6 thoughts on “Charge do Sponholz

  1. Inflação em 2014 sobe para 6,51% na pesquisa Focus

    Com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor amplo (IPCA) de setembro (0,57%) mais alto do que o previsto (0,44%), analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central revisaram para cima suas estimativas para a inflação. De acordo com o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 13, o grupo dos economistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5, já prevê uma taxa acima do teto da meta em 2014. A previsão aumentou de 6,31% para 6,51%. Um mês antes, estava em 6,28%.

    Para 2015, no entanto, esse mesmo grupo diminuiu a mediana das estimativas de 6,40% para 6,38%. Um mês atrás, a mediana das previsões para o IPCA do ano que vem estava justamente em 6,40%. Na pesquisa geral também foi observada uma elevação das perspectivas para a taxa de inflação deste ano, ainda que não tão forte. A estimativa mediana para o IPCA de 2014 passou de 6,32% para 6,45%, também próximo ao teto da meta. A variação era de 6,29% um mês atrás.

    No caso de 2015, houve manutenção das previsões, com a mediana permanecendo em 6,30% de uma semana para outra – um mês atrás, estava em 6,29%. A previsão suavizada para o IPCA para os 12 meses à frente ficou estacionada em 6,38%. Quatro semanas atrás estava em 6,28%. Para o curto prazo, não houve alterações nas estimativas: a mediana para outubro ficou em 0,50% e a novembro, em 0,60%. Um mês atrás, essas taxas estavam, respectivamente, em 0,49% e 0,60%.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  2. A pesquisa do francês, nobel de economia deste ano, pode ajudar ao Brasil na regulamentação do nosso mercado para tendê-lo ao equilíbrio dinâmico de economias mais maduras, expurgando, por exemplo, os nichos e reservas de mercado que prevalecem no Brasil, como é o caso da indústria cimenteira, cuja reserva de mercado induz a prática de preços exacerbados para o cimento, encarecendo o produto da construção civil.

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    Francês ganha o Nobel de Economia 2014 por estudo sobre poder de mercado das empresas

    Um trabalho sobre o poder de mercado e a regulamentação de concorrência rendeu ao professor francês Jean Tirole o prêmio Nobel de Economia 2014, anunciou nesta segunda-feira, 13, em Estocolmo, a Academia Real das Ciências da Suécia.

    Pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade de Toulouse Capitole, Jean Tirole é um dos economistas mais influentes atualmente, segundo a Academia Real. De acordo com a organizadora da premiação, “Tirole fez importantes contribuições teóricas em várias áreas, mas acima de tudo esclareceu como compreender e regular setores com algumas empresas com poder de mercado”.

    Muitos setores são dominados por um pequeno número de grandes empresas ou por um monopólio. Tais mercados podem produzir resultados sociais indesejáveis, como preços mais elevados influenciados por custos ou empresas improdutivas que sobrevivem ao longo do tempo porque há um bloqueio da entrada de novas e mais produtivas companhias.

    A pesquisa de Tirole aponta como deve ser o acordo do governo com fusões ou cartéis e como este deve regular os monopólios.

    Antes do pesquisador francês, outros formuladores de políticas procuraram por princípios gerais para todas as indústrias. Eles defenderam regras simples, como limitar os preços para os monopolistas e proibir a cooperação entre empresas concorrentes, mas permitir que houvesse essa cooperação entre empresas em diferentes posições na cadeia de valor. Tirole mostrou teoricamente que tais regras podem funcionar bem sob certas condições, mas têm mais efeitos negativos do que positivos em outras.

    Estabelecer preços máximos pode fazer com que a empresa com poder de mercado reduza custos – uma coisa boa para a sociedade -, mas também pode permitir lucros excessivos. Segundo Tirole, a cooperação para fixar preços em um mercado geralmente é prejudicial, mas na área de patentes pode beneficiar a todos. Já a fusão de uma empresa com seu fornecedor pode incentivar a inovação, mas também distorcer a concorrência.

    O francês conclui que a política de regulamentação da concorrência deve, portanto, ser cuidadosamente adaptada às condições específicas de cada indústria. Em uma série de artigos e livros, Jean Tirole apresentou um quadro geral para a concepção dessas políticas e como aplicá-las em diversos setores, desde a telecomunicação até os bancos. Com base na pesquisa, os governos podem incentivar as empresas com mais poder de mercado a se tornarem mais produtivas e, ao mesmo tempo, impedi-las de prejudicar os concorrentes e clientes.

    Segundo o site da premiação, desde 1969 foram concedidos 45 prêmios Nobel de Economia.

    (Transcrito do Diário do Comércio)

  3. Importante comentário senhor Wagner.
    Na hora certa está dando conta de noticias transformadas em fatos, mostrando a quantas anda a incompetência da dupla DILMA-Mantega na administração fazendária-fiscal, de suas contas, mais o fantasma da inflação que ronda nossos gastos e já assustando, pois no dia-a-dia do brasileiro, está parecendo ser bem maior do que os índices vendidos pelo governo.
    Igualmente válidas às observações de Jean Tirole, Nobel de Economia 2014, em relação aos formuladores de politicas públicas., no tempo presente, simplificando, considerando o mercado e as tentativas que delas se depreende, como elencar os necessários ajustes, em vista da concorrência e do momento atual da economia mundial.
    Pelos prognósticos, se eleito o senhor Aécio, fica evidente o trabalhão que o senhor Armínio Fraga vai ter para acertar tantos mecanismos fora dos eixos…

    • Caro Sr. Andrade, acredito que, só para limpar a administração pública na esfera federal dos cargos comissionados admitidos pelo PT, Aécio Neves levará a metade de seu mandato.

      Grande abraço!

  4. Bovespa registra maior alta em três anos com rali eleitoral

    A especulação eleitoral deu as cartas mais uma vez na bolsa brasileira, levando o Ibovespa a regist rar sua maior alta em mais de três anos. O mercado doméstico não só se recuperou do tombo de mais de 3% de sexta-feira, como ignorou a baixa expressiva das bolsas em Wall Street hoje.

    Uma série de eventos ligados à corrida ao Palácio do Planalto ocorridos no último fim de semana levaram os investidores a acreditar na vitória da oposição em 26 de outubro. E a proximidade do vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro, na quarta-feira, agregou ainda mais volatilidade ao mercado.

    Lá fora, o feriado do Dia de Colombo reduziu a liquidez nas bolsas americanas, favorecendo oscilaçõ es bruscas. Em dia de agenda vazia, o destaque foi o discurso do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans. Ele defendeu que o banco central americano não deve ter pressa para subir juros, e se mostrou “desconfortável” com aqueles que defendem um aperto monetário o quanto antes.

    O discurso do vice-presidente do Fed, Stanley Fisher, em evento anual do FMI no fim de semana ainda repercutiu hoje nos mercados. Segundo Fisher, o Fed pode normalizar a política monetária de forma bem gradual diante dos riscos recentes de fraqueza da economia mundial.

    O Ibovespa fechou em alta de 4,78%, aos 57.956 pontos, com volume expressivo de R$ 10,294 bilhões. Foi a maior valorização da bolsa brasileira desde 9 de agosto de 2011, quando o índice avançou 5,10%.

    O “kit eleição” liderou, de longe, os ganhos do dia: Banco do Brasil ON (10,86%, a R$ 33,48) foi a maior alta do Ibovespa, seguida por Petrobras PN (10,53%, a R$ 22,13), Petrobras ON (9,96%, a R$ 20,75), Bradesco PN (7,81%, a R$ 39,16), Itaú PN (7,55%, a R$ 38,00) e Eletrobras ON (6,08%, a R$ 7,15).

    “Tivemos muitos eventos no fim de semana favoráveis a Aécio. Por isso essa empolgação”, comenta o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi. Pesquisa do instituto Sensus encomendada pela revista “IstoÉ” mostrou Aécio Neves (PSDB) com uma larga vantagem, de 17,6 pontos percentuais, em relação a Dilma Rousseff (PT). Ele aparece com 58,8% das intenções de votos válidos, contra 41,2% da petista.

    Os números divergem drasticamente das pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na quinta-feira passada, que mostraram empate técnico, com apenas dois pontos de vantagem para Aécio – informação que ajudou o Ibovespa mergulhar 3,4% na sexta-feira, junto com a piora do cenário externo, após a S&P colocar o rating da França em perspectiva negativa.

    A candidata derrotada do PSB Marina Silva encerrou ontem o suspense e declarou seu apoio a Aécio, equiparando os compromissos firmados pelo tucano no sábado com a “Carta aos Brasileiros” feita por Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Aécio recebeu ainda o apoio da família de Eduardo Campos, falecido há dois meses em um acidente aéreo.

    O mercado aguarda mais uma pesquisa, do instituto Vox Populi, que deve ser divulgada logo mais, no “Jornal da Record”. “Estamos entrando na reta final. Daqui até o dia 26 a bolsa vai ficar ainda mais volátil”, prevê Gal di, que chama atenção ainda para o fluxo de capitais na bolsa. “Enquanto o local está comprando nesse rali eleitoral, o estrange iro está vendendo no mercado à vista e reduzindo posições no mercado futuro desde o começo do mês. É preciso ficar de olho nisso, especialmente depois do vencimento de índice futuro e opções na quarta-feira”.

    Apenas cinco das 70 ações do Ibovespa caíram hoje, a maioria exportadoras, que sentiram o tombo de mais de 1,5% do dólar frente ao real: Embraer ON (-4,48%), Fibria ON (-3,47%), Suzano PNA (-2,61%), Estácio ON (-1,08%) e Kroton ON (-0,70%).

    (Transcrito do Valor Econômico)

  5. Juros futuros longos desabam na BM&F com “efeito Aécio”

    SÃO PAULO – Os juros futuros longos mergulharam hoje na BM&F e se aproximaram de níveis vistos no início de setembro — auge do favoritismo de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial — em meio a apostas crescentes dos investidores de que Aécio Neves possa vencer a presidente Dilma Rousseff (PT).

    O suposto favoritismo do candidato do PSDB teria sido atestado pela pesquisa de intenção de voto do Instituto Sensus e reforçado pela entrada oficial de Marina na canoa tucana. Comenta-se que as denúncias de corrupção na Petrobras, somadas ao desejo de “mudança” captado pelas pesquisas, turbinaram ainda mais Aécio, já em ascensão no fim do primeiro turno.

    Com mínima de 11,12%, DI janeiro/2021 era negociado a pouco a 11,16% (ante 11,47% de sexta-feira, após ajustes). No início de setembro, em meio ao “efeito Marina”, o contrato trabalhava abaixo de 11%. Ou seja, investidores voltam a trabalhar claramente com a perspectiva crescente de vitória da oposição.

    A pesquisa do Instituto Sensus divulgada no fim de semana mostrou Aécio com 58,8% ante 41,2% da presidente Dima Rousseff (PT), ou seja, o tucano teria livrado 17,6 pontos percentuais de vantagem. Trata-se de um panorama muito distinto do empate técnico delineado por pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na semana passada. É grande a expectativa, portanto, para os novos levantamentos desses dois institutos, que serão divulgados na quarta-feira, dia 15. Investidores ainda acompanham pesquisa Vox Populi, que será divulgada hoje à noite.

    O mercado de juros futuros operou com liquidez reduzida e sem a referência dos Treasuries, em razão do feriado em comemoração ao Dia de Colombo nos Estados Unidos. É bem provável, contudo, que as taxas dos Treasuries permanecessem comportadas, já que, no fim de semana, Stanley Fisher, vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) adotou um tom “dovish” (inclinada a uma política monetária acomodatícia) em discurso no encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington.

    Embora não tenha fugido à linguagem “dependente de dados” do Fed, Fisher destacou que eventuais consequências do crescimento global mais fraco que o esperado para a economia americana podem levar o BC dos EUA “a retirar a política acomodatícia mais lentamente”. Um aperto monetário a partir somente do segundo semestre de 2016 — e de magnitude limitada — diminui as pressões sobre ativos emergentes.

    Entre os contratos locais mais curtos, a queda foi menos expressiva. DI janeiro/2015 desceu de 10,98% para 10,96%. O contrato para janeiro de 2016 — que abriga as apostas para o rumo da Selic no ano que vem — caiu de 11,97% para 11,88%. A inflação incômoda, girando acima do teto da meta (6,5%) e a possibilidade de nova rodada de depreciação do real fazem com que os investidores exijam prêmios para o risco de alta da Selic no ano que vem.

    No Boletim Focus, chamou a atenção a alta da mediana agregada das projeção do IPCA neste ano, de 6,32% para 6,45%. E, após 19 semanas consecutivas de queda, a projeção para o PIB neste ano subiu um degrau, de 0,24% para 0,28%. Permaneceram inalteradas tanto a expectativa para a inflação em 2015 (6,30%) quanto para o nível da taxa Selic no fim deste ano (11%) e do próximo (11,88%).

    (Transcrito do Valor Econômico)

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