Charge do Duke

Charge O Tempo 05/06

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  1. A revolução na economia

    ESCRITO POR NIVALDO CORDEIRO | 05 JUNHO 2015
    ARTIGOS – CULTURA

    Os partidos socialistas controlam a economia por meio de seu controle sobre os grandes grupos econômicos, de um lado, e pela destruição acelerada da pequena burguesia, do outro.

    Alguém poderia me ter perguntado, ao ler meu artigo Os três eixos da revolução brasileira: e a economia, estúpido? Como se faz revolução sem mexer nas bases econômicas? Eu responderia como faria o meu amigo Martim Vasques da Cunha: não é a economia, mas a literatura que é relevante, estúpido! O arranjo econômico se faz por gravidade ou inércia da revolução anteriormente analisada. É claro que os revolucionários que tomaram o poder no Brasil mexeram profundamente no sistema econômico e essa será talvez a principal causa da grave crise que está em curso.

    Há uma tendência economicista para fazer uma falsa classificação de uma sociedade, que é só considerar comunistas aqueles países onde a propriedade foi estatizada (historicamente isso nunca ocorreu em 100%, sempre ficou um pedaço na “livre iniciativa” incentivada pelos membros do Partido Comunista). Nem na China se vê isso, mas é bom que se diga que não há nem sociedade aberta e nem capitalismo estrito senso por lá, apenas uma forma de mercantilismo controlado pelo Estado. A tentativa do movimento comunista de estatizar tudo foi abandonada há muito tempo exatamente por causa da ausência do cálculo econômico e da má gerência típica dos coletivos. O que se fez foi elevar dramaticamente os impostos, impor um processo artificial de oligopolização e regulamentar tudo, de modo que qualquer atividade econômica está sujeita à mão esmagadora do Estado.

    O efeito nefasto da regulação excessiva é visto facilmente naquelas atividades que passaram a depender de licenças do meio ambiente ou da Anvisa. Tudo ficou muito difícil e caro, gerando barreiras artificiais para a entrada de novos concorrentes no mercado. Isso está na raiz da escassez de água e de energia que ora vivemos.

    Quando Fernando Henrique assumiu a Presidência da República, a carga tributária girava em torno de 25% do PIB e hoje está na casa dos 38%, mais o déficit. Os partidos socialistas controlam a economia por meio de seu controle sobre os grandes grupos econômicos, de um lado, e pela destruição acelerada da pequena burguesia, do outro. É facilmente verificável o que temos hoje: todos os setores econômicos foram oligopolizados e os pequenos comércios e indústrias foram destruídos, seja pela tributação, seja pela regulamentação.

    Lula assumiu e botou o pé no acelerador da oligopolização ao instituir os chamados “campeões nacionais”, setores financeiramente apoiados pelo BNDES, com recursos remunerados bem abaixo do mercado. Esses falsos “campeões” saíram comprando os concorrentes e verticalizando. O mercado de carnes de boi, porco e frango mostra isso à sobeja, por se tratar de um fenômeno recente. A consequência dessa verticalização é que o preço ao produtor foi deprimido e o preço ao consumidor, majorado. Os lucros desses tais “campeões” não passam de um derivativo da outorga estatal e, por ser assim, estão sob o controle dos socialistas governantes. Vimos o que houve no mensalão e, agora, no petrolão. Os agentes políticos do PT colocaram a grande burguesia de joelhos, arrancando-lhe verbas bilionárias. Por pouco, não fizeram um golpe de Estado “branco”, comprando o parlamento. Alguém denunciou e aí a coisa veio a público, a tempo de se dar um basta. É incorreto achar que a grande burguesia tem poder porque tem dinheiro. Os agentes políticos é que têm o poder e, por isso, se apropriam de dinheiro achacado dos empresários escravizados e das prebendas que ocupam na burocracia estatal. Essa é a dura realidade que vemos hoje.

    Os esquerdistas têm ainda um propósito político prático com o patrocínio da oligopolização: a destruição da pequena burguesia que, em toda parte, é o esteio das ideias econômicas liberais. Os pequenos burgueses não dependem do Estado, desconfiam do Estado e sabem que o Estado lhes rouba. A pequena burguesia foi substituída pelo grande número de funcionários públicos, a nova classe emergente com os altos salários patrocinados pelo PT. Vimos as remunerações nas estatais, como a Petrobras, em valores absurdos. Um gerente médio lá ganha mais do que um presidente de uma média empresa. Todas as chamadas carreiras de Estado estão regiamente remuneradas. Subir na vida no Brasil é ser aprovado em concurso público.

    Eleitoralmente foi um desastre para as ideia liberais, pois o próprio processo de seleção no serviço público já é um filtro ideológico poderoso, bastando se ler os editais de concursos. Quem não está alinhado com o mainstream socialista simplesmente não consegue ser admito em concurso, em qualquer área. Para ser um camarada dos agentes políticos é preciso rezar pela mesma cartilha de crenças deles.

    Então podemos dizer que a revolução, nos três eixos apontados, logrou transformar também a economia no rumo do socialismo. A crise atual deriva disso, pois a super tributação impede a formação de poupança, a regulação impede a livre iniciativa e quem não entra nos esquemas de propinas dos agentes públicos não consegue sobreviver economicamente. Ou se é da nomenklatura ou se é da ralé que recebe bolsas. Sem as pequenas empresas empregos não podem ser gerados.

    O ministro Joaquim Levy não está tentando reverter o quadro apavorante aqui descrito, mas apenas lhe dar consistência para uma sobrevida. Mas não conseguirá. Será preciso enfrentar os socialistas e vencê-los, para então desmontar o Estado mamute. Ou esperar que a crise complete seu trabalho destruidor. Vai ser muito difícil viver nos próximos anos no Brasil.

    http://www.nivaldocordeiro.net

  2. Desinflação em 2016: mérito ao BC, mas com alto custo para o país

    Queda da inflação, de 2015 para o próximo ano, pode ser a maior da história. Mas demissões e recessão preocupam.

    Brasília – Comandante do Banco Central (BC) durante o primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff e com mandato até 2018, o economista gaúcho Alexandre Tombini está prestes a alcançar um feito histórico.
    Caso a inflação prevista para este ano caia de 8,39%, conforme prevê o Boletim Focus, para 5,5% ao fim de 2016, como estima o mercado financeiro, o Brasil voltaria a viver o que os economistas chamam de “desinflação”. Esse fenômeno, marcado pela queda do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de um ano para o outro, só ocorreu em sete ocasiões nos últimos 17 anos, período em que o país passou a adotar o sistema de metas para a inflação, vigente desde 1999.

    Desde então, três presidentes do BC conseguiram realizar esse feito. Henrique Meirelles, que comandou a autoridade monetária entre 2003 e 2010, é quem ostenta a melhor marca. Já no segundo ano de seu mandato à frente do BC, o IPCA anual recuou de 9,3% para 7,6%, entre 2003 e 2004, resultando numa “desinflação” de 3,23 pontos percentuais. Depois de Meirelles, o comandante da política monetária a alcançar tal façanha foi Armínio Fraga. Também em seu segundo ano de mandato, que durou quatro anos, de 1999 a 2002, o BC conseguiu baixar o IPCA de 8,94% para 5,97%, em 2000: uma diferença de 2,97 pontos.

    Tombini seria, por essa metodologia, o terceiro colocado nessa lista, algo que vem sendo comemorado nos bastidores do governo. Ao Brasil Econômico , uma fonte do BC citou as previsões do Focus, que apontam para a queda do IPCA de 2,89 pontos entre 2015 e 2016, como algo “impressionante”, e um feito para o qual o mercado financeiro não estaria dando “sua devida importância”. A mesma fonte reforçou que Tombini teria mais um trunfo a seu favor, o que poderia melhorar ainda mais o feito alcançado.

    Pelas contas do BC, a queda da inflação entre 2015 e 2016 será ainda maior do que o previsto pelo mercado. A instituição crê que conseguirá derrubar o IPCA para 4,5%, o centro da meta de inflação, até dezembro de 2016. Caso consiga esse feito, a “desinflação” alcançada por Tombini seria de 3,89 pontos — desempenho ainda melhor do que o obtido por Meirelles, e um feito que daria ao economista gaúcho o pódio nesse ranking anti-inflação.

    Mas, à parte do feito estatístico, poucos analistas têm visto com entusiasmo o comportamento recente da inflação. “Conseguir baixar o IPCA à custa de um forte arrocho na economia e no mercado de trabalho não deveria ser motivo de comemoração de jeito nenhum”, dispara o economista português Alberto Ramos, diretor de Pesquisas para América Latina do banco Goldman Sachs, em Nova York. “Infelizmente, o BC brasileiro só vai conseguir desinflacionar a economia pesando bastante a mão sobre os juros, o que será particularmente ruim para o país, num momento em que a atividade está bastante enfraquecida, o que certamente vai resultar em mais demissões e prejuízos para a indústria e o varejo”, enfatiza Ramos, acrescentando que a forte desaceleração da inflação, nessas circunstâncias, teria “pouco mérito” para o comando do BC.

    Ex-professor no doutorado da presidenta Dilma Rousseff, o economista do Instituto de Economia (IE) da Unicamp Fernando Nogueira da Costa critica a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de subir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano (maior patamar desde 2008) justamente, num momento em que o Produto Interno Bruto (PIB) está encolhendo e o mercado de trabalho dá sinais de desaceleração.

    Para Nogueira da Costa, pior do que um custo de vida elevado é a perda do poder de compra do trabalhador. “Entre o desemprego e a inflação, todo trabalhador opta pelo menos prejudicial, que é perder um pouco de poder de compra, mas não todo o poder de compra”, assinala.

    Avaliação diferente tem o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, que reforça que, após anos de descumprimento da meta de inflação, a sinalização de que o BC está, de fato, buscando atingir os 4,5%, é algo “positivo”, e atua favoravelmente para balizar as expectativas de inflação.

    “O BC persegue o centro da meta de inflação. O objetivo explícito é fazer essa desaceleração. Se ela acontecer, podemos dizer que o BC foi bem sucedido. Ele tem uma meta e o BC está perseguindo-a. Mas há um custo em relação a isso”, diz Oliveira.

    (Transcrito do Brasil Econômico)

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    Boletim Focus e as perspectivas dos economistas do setor financeiro para a economia brasileira em 2015:

    Inflação (IPCA)………………………………………………………..8,46%
    Taxa de Câmbio (R$/US$)………………………………………..3,20
    Meta da taxa Selic…………………………………………………14,0%
    PIB (recessão)………………………………………………………-1,30%
    Produção industrial (% de crescimento)…………………-3,20
    Conta Corrente (US$ bilhões)………………………………-84,10
    Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões)………67,50
    Preços Administrados…………………………………………13,94%

    Fonte: Banco Central do Brasil.

  4. Excelentes artigos, alguns dele próprio, outros de bons Autores, que o ilustre Sr. WAGNER PIRES nos traz. No caso 01 do Economista NIVALDO CORDEIRO, ele está CERTO mas muito EXAGERADO. O fato é que com a Constituição Federal de 88, o Brasil optou por uma Sociedade Civilizada, e isto tem um Custo ALTO. Crescer fazendo inclusão Social e Distribuição de Renda, exige alta Carga Tributária. Não é a estratégia mais eficiente, mas seguramente a mais Humana. Agora, como gosta de dizer o grande Economista DELFIM NETTO, do embate das URNAS e do MERCADO nós vamos tirando “o melhor Rumo”. Acho que o Ministro LEVY fará o Serviço, e o PT (Partido dos Trabalhadores) será VARRIDO DO mapa Político a partir das próximas Eleições, como já o foi no Rio Grande, Estado que está a pelo menos UMA ELEIÇÃO à nossa frente.

    Com relação ao assunto 02, Desinflação do BC de TOMBINI, que tem alto CUSTO SOCIAL, muito maior CUSTO teremos se perdemos o Investment Grade, a SELIC e o US$ Dollar disparar, etc. Na atual Conjuntura, é o MENOS PIOR DOS CAMINHOS.

    O Assunto 03, Boletim Focus 2015, nos dá uma visão razoável do que se espera, e é RUIM mas não CATASTRÓFICA. Abrs.

  5. http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2015/06/08/nova-ameaca-da-ideologia-de-genero/

    http://arqrio.org/formacao/detalhes/771/nova-ameaca-da-ideologia-de-genero

    País – Sociedade Aberta … Hoje às 09h33 – Atualizada hoje às 09h36 … Nova ameaça da “ideologia de gênero” … Cardeal Orani Tempesta … +A-AImprimir … PUBLICIDADE
    “A ideologia de gênero é uma tentativa de afirmar para todas as pessoas que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade. Quer dizer que o sujeito, quando nasce, não é homem nem mulher, não possui um sexo masculino ou feminino definido, pois, segundo os ideólogos do gênero, isto é uma construção social” (Dr. Christian Schnake, médico chileno e especialista em Bioética, Ideologia de gênero: conheça seus perigos e alcances. Destrave. Canção Nova, acessado em 2/6/15), conforme expus em Nota Pastoral recém-publicada.
    Ora, essa ideia, que vem sendo difundida como palavra de ordem nos últimos tempos, apareceu no Plano Nacional de Educação (PNE), mas, graças à mobilização das forças vivas e atuantes do Brasil, contando, inclusive, com alguns Bispos, foi banida. Agora, porém, volta ao Plano Municipal de Educação (PME). No mínimo isso é uma incoerência: colocar no plano municipal o que não consta no federal! Cada município ficará, pois, por meio de seus vereadores, responsável, diante de Deus e de seus munícipes, de excluir (se, obviamente, já estiver no texto), até o fim de junho, a revolucionária ideologia de gênero para as crianças e adolescentes em fase escolar atendidas pela rede municipal de ensino. Arbitrariamente, algumas atitudes federais já inserem alguns tipos dessa ideologia em nossas escolas, mesmo através de livros e outras decisões por decreto. Querem transferir para a orientação da escola aquilo que as famílias são chamadas da passar aos seus filhos.
    De um modo amplo, ideologia é um termo que se origina dos filósofos franceses do século XVIII, conhecidos como ideólogos (Destutt de Tracy, Cabanis etc.) por estudarem a formação das ideias. Logo depois, passou a designar um conjunto de ideias, princípios e valores que refletem uma determinada visão de mundo, orientando uma forma de ação, sobretudo uma prática política.
    Hoje, o termo ideologia parece ser amplamente utilizado, sobretudo por influência do pensamento de Karl Marx, na filosofia e nas ciências humanas e sociais em geral, significando o processo de racionalização – um autêntico mecanismo de defesa – dos interesses de uma classe ou grupo dominante para se manter no poder (cf. H. Japiassú e D. Marcondes. Dicionário Básico de Filosofia. 3ª ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, verbete ideologia).
    Ora, esta base é que sustenta a ideologia de gênero, cujas raízes merecem ser, em suas várias vertentes, conhecidas pelo povo brasileiro.
    Pois bem, no período entre as duas grandes guerras mundiais (1918-1939), estudiosos de diversas áreas – Filosofia, Sociologia, História, Economia, Psicologia etc. – ligados à chamada Escola de Frankfurt, se puseram a criticar tanto a burguesia capitalista quanto o comunismo extremado, ou seja, aquele de fundo marxista-leninista dogmático. Em seu lugar, propunham um marxismo sorridente, capaz de se difundir no Ocidente dado que aqui se faziam muitas ressalvas ou críticas ao modelo comunista russo implantado no governo desde novembro de 1917.
    Esse comunismo, mais aberto para enganar os ingênuos, trazia em seu bojo a filosofia marxista da luta de classes, na qual, segundo o filósofo alemão Frederick Engels, em sua obra “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, escrita em 1884, “o primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher unidos em matrimônio monogâmico; e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino” (New York, 1972, p. 65-66).
    Pois bem, essa luta de classes no modelo tratado por Engels foi unida às teorias de Sigmund Freud (1856-1939) e transformada também em luta de sexos, na qual a mulher seria a classe oprimida e o homem a classe opressora. A libertação viria no momento em que as mulheres se soltassem sexualmente, praticando a genitalidade sem barreira alguma. Mesmo o “incômodo” do filho teria solução: a Rússia legalizou o aborto já no ano de 1920, visto que ainda não se conhecia a pílula anticoncepcional e muito menos os fármacos abortivos.
    Infelizmente, tudo isso não foi libertador, mas tornou muitas mulheres, sempre tão queridas por Deus, novas escravas, não mais apenas vítimas dos homens, mas de si mesmas, dado que, talvez na ânsia de se libertarem, acabaram pagando o alto preço dos efeitos colaterais da libertinagem, especialmente com o aumento da prostituição, do consumo de álcool e de outras drogas, das pílulas anticoncepcionais, das pílulas do dia seguinte (abortivas) e do aborto cirúrgico, cujas sequelas no corpo e na mente podem ser danosas para sempre. Afinal, nenhuma mulher com uma boa formação humana e cristã, por sua natureza materna inata, dormirá em paz depois de pensar que assassinou o próprio fruto do seu ventre.
    Logo depois se assomou a isso tudo o construtivismo social. Que ensina essa escola? – Ensina a desconstrução da realidade, e, com Jaques Derrida e Michel de Foucault, foi também aplicada à sexualidade. Para eles não existe a realidade (objeto) nem o homem que descobre a realidade (sujeito), mas apenas a linguagem que produz os objetos ao lhe dar os nomes que os classifica e caracteriza.
    Essa linguagem, porém, é fruto de mera construção social que atribui a ela o valor semântico que quiser. Daí serem esses valores mutáveis como a sociedade, de modo que o modelo cultural atual é responsável por destruir o anterior, e assim sucessivamente, inclusive no campo moral. Reina, portanto, o relativismo, e, para Foucald o pansexualismo: tudo giraria em torno da sexualidade.
    Com o existencialismo ateu, dá-se um passo além, especialmente por obra de Simone de Beauvoir. Esta ensina que “não se nasce mulher, mas você se torna uma mulher; não se nasce um homem, mas você se torna um homem”. O gênero seria uma construção sociocultural sustentada pela experiência. Ora, se a experiência da mulher foi a de ser dominada pelo homem ao longo da história, na visão de Beauvoir, toda hierarquia deveria ser eliminada da vida pública e privada para dar lugar a relações de igualitarismo marxista (não de igualdade cristã) entre os seres humanos.
    Chega-se, assim, ao feminismo de gênero como uma espécie de síntese de todas essas correntes que, brevemente, apresentei acima. Esse tipo de feminismo supera o anterior que o preparou, ou seja, aquele feminismo inicial desejoso de que a mulher fosse equiparada aos homens. Descreve bem essa evolução feminista a seguinte declaração de Shulamith Firestone: “Para organizar a eliminação das classes sexuais é necessário que a classe oprimida se rebele e assuma o controle da função reprodutiva…, pelo que o objetivo final do movimento feminista; isto é, não apenas a eliminação dos privilégios masculinos, mas da própria diferença entre os sexos; assim, as diferenças genitais entre os seres humanos nunca mais teriam nenhuma importância” (The dialectcs of Sex. Nova York: Bantam Books, 1970, p. 12).
    Tudo isso leva-nos ao cerne do gênero, que é a permissão para que sejam eliminadas (como se isso fosse possível) todas as diferenças entre os sexos, complementando desse modo o que propusera o feminismo anterior ao pregar o seguinte: “a raiz da opressão da mulher está em seu papel de mãe e educadora dos filhos. Por isso deve ser liberada de ambas as tarefas, através da contracepção e do aborto e da transferência da responsabilidade da educação dos filhos para o Estado” (J. Scala. Ideologia de gênero. São Paulo: Katechesis/Artpress, 2011, p. 21). Estejamos atentos a algumas leis que já existem em que o Estado interfere na família e educação dos filhos.
    A partir dos anos de 1980, todos esses ideólogos do feminismo antigo ou de gênero se uniram a outros lobbies e passaram a combater a família monogâmica e estável como um estorvo para a liberdade sexual imaginada desde os anos de 1960 para todos, a fim de destruir os planos perfeitos de Deus e, em seu lugar, impor os planos falhos da criatura.
    O ser humano, como pessoa, nunca pode ser usado como um instrumento ou um objeto, mas deve ser contemplado e amado como tal, sendo dotado de dignidade e valores. A negação da transcendência afeta diretamente a dignidade da criatura humana. Pois como disse São João Paulo II: “a divindade da pessoa humana é um valor transcendente, como tal sempre reconhecido por aqueles que se entregam sinceramente à busca da verdade” (cf. Mensagem de sua santidade João Paulo II para a celebração do XXXII Dia Mundial da Paz: 1 de janeiro de 1999).
    Analisando essas ideologias supracitadas, percebemos que elas são expressão de autoritarismos que visam a valorizar seus próprios interesses, fazendo com isso que a sociedade acabe negando a transcendência do ser humano e, consequentemente, rebaixando a dignidade do homem, acarretando graves implicações no campo dos direitos humanos.
    Por fim, podemos concluir que a ideologia do gênero tornou-se um instrumento utilizado para atacar a dignidade da pessoa e também a família, pois esta representa para eles um tipo de ‘dominação’. Ao contrário, nós dizemos que é pela família que conseguiremos restaurar tal dignidade; pois é por ela que somos educados e formamos verdadeiros valores e ideais.
    As perguntas que ficam são: uma sociedade com indivíduos que cultivam ódio a Deus e tentam destruir valores intrinsecamente sagrados como a vida e a família poderão ter um futuro promissor? Os seres humanos são mais felizes ou mais frustrados com tudo isso? Não estaria, em parte ao menos, atrelado a essa degenerescência dos valores o alto índice de adolescentes e jovens que tentam buscar escapes nos entorpecentes ou mesmo nas tentativas ou na consumação de suicídios? As perguntas atuais sobre os rumos da humanidade e as dificuldades de respostas da sociedade estão a comprovar os descaminhos que a sociedade hodierna está tomando.
    Já não passou da hora de nos voltarmos mais à misericórdia de Deus e confessarmos confiantes: Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna! (cf. Jo 6,68)? Sim, pois só Ele é a verdadeira e definitiva libertação de toda opressão que o ser humano possa sofrer. E ao acolhermos a “palavra de Deus” iremos ver que encontraremos o verdadeiro “ser humano” criado à imagem e semelhança d’Ele. E veremos que mesmo os estudiosos e cientistas sérios chegarão à mesma verdade através de suas reflexões e raciocínios. Cabe a nós, cidadãos de hoje, levarmos avante os verdadeiros valores desta pátria que amamos e aonde habitamos como cidadãos que têm direitos e deveres e que se responsabilizam pelo futuro.
    * Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

    • Estimados Senhores Wagner Pires e Flávio José Bortolotto … Boa tarde!

      No texto acima Dom Orani escreve sobre o tipo de comunismo que nos estão impondo … … … o PMDB está reagindo aos poucos … pois nossa Constituição Federal é CIDADÃ e não ESTATAL!!! !!! !!!

  6. http://www.portaleduardocunha.com.br/estadao-confirma:-com-eduardo-cunha-presidente-da-camara-bateu-se-recorde-de-votacoes/11/1781.html

    Estadão confirma: com Eduardo Cunha presidente da Câmara, bateu-se recorde de votações
    ‘O ritmo de votações imposto pelo presidente da Câmara dos Deputados é o mais rápido das duas últimas décadas. Nos cinco primeiros meses da atual legislatura, os deputados votaram 121 vezes no plenário – o triplo do que no mesmo período de 2011’. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA
    RIO DE JANEIRO — Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, assinada pelos repórteres Daniel Bramatti e Rodrigo Burgarelli, não deixa dúvidas. Com Eduardo Cunha presidente, aponta o Estadão Dados, as votações na Câmara bateram recordes. Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Esse é o lema do deputado Eduardo Cunha, que prometeu uma Câmara altiva, independente e, sobretudo, atendendo aos anseios da sociedade. “O ritmo de votações imposto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é o mais rápido das duas últimas décadas, pelo menos. Nos cinco primeiros meses da atual legislatura, os deputados votaram 121 vezes no plenário – o triplo do que no mesmo período de 2011, no início do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff”, diz a reportagem.
    O jornal paulista também destaca que a análise do Estadão Dados abrangeu todas as votações no plenário desde 1995, o recorde anterior havia sido registrado em 2007, no início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e quando Aldo Rebelo (PC do B-SP) estava no comando da Câmara. “Na época, foram realizadas 73 votações de janeiro a maio – 40% a menos do que agora”, ressalta o jornal.
    A reportagem assinala que “o ritmo acelerado coincidiu com a perda de influência do Palácio do Planalto na definição das pautas do Legislativo” e que Eduardo Cunha ao ser “eleito sob a bandeira da ‘independência’ em relação ao governo”, resgatou das gavetas do Congresso pautas “incômodas para a presidente Dilma”, dentre as quais a da elevação da idade limite para a aposentadoria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a que amplia as situações em que as empresas poderão terceirizar mão de obra.
    Leia a reportagem completa no portal do jornal O Estado de S.Paulo.”

  7. No texto excelente de Dom Orani … ficou faltando, creio eu, mencionar o teórico do aparelhamento

    “http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Althusser com: “Em seu discurso sobre a Ideologia é patente sua preocupação em encontrar o lugar da submissão espontânea, o seu funcionamento e suas conseqüências para o movimento social.
    Para ele, a dominação burguesa só se estabiliza pela autonomia dos aparelhos (de produção e reprodução) isolados.
    O mito do Estado, como entidade incorporada pelos cidadãos e como instituição acima da sociedade, aparece, também no estruturalismo marxista de Althusser sob a forma de “a instituição além das classes e soberana”. Assim os Aparelhos Ideológicos do Estado são a espinha dorsal de sua teoria.
    A teoria dos Aparelhos Ideológicos de Estado constrói uma visão monolítica e acabada de organização social, onde tudo é rigidamente organizado, planejado e definido pelo Estado, de tal sorte que não sobra mais nada para os cidadãos. Não há mais nenhuma alternativa a não ser a resignação ante o Estado onipresente e absolutamente dominante.”
    … … …
    O PMDB, junto com os não marxistas de outros partidos, está tentando desfazer o aparelhamento.
    … … …
    Família … Deus … Liberdade!!! !!! !!!

  8. Aviso aos marxistas e seus descendentes … não sou antimarxista por ser católico … o sou porque o marxismo tem uma visão materialista de HomeMulher que, em sua prática, acaba com Família, Deus e Liberdade!!!

    Quem é pela Família, por Deus e pela Liberdade … não é marxista!!! creio eu!!!

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