Chargista brasileiro ironiza estar na lista dos maiores antissionistas do mundo

O cartunista brasileiro Carlos Latuff, autor de ilustrações críticas ao governo de Israel, por conta dos ataques aos palestinos, reagiu à divulgação de uma lista das dez organizações ou pessoas supostamente mais antissemitas do mundo, feita por uma organização israelense, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Simón Wiesenthal.

Latuff ironiza a perseguição

“Não chega a surpreender. A tentativa de associar críticas ao estado de Israel com antissemitismo já vem de longe”, declara Latuff em seu Twitter.

Latuff também se posicionou na rede social Facebook, publicando um texto (abaixo). Ele aparece como terceiro colocado da lista, juntamente com uma de suas charges em que retrata o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu tirando proveito eleitoral com dos bombardeios a faixa de Gaza.

Em primeiro lugar está o líder Mohammed Badie, guia espiritual do partido islâmico egípcio Irmandade Muçulmana, e, em segundo, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad.

Para o cartunista estar na lista é motivo de orgulho: “Sim, me orgulho que estes ataques não venham da esquerda israelense e sim de uma organização que defende as politicas de Israel.”

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A LISTA

Na quarta posição do ranking estão torcedores do futebol europeu por seus cantos contra a equipe do Tottenham Hotspur, que tem sede no tradicional bairro judeu de Londres. “Em uma recente partida contra o West Ham United alguns cantaram ‘Adolf Hilter vem aí e vai ter câmara de gás”, imitando o ruído do gás fluindo.

Alguns partidos políticos também integram a lista como o partido ucraniano de direita Liberdade (Svoboda); o partido grego nacional socialista Amanhecer Dourado e o partido de extrema direita húngaro Jobbik.

Latuff publicou um texto nas redes sociais em resposta às acusações, em que faz questão de ressaltar a diferença entre fazer ataques ao governo israelense e ter ódio ao povo judeu.

“Crítica ou mesmo ataque a entidade política chamada Israel não é ódio aos judeus, porque o governo israelense NÃO representa o povo judeu, assim como nenhum governo representa a totalidade de seu povo. Essa não foi a primeira e nem será a última vez que tal incidente acontece, e por entender que tais acusações são orquestradas por quem apoia a colonização da Palestina, seguirei com minha solidariedade ao povo palestino”, afirma o cartunista brasileiro.

(Transcrito do site Pátria Latina)

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