Charge do Duke

Charge O Tempo 05/12

2 thoughts on “Charge do Duke

  1. Marx e o PLN 36

    ESCRITO POR FRANCIS LAUER

    uma pena que os polticos no parlamento conheam to pouco as tticas marxistas e sejam to pouco estudados. Embora a questo do PLN 36 tenha um aspecto bem politiqueiro (livrar a cara da Dilma do crime de responsabilidade fiscal), h tambm na iniciativa uma estratgia revolucionria orientada pelo prximo Karl Marx.

    Disse Marx:

    “(…) se os pequeno-burgueses [= classe mdia e alta] propuserem comprar as ferrovias e as fbricas, tm os operrios [= os comunistas] de exigir que essas ferrovias e fbricas – enquanto propriedade dos reacionrios – sejam confiscadas simplesmente e sem indenizao pelo Estado.

    Se os democratas propuserem o imposto proporcional, os operrios exigiro o progressivo; se os prprios democratas avanarem a proposta de um [imposto] progressivo moderado, os operrios insistiro num imposto cujas taxas subam to depressa que o grande capital SEJA COM ISSO ARRUINADO; se os democratas exigirem a regularizao da DVIDA PBLICA, os operrios exigiro a BANCARROTA do Estado.
    (K. Marx e F. Engels, Mensagem do Comit Central Liga dos Comunistas).”

    Ou seja, destruir a engrenagem econmica – produzir crises – faz parte da estratgia revolucionria do marxismo clssico. De modo que o mau desempenho na fase democrtica da sociedade que ser subvertida NO um acidente de percurso ou mera incompetncia ou inpcia administrativa. A carestia, a fome, os saques, o roubo dos famlicos, a inflao, a destruio da moeda, tudo isso insufla na populao o sentimento de insatisfao e insurreio propiciando a atuao de demagogos que manipularo a populao empobrecida ao mesmo tempo que propicia a DESTRUIO da elite dita “reacionria”.

    O melhor analista poltico em atividade hoje no Brasil, Heitor de Paola, explicou:

    “(…) Quem tentar entender a lgica interna e a atuao de um partido comunista ou de linha auxiliar do comunismo com os mtodos tradicionais de anlise poltica, CERTAMENTE SEGUIR UM CAMINHO ERRADO E FICAR EXPOSTO A SURPRESAS E DESILUSES SEM FIM (…) [os partidos comunistas] encaram a poltica como guerra de extermnio e para isto se utilizam de mtodos estranhos aos demais partidos (…) Consideram os demais partidos ‘burgueses’ no como adversrios dos quais podem ganhar ou perder (…) mas inimigos a serem aniquilados (…) no cerne da prpria estratgia est a abolio, em algum momento no futuro, dos mecanismos ‘burgueses’ da ESCOLHA DOS DIRIGENTES PELOS ELEITORES. Sua luta NO poltica, embora dem a impresso (…) a Sociedade ter que ser enganada at o momento em que [esta] se torne INCAPAZ DE MUDAR OS PRPRIOS DESTINOS PELA VIA ELEITORAL ou que esteja de tal modo encharcada de lixo marxista que j no reconhea nada diferente. Para ludibriar a sociedade os partidos comunistas lanam mos de duas tticas simultneas: uma ‘POLTICA’ democrtica exigindo e se comprometendo com o maior grau de democracia possvel, e uma ‘ESTRATGIA DE LONGO PRAZO’ que faz uso das franquias democrticas para acabar com elas (…)”
    (PAOLA, Heitor. O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, pg. 74 e 75.)

    Logo em seguida o Heitor de Paola explica a diferena que h entre uma ‘poltica’ e uma ‘estratgia’. A ‘estratgia’ contm dentro de si um SEGREDO e uma MANOBRA DE DESPISTAMENTO que se destina a surpreender o adversrio e obter a vitria final.

    Um dos segredos contidos no PLN 36 precisamente a funo de DESTRUIR A ORDEM ECONMICA com fins revolucionrios.

    Infelizmente para ns, os polticos de “oposio” (cujos partidos se enquadram naquilo que definido por Heitor De Paola como ‘companheiros de viagem’) mantm o discurso rigorosamente dentro da clave da mentalidade burguesa, i.e., critica a iniciativa desde uma perspectiva unicamente ‘ADMINISTRATIVISTA’ passando ao longe de onde verdadeiramente reside o ardil revolucionrio. Uma oposio anti-comunista, antes de qualquer coisa, deveria denunciar e revelar a estratgia revolucionria.

    Da sua parte os representantes do Foro de So Paulo fingem preocupao com as falas da pseudo-oposio. Independente de qual seja o desfecho o simples fato de uma proposta dessas estar em discusso com srias chances de aprovao – por si s – um imenso avano do comunismo. A cabea da presidente Dilma Rousseff pode at vir a rolar, porm, J EXISTE uma situao onde comea a se tornar foroso a abolio dos controles fiscais.

    Marx foi claro:

    “(…) se os democratas exigirem a regularizao da DVIDA PBLICA, os operrios exigiro a BANCARROTA do Estado”

    No o que esto fazendo?

    Publicado na fanpage da Rdio Vox.

    Francis Lauer jornalista e tradutor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.