“Cinco Esquinas” é uma boa opção para conhecer o peruano Mario Vargas Llosa

Cinco Esquinas - R$ 43,92 em Mercado LivreJúlia de Aquino
Instagram literário @juentreestantes

Uma excelente dica para quem quer começar a ler algo de Mario Vargas Llosa. Além de ser uma leitura deliciosa, mostra o porquê de o autor peruano ter ganhado o Nobel de Literatura. Nesse livro, ele consegue misturar romance de costumes, suspense, política, sexo, crítica social, amor e drama.

A história é muito bem amarrada, inteligente e com final inesperado. Ingredientes ideais para um thriller impossível de parar de ler!

CONTEXTO – Década de 1990 durante a ditadura no Peru (Fujimori). A história tem início com duas melhores amigas que começam a ter um caso sem seus respectivos maridos saberem. Estes, empresários muito ricos e conhecidos, estão com muitos problemas para resolver, principalmente Quique, que começa a sofrer uma espécie de chantagem por causa de algumas fotos suas.

Nos primeiros capítulos, enquanto constrói a história, o autor se dedica muito aos personagens, a contar suas vidas e descrever suas personalidades.

Apesar de parecer cansativo, isso torna a leitura mais rica, pois o leitor se “envolve emocionalmente” com cada um. Destaco aqui o caso do personagem o Juan Peineta, muito marcante.

CRÍTICAS À POLÍTICA – A injustiça é um aspecto muito presente no livro. Mas ela não é direcionada a uma única pessoa – é todo um sistema de intriga e violência controlado pelas mais altas esferas do poder que submetem as pessoas a isso.

Essa, por sinal, é uma característica marcante de Vargas Llosa: a crítica contra qualquer tipo de ditadura e contra o jornalismo corrupto. É possível considerar que esse é o foco principal de Cinco Esquinas – jornalismo antiético e em função de um Estado. Os personagens, assim como a sociedade peruana da época, ficam à mercê desse sistema vigente.

Livro: Cinco Esquinas
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Alfaguara
Páginas: 213

One thought on ““Cinco Esquinas” é uma boa opção para conhecer o peruano Mario Vargas Llosa

  1. Com livro de ficção só o autor ganha o pão. Pode ser válido como diversão, mas entre o sim e o não prefiro usar a razão: só leio o que me dá meio de encontrar saber atual e melhorar meu valor pessoal.
    Me aplico também á habilidade manual na qual encontro o prazer de fazer coisas: com a madeira, com a pá de pedreiro, com instrumentos musicais, até cozinhar, mas ficção não – nunca mais. Não espero que os outros me ensinem a imaginar. Meu tempo é muito precioso para esbanjar.

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