Cientista que pesquisou a cloroquina confirma que a droga é eficaz contra o coronavirus

Gênio ou embusteiro: o cientista que difundiu a cloroquina - GGN

Dr. Didier Raoult prescreve cloroquina adicionada à azitromicina

Carlos Newton

O médico e pesquisador francês Didier Raoult, em entrevistas a diversos órgãos de imprensa, como o site For Bette Science e o jornal Le Parisien, praticamente anuncia a cura do coronavírus, sem dar estatísticas comprobatórias, porém. Ele fala com total segurança e garantia, recomendando o uso da cloroquina, por dez dias, associada ao antibiótico azitromicina durante os primeiros seis dias.

O mais incrível é que a França tenha demorado tanto em seguir as prescrições do Dr. Didier Raoult, pois são contundentes as críticas que ele faz a seu próprio país.  

Confira uma das entrevistas do pesquisador, foi publicada dia 22 no jornal Le Parisien e transcrita aqui no Brasil no site Ponto Crítico na última sexta-feira.

O governo autorizou um grande ensaio clínico para testar o efeito da cloroquina no coronavírus. É importante para você ter obtido isso?
– Não, eu não ligo. Eu acho que existem pessoas vivendo na Lua que comparam os testes terapêuticos da AIDS com uma doença infecciosa emergente. Eu, como qualquer médico, uma vez demonstrado que um tratamento é eficaz, acho imoral não administrá-lo. É simples assim.

– O que você diz aos médicos que pedem cautela e estão reservados quanto aos seus testes e ao efeito da cloroquina, especialmente na ausência de mais estudos?
– Entenda-me bem: sou um cientista e penso como um cientista com elementos verificáveis. Eu produzi mais dados sobre doenças infecciosas do que qualquer pessoa no mundo. Sou médico, vejo pessoas doentes. Eu tenho 75 pacientes hospitalizados, 600 consultas por dia. Então as opiniões de todos, se você soubesse como eu não me importo. Na minha equipe, somos pessoas pragmáticas, não pássaros de programas de TV.

Como você começou a trabalhar com cloroquina e concluiu que poderia ser eficaz no tratamento de coronavírus?
– O problema neste país é que as pessoas que falam são de total ignorância. Eu fiz um estudo científico sobre cloroquina e os vírus, treze anos atrás, que foi publicado. Desde então, outros quatro estudos de outros autores mostraram que o coronavírus é sensível à cloroquina. Tudo isso não é novo. É sufocante que o círculo de tomadores de decisão nem sequer seja informado sobre o estado da ciência. Sabíamos da eficácia potencial da cloroquina em modelos de cultura viral. Sabíamos que era um antiviral eficaz. Decidimos em nossas experiências adicionar um tratamento com azitromicina (um antibiótico contra pneumonia bacteriana, nota do editor) para evitar infecções secundárias por bactérias. Os resultados foram espetaculares em pacientes com Covid-19 quando a azitromicina foi adicionada à hidroxicloroquina.

– O que você espera de ensaios em larga escala em torno da cloroquina?
– Nada mesmo. Com minha equipe, acreditamos ter encontrado uma cura. E em termos de ética médica, acredito que não tenho o direito como médico de não usar o único tratamento que até agora se mostrou bem-sucedido. Estou convencido de que, no final, todos usarão esse tratamento. É apenas uma questão de tempo até que as pessoas concordem em reconhecer que erraram e dizer: essa é a coisa a fazer.

De que forma e por quanto tempo você administra cloroquina a seus pacientes?
– A hidroxicloroquina é administrada na dose de 600 mg por dia, durante dez dias (na forma de Plaquenil, o nome do medicamento na França, nota do editor) na forma de comprimidos administrados três vezes ao dia. E 250 mg de azitromicina duas vezes no primeiro dia e depois uma vez ao dia por cinco dias.

– É um tratamento que pode ser tomado para prevenir a doença?
– Nós não sabemos.

– Quando você administra, quanto tempo leva para um paciente da covid-19 se recuperar?
– O que sabemos no momento é que o vírus desaparece após seis dias.

– Você entende, no entanto, que alguns de seus colegas pedem cautela com este tratamento?
– As pessoas dão sua opinião sobre tudo, mas só falo do que sei: afinal, não fico por aí dando minha opinião sobre a composição da seleção francesa! Todo mundo tem seu próprio trabalho. Hoje, a comunicação científica neste país é semelhante à conversa de botequim.

– Mas não existem regras de prudência a serem respeitadas antes de administrar um novo tratamento?
– Para aqueles que dizem que precisamos de trinta estudos multicêntricos e mil pacientes incluídos, respondo que, se aplicássemos as regras dos atuais metodologistas, teríamos que refazer um estudo sobre o interesse do paraquedas. Pegue 100 pessoas, metade com paraquedas e a outra sem e conte os mortos no final para ver o que é mais eficaz. Quando você tem um tratamento que funciona contra zero outro tratamento disponível, esse tratamento deve se tornar a referência. E é minha liberdade prescrever como médico. Não precisamos obedecer às ordens do governo para tratar os doentes. As recomendações da Alta Comissão da Saúde são uma indicação, mas não nos obrigam. Desde Hipócrates, o médico faz o melhor que pode, no estado de seu conhecimento e no estado da ciência.

– E quanto aos riscos de graves efeitos indesejáveis relacionados ao uso de cloroquina, especialmente em altas doses?
– Ao contrário do que algumas pessoas dizem na televisão, a nivaquina (o nome de uma das drogas projetadas à base de cloroquina, nota do editor) é bastante menos tóxica que o doliprano ou a aspirina ingerida em altas doses. Em qualquer caso, um medicamento não deve ser tomado de ânimo leve e sempre deve ser prescrito por um clínico geral.

– Você está ciente da imensa esperança de cura para os pacientes?
– Vejo acima de tudo que existem médicos que me escrevem diariamente em todo o mundo para descobrir como tratamos doenças com hidroxicloroquina. Recebi telefonemas do Hospital Geral de Massachusetts e da Clínica Mayo em Londres. Os dois maiores especialistas do mundo, um em doenças infecciosas e outro em tratamentos com antibióticos, entraram em contato comigo pedindo detalhes sobre como configurar esse tratamento. E até Donald Trump twittou sobre os resultados de nossos testes. É apenas neste país que não está claro quem eu sou! Não é porque aqui em Marselha não vivemos dentro do anel viário de Paris que não fazemos ciência. Este país se tornou Versalhes no século XVIII!

– O que você quer dizer com isso?
– Estamos fazendo perguntas franco-francesas e até parisiano-parisienses. Mas Paris está completamente fora de sintonia com o resto do mundo. Tomemos o exemplo da Coréia do Sul e da China, onde não há mais casos novos. Nesses dois países, eles decidiram há muito tempo realizar testes em larga escala para poder diagnosticar pacientes infectados mais cedo. Esse é o princípio básico do gerenciamento de doenças infecciosas. Mas chegamos a um nível de loucura tal que os médicos que aparecem na TV não aconselham mais diagnosticar a doença, mas dizem às pessoas para ficarem confinadas em suas casas. Isto não é Medicina.

– Você acha que confinar a população não será eficaz?
– Nunca antes isso foi feito nos tempos modernos. Estávamos fazendo isso no século 19 para a cólera em Marselha. A ideia de limitar as pessoas para bloquear doenças infecciosas nunca foi comprovada. Nem sabemos se funciona. É improvisação social e não medimos seus efeitos colaterais. O que acontecerá quando as pessoas ficarem trancadas, a portas fechadas, por 30 ou 40 dias? Na China, há relatos de suicídios por medo do coronavírus. Alguns vão lutar entre si.

– Deveríamos, como exige a Organização Mundial da Saúde, generalizar os testes na França?
– Vamos ter a coragem de dizê-lo: a gambiarra ao estilo francês, não funciona. A França faz apenas 5.000 testes por dia, quando a Alemanha realiza 160.000 por semana! Existe um tipo de discordância. Nas doenças infecciosas, diagnosticamos pessoas e, uma vez obtido o resultado, as tratamos. Especialmente porque estamos começando a ver pessoas portadoras do vírus, aparentemente sem sinais clínicos, mas que, em um número não desprezível de casos, já têm lesões pulmonares visíveis no scanner mostrando que estão doentes. Se essas pessoas não forem tratadas a tempo, existe um risco razoável de se encontrarem depois em terapia intensiva, onde será muito difícil salvá-las. Testar pessoas apenas quando já estão gravemente doentes é, portanto, uma maneira extremamente artificial de aumentar a mortalidade.

– E devemos generalizar o uso de máscaras?
– É difícil de avaliar. Sabemos que elas são importantes para o pessoal da saúde, porque são as poucas pessoas que realmente têm um relacionamento muito próximo com os pacientes quando os examinam, às vezes a 20 cm do rosto. Não está claro até que ponto os vírus voam. Mas dificilmente mais que um metro. Portanto, além dessa distância, pode não fazer muito sentido usar uma máscara. De qualquer forma, é nos hospitais que essas máscaras devem ser enviadas como prioridade para proteger os cuidadores. Na Itália e na China, uma parte extremamente grande dos pacientes acabou sendo pessoal de saúde.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs presidentes Trump e Bolsonaro estão apostando no acerto da pesquisa do médico francês, que realmente demonstra ter grande conhecimento de causa. No entanto, em comentário publicado na TI, Francisco Bendl diz que a toxidade da cloroquina tem sido associada a distúrbios cardiovasculares que podem ser fatais, advertem Franck Touret e Xavier Lamballerie, pesquisadores do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) da França, em artigo publicado no último dia 5. O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina devem, portanto, se submeter a regras estritas, e sua automedicação não é recomendada, concluem Touret e Lamballerie. Há outras medicações que também têm surtido efeito, como Interferon Alfa 2-B e Reprovir, dois poderosos antivirais. De toda foram, são notícias que trazem esperanças e merecem comemoração. (C.N.) 

54 thoughts on “Cientista que pesquisou a cloroquina confirma que a droga é eficaz contra o coronavirus

  1. O estudo francês sobre o suposto efeito da associação Hidroxicloriquina + Azitromicina foi uma fraude!

    https://bit.ly/2WREAdv

    Resumindo:
    1-Didier Raoult, influente pesquisador francês tem um longo histórico, bem documentado de fraudes em publicações cientificas que incluem manipulações de dados.

    2- o Estudo Hidroxicliriquina+Azitromicina foi feito com pacientes escolhidos a dedo e sem randomização. Dados inconvenientes foram omitidos e alguns manipulados após o pré print.

    3- O editor da revista International Journal of Antimicrobial Agents é CO-autor e membro da equipe de Raoult.

    4- Raoult é acusado de produzir artigos em massa – quase 3000 na carreira! Fraudes grosseiras detectadas em vários estudos! Incluindo corte e cola de imagens de fotomicrografias e bandas de eletroforese.

    5- Um estudo chinês com grupos randomizados e experimentos controlados NÃO CONFIRMOU os efeitos benéficos da Hidroxicloroquina

    bit.ly/3dBMZaV

  2. Por favor, vocês estão cegos por Bolsonaro!

    Sequer leram a entrevista, deixando de perceber o quanto esse médico é charlatão!!!

    “O problema neste país é que as pessoas que falam são de total ignorância. Eu fiz um estudo científico sobre cloroquina e os vírus, treze anos atrás, que foi publicado.”

    O coronavírus é novo!
    Se fosse verdade o que este médico alega, impossível que, em 13 anos, a ciência não tivesse desenvolvido uma vacina, por exemplo!

    Depois dessa contradição deixei de ler a entrevista, pois não há da parte do médico QUALQUER TRABALHO CIENTÍFICO que comprove o que afirma.

    • Você pesquisou quem é Leonid Schneider?
      O blog pessoal dele é confiável? For better science é uma publicação científica?
      Você está cego contra Bolsonaro? Por que politiza a discussão se antes me disse que não devíamos politizá-la?

    • -Caro Bentl, a família coronavírus é uma família grande e velha conhecida da medicina, sendo o covid19 apenas o mais novo membro dessa família, ok?

      -Outra coisa, o covid19 é um virus baseado em RNA, tipo o da gripe, o que significa que erra muito ao se replicar, acaba fazendo cópias de si mesmo “imperfeitas” e, por fim, acaba se tornando um vírus diferente depois de algumas “poucas” gerações. Por isso todo o inverno tem vírus da gripe diferente.

      -Em todo o caso, torço que esse cientista não passe vergonha ao final dessa pandemia. Para a nossa sorte.
      Abraços.

      Abraços.
      Saúde.
      Boa sorte.
      E paciência para assistir a “quintologia” do Senhor dos Anéis.

      • Francisco,

        Citei o coronavírus por “economia” de tempo, pois COVID-19 é pior de escrever.

        Mas, como bem disseste, o mais novo membro da família coronavírus é o seu “modelo” mais recente, o COVID-19.

        Outro detalhe:
        O vírus quando desceu de mala e cuia no Brasil sofreu mutações.
        Tais mudanças ocasionam mais dificuldades no tratamento da “fera”.

        Portanto, insisto em dizer que Bolsonaro está errado, pois o correto é ficar em casa!

        Abraço.
        Te cuida, xará.

  3. Parabéns pelas postagem, Jornalista.

    -Tem gente que “quer porque quer” que o vírus produza uma mortandade de milhões no país só para provarem que estavam com a RAZÃO…

    -E ainda se julgam “animais racionais”.

  4. Seria ótimo se isso fosse verdade. Há muitas controvérsias. Parece que esse médico no passado já manipulou resultados e até foi desligado de uma associação de publicações científicas por fraude. Mas quem sabe?

    Parece que o único estudo científico sério foi conduzido por uma equipe chinesa. Onde 30 pacientes, comprovadamente com o corona vírus, foram escolhidos em dois grupos, aleatoriamente. Em um grupo ministrou-se as doses dos medicamentos e em outro de 15 os remédios convencionais:

    ” Resumo
    Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da hidroxicloroquina (HCQ) no tratamento de pacientes com doença de coronavírus comum-19 (COVID-19). Métodos: prospectivamente, matriculamos 30 pacientes sem tratamento com COVID-19 confirmado após consentimento informado no Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai. Os pacientes foram randomizados 1: 1 para o grupo HCQ e o grupo controle. Os pacientes do grupo HCQ receberam HCQ 400 mg por dia durante 5 dias mais tratamentos convencionais, enquanto os pacientes do grupo controle receberam apenas tratamento convencional. O endpoint primário foi a taxa de conversão negativa do ácido nucleico COVID-19 no swab respiratório da faringe nos dias 7 após a randomização. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética do centro clínico de saúde pública de Xangai e registrado on-line (NCT04261517).Resultados: Um paciente do grupo HCQ evoluiu para grave durante o tratamento. No dia 7, o ácido nucleico de COVID-19 dos esfregaços de garganta foi negativo em 13 (86,7%) casos no grupo HCQ e em 14 (93,3%) casos no grupo controle ( P > 0,05). A duração mediana da hospitalização à conservação negativa do ácido nucleico do vírus foi de 4 (1-9) dias no grupo HCQ, que é comparável à do grupo controle [2 (1-4) dias, (U = 83,5, P> 0,05)]. O tempo médio para normalização da temperatura corporal no grupo HCQ foi de 1 (0-2) após a hospitalização, o que também foi comparável ao do grupo controle 1 (0-3). A progressão radiológica foi demonstrada nas imagens de TC em 5 casos (33,3%) do grupo HCQ e 7 casos (46,7%) do grupo controle, e todos os pacientes apresentaram melhora no exame de acompanhamento. Quatro casos (26,7%) do grupo HCQ e três casos (20%) do grupo controle apresentaram diarréia transitória e função hepática anormal ( P > 0,05). Conclusões: O prognóstico de pacientes comuns com COVID-19 é bom. São necessários estudos de tamanho amostral maior para investigar os efeitos do HCQ no tratamento de COVID-19. Pesquisas subsequentes devem determinar um melhor desfecho e considerar completamente a viabilidade de experimentos como o tamanho da amostra.”

    http://www.zjujournals.com/med/EN/10.3785/j.issn.1008-9292.2020.03.03#1

    • -Muito bom, Vidal.
      -Argumento científico se combate com outro argumento científico. Na ciência, o experimento só é válido se ele puder ser repetido com êxito e obtiver o mesmo resultado. O resto é cura de João de Deus.

      -Vi que não existem conclusões. Faltam estudos.
      -Entretanto, “cobaias” existem aos milhares atualmente.

    • “””Parece que o único estudo científico sério foi conduzido por uma equipe chinesa. Onde 30 pacientes, comprovadamente com o corona vírus,””

      Explique melhor isso. Ponto.
      Se o medico chinês que alcaguetou o COMUNISMO, por estar escondendo o vírus chinês, morreu.

          • “O sistema de alarme estava pronto. Assustada pela epidemia de SARS que eclodiu em 2002 , a China criou um sistema de notificação de doenças infecciosas que as autoridades disseram ser de classe mundial: rápido, completo e, igualmente importante, imune a interferências.

            Os hospitais podem inserir os detalhes dos pacientes em um computador e notificar instantaneamente as autoridades de saúde do governo em Pequim, onde os policiais são treinados para detectar e conter surtos contagiosos antes que eles se espalhem.

            Não deu certo.

            Depois que os médicos de Wuhan começaram a tratar grupos de pacientes atingidos por uma pneumonia misteriosa em dezembro, os relatórios deveriam ter sido automáticos. Em vez disso, os hospitais se debruçaram sobre as autoridades locais de saúde que, por aversão política a compartilhar más notícias, ocultaram informações sobre casos do sistema nacional de denúncias – mantendo Pequim no escuro e atrasando a resposta.

            As autoridades centrais de saúde aprenderam sobre o surto não com base no sistema de denúncias, mas após denúncias desconhecidas vazarem dois documentos internos on-line.

            PROPAGANDA

            Continue lendo a história principal

            Mesmo depois que Pequim se envolveu, as autoridades locais estabeleceram critérios estreitos para a confirmação de casos, deixando de fora informações que poderiam ter fornecido pistas de que o vírus estava se espalhando entre humanos.

            Os hospitais foram ordenados a contar apenas pacientes com uma conexão conhecida à fonte do surto , o mercado de frutos do mar. Os médicos também tiveram seus casos confirmados pelos burocratas antes de serem denunciados aos superiores.

            Obrigado por ler o Times.
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            Enquanto os Estados Unidos, a Europa e o resto do mundo lutam para conter a pandemia de coronavírus, a China se lançou como modelo , derrubando um surto violento a ponto de o país começar a levantar os tipos de restrições onerosas à vida que agora são impostas em todo o mundo.

            Essa narrativa triunfante obscurece as falhas iniciais nos casos relatados, tempo desperdiçado que poderia ter sido usado para retardar infecções na China antes que explodissem em uma pandemia.

            “De acordo com as regras, é claro que isso deveria ter sido relatado”, disse Yang Gonghuan, um oficial de saúde aposentado envolvido no estabelecimento do sistema de denúncia direta, em entrevista. “É claro que eles deveriam ter aproveitado, encontrado e entendido.””

            https://www.nytimes.com/2020/03/29/world/asia/coronavirus-china.html?action=click&module=Top%20Stories&pgtype=Homepage

  5. A esquerdinha aqui, transtornada como de costume, torce para que o tal remédio não funcione.

    perdeu esquerdinha.

    Ele já está funcionando em muitos casos.

    O negócio da esquerdinha é destruir tudo que não venha dela. Aliás, dela só vem merda.

    • Os médicos baianos do Hospital da Bahia (particular) estranhamente medicaram sem protocolo nenhum. Na orelhada. Deram a cloroquina por 5 dias (dose?) e não a hidroxicloroquina. E não deram a azitromicina como está sendo testado no Albert Einstein. E quando o paciente já estava entubado. Paciente com 72 anos, diabético e cardiopata. Estranho como o assassinato do miliciano. Que agora ficou por isso mesmo.

  6. O pesquisador recomendou:
    “o uso da Cloroquina, por DEZ DIAS, associada ao antibiótico azitromicina durante os primeiros seis dias.”

    Se entendi corretamente, então a equipe do Bolsonaro está aplicando errado e matando as pessoas.

    Estão usando para os casos graves – já avançados – depois do 6º dia da infecção.

  7. “Idoso de postagem de Flávio Bolsonaro nunca teve Covid-19.

    Imagem usada em post sobre hidroxicloroquina é de internação do arquiteto Walter Balestra em julho de 2019 por enfisema pulmonar” ( O Globo)

  8. Mais uma. Apresentador TV EUA:

    “No entanto, Hannity não mencionou no ar que outra das alegações de Zelenko foi desmascarada por um oficial de saúde pública do condado na semana passada, depois que o médico postou um vídeo no Facebook “sem fundamento e irresponsável” que previa – com base nos resultados positivos de apenas nove de 14 testes – o grande surto da doença atingiria a vila hassídica de Kiryas Joel. Zelenko não respondeu às perguntas da imprensa pedindo comentários sobre a história.
    Também digno de nota: Na última quinta-feira, o Condado de Orange, onde estão localizados Kiryas Joel e Monroe, havia oficialmente registrado um total de 68 casos positivos de coronavírus. Zelenko, no entanto, alega que tratou 350 pacientes com coronavírus apenas de Kiryas Joel e quase mais 150 de áreas próximas. Apesar dessas bandeiras vermelhas, Hannity leu as durações exatas de dosagem e tratamento que Zelenko afirma ter parado a doença em sua conversa com o chefe da força-tarefa do coronavírus do país, o vice-presidente Mike Pence .
    Entre as drogas defendidas por Zelenko estão a hyrdoxicloroquina, que já mostrou alguma promessa para o tratamento de outras cepas da família dos coronavírus no passado, e a azitromicina, um antibiótico normalmente usado para tratar infecções bacterianas.
    O otimismo de Hannity por esses tratamentos ainda não comprovados é compartilhado pelo presidente Donald Trump , que se gabou de que a combinação desses mesmos dois medicamentos tivesse “uma chance real de ser uma das maiores mudanças na história da medicina”.
    No entanto, o Dr. Anthony Fauci , chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, alertou repetidamente contra a ampla promoção de possíveis tratamentos para o COVID-19 sem evidências de ensaios clínicos controlados. E no Face the Nation de domingo, o ex-comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos, Dr. Scott Gottlieb, disse à CBS que “no momento, não existe nenhum medicamento que pareça ter sido tão esmagador em ensaios clínicos em estágio inicial que podemos dizer que é altamente promissor”.
    De fato, já houve consequências mortais de pessoas que automedicam drogas não verificadas por desespero. Um casal de idosos do Arizona, depois de ver o presidente divulgando os benefícios potenciais da cloroquina, ingeriu intencionalmente fosfato de cloroquina na tentativa de evitar infecções. No entanto, esse composto não tem fins medicinais e é usado para combater parasitas em tanques de peixes. O casal ficou violentamente doente logo após tomar a droga e o marido morreu posteriormente enquanto a esposa permanece em estado crítico.
    Mais tarde em seu programa, Hannity recebeu duas outras figuras médicas, um cirurgião cerebral, Dr. Peter Constantino , e o professor médico e especialista em vacinas do Baylor College, Peter Hotez, para avaliar as alegações de Zelenko. Embora ambos expressassem esperança de que a cloroquina pudesse ser útil na luta contra o coronavírus, uma vez que teve alguma eficácia no tratamento do vírus da SARS, Constantino apontou que os resultados de Zelenko ainda não foram verificados e não fazem parte de nenhum estudo controlado. E, por sua vez, Hotez ofereceu ceticismo adicional sobre o tratamento de Zelenko, com base no histórico passado de testes falhados da droga.
    “A cloroquina tem muito a oferecer . Mata o vírus no tubo de ensaio , suprime a inflamação. Sabemos que a inflamação nos pulmões é uma grande razão pela qual as pessoas ficam doentes e morrem devido ao vírus dele ”, observou Hotez. “ A razão pela qual eu e o vice- presidente não estamos abrindo a rolha de champanhe é porque nós dois já estávamos nesse caminho antes com a gripe. A hidroxicloroquina mostrou alguma promessa, a cloroquina contra o vírus influenza no tubo de ensaio, mas não deu certo.”

  9. O jornalista Pepe Escobar, esquerdista de primeiro mas muito bem informado, tinha dado uma entrevista ao 247 há cinco dias atrás em que ele é claro, que o médico Dr. DIdier é um dos maiores especialistas do mundo e que a França só não estava usando a droga por vaidades acadêmicas. E que o remédio era a solução, ele não tinha dúvidas que era apenas questão de tempo o uso da droga para a cura do COVID-19. Ser de esquerda não é defeito, o problema é criar a histeria para uso político. Escobar se mostrou um jornalista inteligente e esclarecido. Aqui na TI só agora o comunista vem falar sobre isso, lamentável.

  10. Mas a grande solução ainda é o teste, enquanto o país postergar os testes corremos risco de colapsar o sistema de saúde. Tem que descobrir que são os imunes e liberar estes para o convívio social. Não tem outra solução.

    • O problema é o método de testagem que o Brasil utiliza – laboratorial (5 dias na rede privada e 10 dias na pública)
      E o pior, comprou o teste rápido de imunidade – que só tem como ser testado após o 4º dia de infecção – não aquele outro rápido a partir da secreção das narinas.

  11. Isto é muito sério! Não existe ainda comprovação empírica séria e chancelada por órgão científicos internacionais de que esta droga tem eficácia para curar as complicações decorrentes do coronavírus. O que é certo é que esta droga é eficaz contra a malária e outras enfermidades, mas aí quando esses doentes forem à farmácia para comprar a cloroquina, esta estará em falta, porque anunciaram que ela cura as complicações do coronavírus.

      • Depois que aconteceu a corrida às farmácias para comprá-lo.

        Antes desse decreto RECENTE, a sua aquisição era livre!

        Em face dessa compulsão pela droga, que impediu os pacientes com artrite adquiri-lo, o governo baixou esse decreto na semana passada, se não me engano!

  12. Excelente matéria.
    Curandeiros indígenas tiravam casca da árvore do quinino e faziam um chá para baixar a febre dos doentes.
    Minha questão, estaria esse cientista francês propondo uma fraude com o medicamento usado no tratamento da malária e lúpus? Entonces o remédio/veneno só vai matar pacientes com o coronavírus?Não creio em tamanha perversidade.
    Por outro lado, o lado da ideologia, se Trump e Bolsonaro e Netanyahu aprovarem o medicamento, não vai prestar.
    O cientista usou um argumento válido, exemplo, eu e o Alex vamos pular de um avião, eu com um paraquedas e ele com uma mochila nas costas, quem vai sair vivo no experimento? Hehehe.

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