China vai punir ministro que negociava o trem-bala com o Brasil. Liu Zhijun é acusado de corrupção.

Carlos Newton

A agência estatal de notícias Xinhua anuncia que o ministro das Ferrovias da China, Liu Zhijun, foi afastado do cargo e será punido por “graves violações disciplinares”, que é sinônimo de corrupção na linguagem oficial de Beijim (ou Pequim, você decide).

O governo não especificou as denúncias sobre Liu, mas a imprensa chinesa relaciona a sua saída a uma investigação de uma empresa que venceu vários contratos de fornecimento para o ambicioso projeto do sistema de trem-bala chinês, cujo orçamento deste ano é de US$ 106 bilhões. Planejado e supervisionado sob a administração de Liu, o trem-bala chinês é o principal projeto de infraestrutura em andamento na China.

O escândalo envolvendo o ex-ministro certamente vai prejudicar a participação da China na concorrência do trem-bala entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, já que o grupo de trabalho que estuda o projeto foi criado pelo seu ministério. No início do ano passado, uma comitiva brasileira se reuniu com Liu. E já tinham surgido especulações de que a Eletrobras estudava se aliar à proposta chinesa na licitação do trem-bala brasileiro.

É a primeira vez que um alto dirigente chinês cai por envolvimento em corrupção desde 2006. Não se sabe o que vai acontecer com ele. O mais provável é que, além de perder os bens adquiridos com a corrupção, Liu Zhijun seja fuzilado, com a família pagando o preço das balas.

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