9 thoughts on “Charge do Duke

  1. Brasil tem déficit em conta corrente de US$ 7,907 bi em setembro

    O Brasil registrou, em setembro, um déficit de US$ 7,907 bilhões em suas transações correntes com outros países, informou o Banco Central. Com mais esse resultado negativo, o rombo acumulado no ano soma o recorde de US$ 62,730 bilhões (3,72% do PIB).

    O número é recorde para os meses de setembro e superou o déficit previsto pelo próprio BC, que era de US$ 6,7 bilhões. Para o ano, a previsão é de conta negativa em US$ 80 bilhões, ou 3,52% do PIB. Em 2013, a conta foi deficitária em US$ 81,2 bilhões, ou 3,66% do PIB, pior resultado desde 2001.

    Em 12 meses, a diferença entre o que país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, serviços, rendas e transferências unilaterais ficou negativa em US$ 83,557 bilhões, o equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária para o mesmo período. Nos 12 meses findos em agosto, o déficit era de US$ 78,413 bilhões ou 3,47% do PIB.

    Balanço de pagamentos

    O país registrou superávit de US$ 339 milhões no balanço de pagamentos no mês passado. Um ano antes, houve superávit de US$ 2,313 bilhões. Em 2014, o superávit é de US$ 19,988 bilhões. Em 2013, o balanço de pagamentos fechou deficitário em US$ 5,926 bilhões.

    O superávit no balanço de pagamentos em setembro é resultado de um déficit de US$ 7,907 bilhões na conta corrente e, de outro lado, ingressos líquidos na conta capital e financeira, de US$ 7,664 bilhões no mês. Erros e omissões somaram R$ 582 milhões.

    Investimento estrangeiro direto (IED)

    O Brasil recebeu US$ 4,214 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED) em setembro, mas o ingresso não foi suficiente para cobrir integralmente o déficit de US$ 7,907 bilhões nas transações correntes do mês.

    Para o mês de setembro, o BC projetava IED de US$ 3 bilhões. Para o ano, a estimativa é de US$ 63 bilhões. Em 2013, o ingresso de IED somou US$ 64 bilhões e financiou 79% do déficit em conta corrente de US$ 81,2 bilhões.

    Em relação a setembro de 2013, quando foi de US$ 4,770 bilhões, o fluxo de IED caiu 11,6%. No acumulado do ano, o ingresso de IED soma US$ 46,215 bilhões, acima dos US$ 43,747 bilhões vistos em igual período do ano passado.

    Além do valor destinado à participação no capital de empresas no Brasil, também são classificados c omo investimentos diretos os empréstimos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa.

    Essa parte do IED, que são os empréstimos intercompanhias, respondeu por ingressos líquidos de US$ 554 milhões em setembro (ingressos de R$ 2,307 bilhões em agosto). Esses ingressos somaram US$ 22,352 bilhões no ano passado. Agora em 2014 eles estão em US$ 11,859 bilhões.

    O investimento direto propriamente dito (participação no capital), portanto, foi de US$ 3,659 bilhõ es no mês (US$ 4,533 bilhões em agosto). No ano passado, o volume foi de US$ 41,644 bilhões. De janeiro a setembro, o ingresso é de US$ 34,356 bilhões.

    Taxa de rolagem de empréstimo externo

    As novas emissões de dívida externa de médio e longo prazo por empresas privadas e estatais em setembro somaram o equivalente a 107% das amortizações vencidas no mês. Essa taxa de rolagem é maior que a de agosto, quando a relação entre dívida nova tomada e a dívida velha vencida no período foi de 51% para operações com prazo superior a um ano.

    Para empréstimos tomados diretamente, ou seja, sem emissão de títulos no mercado internacional, o BC apurou taxa de rolagem de 111% em setembro (74% em agosto). Para emissões envolvendo lançamento de títulos, como bônus, “notes” e “commercial papers”, o percentual foi de 91% em setembro (24% em agosto).

    As parciais do BC, até o dia 22 de setembro, mostram rolagem total de 108%, sendo 30% para papéis e 129% para os empréstimos diretos. Em 2013, a taxa de rolagem total foi de 94%, contra 188% em 2012.

    (Transcrito do Valor Econômico)

  2. A FARSA DO PAGAMENTO DA DÍVIDA

    É demagogia induzir a sociedade a acreditar que as reservas internacionais quitaram a dívida externa brasileira. É ficcional a versão da dívida externa zerada. Em agosto de 2014, o Banco Central informava que a dívida externa bruta totalizava US$ 333,1 bilhões. Igualmente atestava que as reservas internacionais totalizaram US$ 379,4 bilhões. O Brasil integra o ranking dos 15 países com maior dívida externa, de conformidade com relatório do Banco Mundial.

    A manipulação marqueteira misturando reservas internacionais e dívida externa, no objetivo de induzir os brasileiros menos informados (os otários), a acreditarem na liquidação do endividamento externo é criminosa. Como as “reservas” são maiores do que o montante da dívida externa, alimenta-se a tese mentirosa. A outra ponta que alavancaria a versão é omitida. É a dívida interna pública que cresce e sustenta a emissão de títulos públicos, para acumular “reservas” e trocar, paralelamente, títulos da dívida externa por papéis da dívida pública do Tesouro nacional. Garantindo a ciranda financeira do endividamento brasileiro.

    “Quando o governo se endivida para comprar dólares, ele ao mesmo tempo aumenta o seu passivo (pelo aumento da dívida interna) e o seu ativo (pela compra de dólares). Significa que a dívida líquida (passivo mais ativo) não se altera”. O custo efetivo da captação de recursos se reflete na “taxa selic”, em torno de 12% ao ano.

    • O custo efetivo de rolagem da dívida pública, isto é, a taxa implícita embutida na dívida pública mobiliária federal, em 2014, já está em 16,9% ao ano!!!

      Ou seja, é um “pouquinho” pior do que o relata seu artigo.

  3. Indo aos fatos econômicos analisados nesta página pelo senhor Wagner Pires, fica sem sombra de dúvida, demonstrado o descalabro das contas públicas, agravado pela absoluta falta de credibilidade da presidente Dilma, e do ministro Mantega, fartamente manifestada pelo mercado, a cada pesquisa que aponte a reeleição da candidata.
    Resumo da ópera: uma herança para lá de maldita, o próprio “vinagre” para o vencedor da eleição.

    Aí, cabe a charge do Duke… não é mais uma questão de um duelo entre PSDB x PT.

    O PT já conseguiu dividir, ainda mais, o povo brasileiro…

    Ao contrário, o senhor Aécio, pede bom senso e UNIDADE para enfrentar e transpor tantas barreiras negativas e, com todo o povo, através de mudanças, encontrar novos caminhos que a Nação merece, para se desenvolver.
    É a alternância positiva que todos nós desejamos e manifestamos em passeatas, e queremos acreditar que podemos ter, com o senhor Aécio.

  4. Última pesquisa do instituto Datafolha a ser divulgada logo mais após, custou R$399.300,00 segundo informa o TSE.

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    Pesquisa Eleitoral – BR-01210/2014

    Dados da Pesquisa

    Número do protocolo: BR-01210/2014

    Data de registro: 20/10/2014

    Data de divulgação: 25/10/2014

    Empresa contratada: DATAFOLHA INSTITUTO DE PESQUISAS LTDA.

    Eleição: Eleições Gerais 2014

    Cargo(s): Presidente

    Abrangência: BRASIL

    Contratante: Empresa Folha da Manhã S.A. e Globo Comunicação e Participações S.A.

    Origem dos recursos: Empresa Folha da Manhã S.A. e Globo Comunicação e Participações S.A.

    Pagante do trabalho: Empresa Folha da Manhã S.A. e Globo Comunicação e Participações S.A.

    Valor (R$): 399.300,00

    Estatístico responsável: Renata Nunes César

    Registro do estatístico no CONRE: 72.49A

    Registro da empresa no CONRE: J3053

    Data de início: 24/10/14 Data de término: 25/10/14 Entrevistados: 19956

  5. Acabou de sair o resultado do Datafolha.

    Esticaram até onde dava a falácia, dando ligeira vantagem para Dilma e apontando empate técnico entre os dois candidatos.

    ACREDITE QUEM QUISER!

  6. Corrupção pode levar o Brasil a nova ditadura

    Diário do Comércio – A absolvição pode ser considerado um caso clássico de conflito entre a norma e a ética?

    Roberto Romano – Temos dois princípios que regem a atuação dos poderes na era moderna. O primeiro. é o princípio da legalidade, que define os procedimentos legais. O segundo é o princípio da legitimidade. A questão é que, embora legal, aquele ato do poder corresponde à vontade soberana do povo. Não podemos esquecer que as constituições democráticas modernas colocam o povo como soberano e não seus representantes. No caso da deputada Jaqueline Roriz tivemos uma aplicação de normas legais, que distanciaram enormemente o Congresso e sobretudo a Câmara dos Deputados da legitimidade. Temos aqui uma espécie de tiro no próprio pé dados pelos deputados. Eles estão ampliando o campo da opinião pública no sentido de fechar o parlamento e acabar com o sistema representativo como forma legítima de governo.

    DC – Com a declaração de inocência de Roriz, que exemplo os políticos oferecem para a sociedade brasileira?
    Romano – Os exemplos da arrogância e da covardia, porque se esconderam atrás do voto secreto e de irresponsabilidade, pela falta de respeito pelos princípios da ética.

    DC – Seria o caso de alterar a norma para atender a necessidade ética?
    Romano – O que ocorre no caso brasileiro é que desde a instauração do privilégio de foro para os políticos, a situação da corrupção e da falta de ética pioraram muito. Eu não tenho nenhuma ilusão de que em qualquer governo ou sociedade deixe um dia de existir a corrupção. É um fato devido a um grande conglomerado de interesses. Agora, desde o privilégio de foro, os políticos se tornaram mais arrogantes, mais ousados e mais delinquentes. Enfim, se você não muda essa norma – e eu me espanto de o Supremo Tribunal Federal aceitá-la – evidentemente não podemos esperar nada mais dos políticos. Veja que até a Ficha Limpa está sob ameaça de não ser cumprida.

    DC – Essa situação de corrupção deve, entretanto, ficar por isso mesmo?
    Romano – Não vai ficar por isso mesmo, vai ficar pior. Veja, nós temos uma visão muito ligada ao cotidiano, a um tempo curto. Esquecemos de ver a curva do tempo. Temos que pensar em termos macros, históricos. O que acontece com o Brasil é que ele está caminhando rapidamente para termos um regime plenamente corrupto, sem legitimidade e cuja legalidade vai depender da força econômica ou da força política do jogo de interesses. Estamos, na verdade, preparando uma ditadura pior que as vividas no período Vargas e no regime militar.

    Estamos inoculando na população a ojeriza ao princípio representativo. Isso aconteceu no século 20, na Itália e na Alemanha, e o resultado foi o fascismo e o nazismo. Isso aconteceu aqui no Brasil, com a República Velha, altamente corrompida e ligada a grupos de interesses, e, em 64, tínhamos os processos de corrupção política que deram inclusive origem a mitos, como o caso de Jânio Quadros, que se apresentou como o político que iria lutar contra a corrupção e o resultado foi a ditadura. É bom lembrar que o golpe de 64 foi feito contra a corrupção e contra a subversão. Na verdade eles conseguiram, na cabeça deles (militares) acabar com a subversão, mas eles se deram muito bem com os corruptos. Com o que vemos hoje, podemos concluir que foram 20 anos de regime autoritário para nada!

    DC – Não aprendemos com nossos erros…
    Romano – Estamos novamente caminhando para uma ditadura pior, com apoio popular. Já temos pesquisas de falta de confiança nas instituições. Tudo preparado pelos próprios políticos. São cegos guiando cegos.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

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