7 thoughts on “Charge do Duke

  1. Humor que humor? As grosserias estampadas no tal Charlie Hebo, são absolutamente sem graça nenhuma. Nem com muita boa vontade. De todas a charges que vi são todas agressivas, de baixo calão, sem nexo, sem epílogo. Perdemos vidas, mas sinceramente não perdemos nenhum humorista.

  2. Claríssimo que o limite do humor ou de qualquer outra coisa ligada as relações humanas é o respeito.
    Sem respeito ao próximo, uma das coisas que se perdem é a própria democracia.

  3. A história de relacionamento difícil com o pai. Escrita pela grande escritora Martha Medeiros.

    Pai e filha quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
    Durante o trajeto o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanha a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário para Walt Disney.
    E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavras.
    Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. Estando agora no volante, ela surpreendeu-se: Do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração a então comentário de seu pai. M, que a esta altura já havia falecido.
    Parece uma parábola, mas acontece todo dia: A gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro.
    O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
    A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso.
    Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
    Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
    Uns enxergam nossa cultura estagnada, outras aplaudem a crescente diversidade.
    Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contra partida, me tira a certeza de tudo.
    Dependendo de onde esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
    E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
    É o triunfo da dívida.
    Vale a pena pensar nisso ! ! !
    .

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