uma Política Cambial Correta. Desde 1994( Plano real) que estamos com o REAL muito sobre-valorizado e o Prof. DELFIM NETTO nos alertou em recente artigo, que só por isso nos últimos 10 anos do( PT + Todos – 3) perdemos +- US$ 300 Bi em Exportações. Um País pobre não pode ter deficit Turismo, isso é para Países Ricos.
    Volto ao meu ponto que considero fundamental: Só a EMPRESA NACIONAL, com Matriz no Brasil (PRIVADA e ESTATAL) é que geram a maior parte do aumento do Padrão de Vida. Só elas re-Investem todo seu Capital no Brasil, desenvolvem aqui suas Pesquisas/Invenções/Inovações de Produto, e geram Tecnologia Nacional. As Multi-Nacionais, dão com uma mão, depois tiram com as duas.
    Também concordo contigo, a melhor coisa que o Governo(PT + Todos – 3) fez foi desenvolver a Indústria Nacional do Petróleo, hoje já +- 13% do PIB, tendo como âncora a PETROBRAS SOB CONTROLE DO GOVERNO. Mas está abusando da Petrobras em controlar demais o preço da Gasolina/Diesel/Derivados para combater a Inflação. Quando atingirmos a auto-suficiência e começarmos a exportar Petróleo/Derivados, principalmente os Derivados, nossa Balança Comercial vai melhorar muito.
    O Brasil é um País altamente viável, mas temos que fazer “nosso Dever de Casa”, eliminar nosso Duplo Deficit via corretas Plíticas

  6. Desculpe, apertei o SEND, sem querer.

    via corretas Políticas Fiscal/Monetária e Cambial, que estão atualmente muito erradas.
    A meu ver, sobretudo o Governo tem que prestar atenção a “LUCRATIVIDADE DAS EMPRESAS NACIONAIS, PRIVADAS/ESTATAIS com matriz no BRASIL, quanto maior LUCRATIVIDADE MELHOR, daí não nos preocupemos com INVESTIMENTO, eles virão.

  7. Perfeito, Sr. Bortolotto. É isso mesmo. Na verdade o real está sendo mantido sobrevalorizado a mais de vinte anos. E isto para ajudar a conter a inflação.

    Por isso falamos tanto em investimentos e aumento da produtividade, para nos dar a chance, inclusive, de acertamos a nossa política cambial, dando ao dólar o seu devido valor. Temos de aumentar a oferta interna.

    Não deixe de ver as projeções do Banco Central que postei aí em cima. Elas são a antecipação do que teremos este ano. Esqueci de colocar o sinal negativo, mas, as viagens e o aluguel de equipamentos representam déficit nas transações correntes.

    Grande abraço!

  8. PARA MANTEGA, RECUPERAÇÃO DOS INVESTIMENTOS FOI O MAIOR DESAFIO DE 2013
    Em café da manhã com jornalistas, ministro fez balanço do ano e apresentou projeções para 2014

    18/12/2013

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nessa quarta-feira (18/12), em café da manha com jornalistas, que a recuperação dos investimentos foi o grande desafio superado neste ano. Até outubro, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 6,5%. “Nós conseguimos abrir o caminho para o investimento no país, principalmente, com as concessões, e ele deverá ser o puxador da economia brasileira em 2014 e nos próximos anos”, afirmou.

    Segundo Mantega, as medidas adotadas pelo governo para impulsionar os investimentos já começam a surtir efeito. “Nós barateamos os investimentos, reduzimos a taxa de juros e o custo tributário para aumentar a competitividade das empresas”.

    Uma das melhores notícias do ano, na avaliação do ministro, foi o bom resultado dos leilões de concessões, como o do campo de Libra, dos aeroportos de Galeão (RJ) e de Confins (MG) e de algumas rodovias. “As concessões estão funcionaram e deram certo. Elas significam investimentos em médio e longo prazo”, comemorou.

    Ainda sobre concessões, o chefe da Fazenda disse que o resultado dos leilões mostrou o apetite das empresas para projetos bastante atraentes. “Há poucos projetos no mundo com a rentabilidade que oferecemos aqui. Nós nos enveredarmos para o caminho do investimento elevado e, com as concessões, podemos falar de um novo ciclo de investimentos”, enfatizou.

    Ao falar sobre a confiança do mercado na economia brasileira, Guido Mantega disse que houve um mau humor exagerado por parte de alguns setores. Na visão dele, a maior prova de confiança na economia está no interesse dos investidores externos. “Em novembro, por exemplo, entraram no Brasil US$ 8,33 bilhões. O país conta com o um dos maiores mercados de atração de investimentos externos diretos. Isso é sinal de confiança”, reforçou.

    Crise internacional e PIB

    Na avaliação sobre 2013, Guido Mantega afirmou que o ano foi de grandes desafios, pois havia a necessidade de superar as dificuldades trazidas pela crise internacional. Entretanto, os principais problemas foram vencidos, principalmente com relação à recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). “Terminamos 2012 com um crescimento fraco e tínhamos que imprimir um ritmo maior. Além disso, tínhamos o desafio de reduzir a pressão inflacionária, implementar as concessões e ampliar o volume de investimentos”, comentou.

    Segundo o ministro, há cinco anos a economia internacional não contribuí, e de certa forma até atrapalha, um desempenho melhor da economia brasileira. Para ilustrar seu argumento, ele citou que o PIB mundial em 2013 só não vai ser o pior da série por causa de 2009. Pelos dados apresentados, em 2007, a economia mundial cresceu 5,7%, enquanto o Brasil, 6,1%. Já em 2013, o PIB mundial vai ser menor que 3% e o do Brasil em torno de 2,5%.

    Entretanto, para Mantega, a boa notícia é que este foi o ano de virada e, provavelmente, o último da crise que se iniciou em 2008 nos Estados Unidos (EUA) e se estendeu pela Europa em 2011. As economias norte-americana e europeia estão em crescimento gradual, o que dinamiza a atividade global. “A economia está em uma trajetória ascendente e o ritmo deve ser mantido em 2014 devido a condições mais favoráveis no cenário internacional e aos investimentos”, ressaltou.

    Indústria

    Em sua projeção para o desempenho da indústria nacional em 2014, o ministro frisou que, com a melhora dos mercados internacionais e com o câmbio mais favorável, há a perspectiva de crescimento da produção e de aumento nas exportações. “Além disso, a desoneração da folha de pagamentos e outras medidas tributárias aumentarão a produtividade da indústria, que significa redução de custos. Isso permite um quadro melhor para a indústria no ano que vem”, complementou.

    Mantega lembrou que o governo ainda precisa eliminar alguns gargalos para melhorar a competitividade da indústria brasileira, principalmente em infraestrutura. Para o próximo ano, sinalizou que o governo pretende fazer grandes investimentos em portos e ferrovias.

    Política fiscal

    Aos jornalistas, Guido Mantega admitiu que a questão fiscal em 2013 foi mais difícil. Explicou que o ano começou com uma arrecadação fraca e ainda houve as desonerações, que ficaram em torno de R$ 50 bilhões. “Nós tivemos problemas no ano passado, pois a economia cresceu pouco e teve pouca receita extraordinária. Tínhamos uma meta que precisava ser cumprida e usamos o Fundo Soberano”, explicou.

    Nas palavras do ministro, as operações realizadas em 2012 para fechar a meta de superávit, apesar de serem legais, geraram dúvidas. Por isso, nesse ano, a orientação é que todas as operações sejam as mais transparentes possíveis para evitar questionamentos. “Agora, fazemos operações não apenas corretas, mas que parecem corretas”. Mantega informou ainda que em 2014 as despesas do governo continuarão sob rígido controle.

    (Transcrito do site do Ministério da Fazenda)

    Comentário: Mantega diz que as desonerações pesaram em 50 bilhões para os cofres públicos, mas, na verdade, em novembro, faltando computar, portanto, dezembro, as desonerações já somam mais de 70 bilhões de reais que deixaram de ingressara nos cofres públicos, segundo a Secretaria da Receita Federal.

    Em relação ao Fundo Soberano, este foi utilizado como receita em 2012 para fechamento das contas do governo. O Fundo Soberano foi zerado. Naquele ano ele somava pouco mais de doze bilhões.

  9. Muito boas as Informações que o brilhante Sr. WAGNER PIRES traz para a TRIBUNA DA INTERNET, como acima o Balanço da Economia feito pelo Ministro da Fazenda GUIDO MANTEGA.

    Os dois primeiros anos do Governo (PT + TODOS – 3) DILMA/TEMER, foi pouco Pró-Mercado, e eles atuaram, embora para o lado certo, com mão muito pesada. Criaram com isso INSEGURANÇA, a maior inimiga do Investimento. Não se preocuparam com a Lucratividade das Empresas, principalmente as Médias e Pequenas, que nesse período caiu quase 50%. Nessa Conjuntura o Investimento foi fraco e o PIB cresceu na média 2%aa, muito pouco e bem abaixo de nosso Potencial de 4%aa. ( 1,5% de acréscimo de População Ativa + 2,5% de Produtividade). Corrigidos os erros, o Investimento em 2013 já cresceu 6,5% em relação a 2012 e tem viés de alta, mas ainda é muito baixo. A Crise Financeira Internacional ainda tem efeito de Arrasto, mas cada vez menos. A Indústria necessita medidas que aumentem sua LUCRATIVIDADE, como redução de Burocracia/melhoria Infra-Estrutura, Câmbio mais Desvalorizado em +- 10%. A Política Fiscal exige diminuição no CUSTEIO, e nos Juros da Dívida Pública, para que com mais crescimento se recupere os +- R$ 70 Bi de desonerações. Em suma, não foi tão ruim como dizem, nem tão bom como poderia ter sido. Nota 6,5.

  10. A taxa de desocupação de novembro de 2013 (4,6%) atingiu o menor valor da série histórica da pesquisa que foi iniciada em março de 2002, percentual igual ao que foi verificado em dezembro de 2012, informou o IBGE.

    Segundo o instituto, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.965,20) foi 2,0% maior do que o apurado em outubro (R$ 1.927,48) e 3,0% em relação a novembro de 2012 (R$ 1.908,41).

    Veja a pequena série temporal da taxa de desocupação:

    Nov/2002: 10,9%
    Nov/2003: 12,2%
    Nov/2004: 10,7%
    Nov/2005: 9,6%
    Nov/2006: 9,6%
    Nov/2007: 8,3%
    Nov/2008: 7,6%
    Nov/2009: 7,4%
    Nov/2010: 5,7%
    Nov/2011: 5,2%
    Nov/2012: 4,9%
    Out/2013: 5,2%
    Nov/2013: 4,6%

  11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15, que é uma prévia do índice oficial de inflação. Ficou em 0,75% no mês de dezembro e fechou o ano em 5,85%, acima dos 5,78% apresentados em 2012.

    Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que é o índice oficial de inflação para o mês de dezembro e o acumulado em 2013, só será conhecido daqui a quinze dias, no início de 2014.

    Por enquanto o IPCA acumulado até novembro é de 4,95%.

    Se o IPCA repetir o IPCA-15 neste mês de dezembro, isto é, 0,75%, a inflação de 2013 será de 5,73%. Portanto, índice menor que os 5,84% apresentados na inflação de 2012.

  12. O estoque total de empréstimos e financiamentos do sistema financeiro, compreendidas as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$2,65 trilhões em novembro. O equivalente a 55,6% do produto interno bruto (PIB) brasileiro informou hoje o Banco Central em nota à imprensa.

    A inadimplência do sistema financeiro, referente a operações com atrasos superiores a noventa dias, atingiu o menor patamar da série histórica iniciada em março de 2011, ao situar-se em 3,1%.

    O spread (diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada pelo banco) cobrado pelas instituições financeiras relativo ao segmento de pessoa física foi de 17% e de 7% para pessoa jurídica.

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