Cinco razões para ler a biografia de Malala Yousafzai, mais jovem Nobel da Paz

Eu Sou Malala - Como Uma Garota Defendeu O Direito - R$ 2,99 em ...Júlia de Aquino
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No mês passado, Malala Yousafzai se formou na Universidade de Oxford, onde estudou filosofia, política e economia. Aos 22 anos, a paquistanesa é referência na luta a favor da Educação, principalmente de meninas.

Li sua história em 2018, mas nunca me esqueci do quanto gostei da leitura e de conhecer mais sobre ela. Antes de falar sobre os motivos que fazem a biografia valer a pena, vamos mostrar um resumo da história da jovem.

AMBIENTE CONSERVADOR – Vale do Swat, local aonde nasceu e cresceu, era muito conservador, e em 2011 apenas 34% das meninas da região estudavam (Fonte: Glob.com). As outras jovens e mulheres eram analfabetas e, de modo geral, obrigadas a ficar em casa. Na época, a aldeia era dominada pelos talibãs.

Em 2009, Malala começou a escrever um diário anônimo para a BBC, contando a realidade de sua região e narrando os acontecimentos. Três anos depois, aos 15 anos, sua identidade foi descoberta. Um dia, ao sair da escola, sofreu um atentado ao sair da escola e foi baleada na cabeça. O ataque foi planejado pelos talibãs,  grupo contrário à ida de meninas para a escola.

Em outubro de 2014, ganhou o Nobel da Paz, tornando-se a pessoa mais jovem a recebê-lo. Justificaram o prêmio “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Malala e sua família então mudaram-se para Inglaterra, onde se refugiaram após a menina sair do hospital.

Ler é viver: Eu sou Malala - OpiniãoMOTIVOS PARA LER – Após essa contextualização, confira os motivos pelos quais recomendo seu livro:

 #1É um livro-inspiração, sobre a vida de uma menina que nasceu para inspirar e mudar os rumos que a Educação global vinha tomando nas últimas décadas (principalmente a educação de meninas, mais especificamente no Paquistão).

#2É um livro rápido e “curto” de certa forma, que conta de maneira clara e sem embromação como Malala chegou até aqui – o que causou e como foi o atentado em 2012 e como ela transformou esse acontecimento em uma motivação para sua existência.

#3Além de não ser demorada, a leitura é muito interessante, principalmente porque ela mesma conta sua história, com todos os fatos em primeira pessoa. E ela descreve tão bem os acontecimentos que não nos perdemos nos detalhes das datas e “personagens”.

#4 – É incrível como ela consegue nos passar a bravura de sua família, detalhando, principalmente, o papel de seu pai na luta pela Educação. Por isso, não é exagero quando dizem o quanto nossa infância nos forma: desde criança, Malala foi estimulada a estudar muito e a lutar por seu direito à Educação. Seu pai atuava em uma escola do Paquistão, e o tema sempre esteve presente em seu âmbito familiar.

#5 – Fãs de biografias e temas relacionados à Educação vão gostar muito desse livro atemporal, que pode ser lido por todos (sem exceção). Com certeza os leitores sairão mais inspirados e esperançosos com os rumos do planeta.

Livro: Eu sou Malala
Autora: Malala Yousafzai
Editora:  Companhia das Letras (a Seguinte, selo jovem da editora, tem uma versão mais curta, de 200 páginas)
Páginas: 344

11 thoughts on “Cinco razões para ler a biografia de Malala Yousafzai, mais jovem Nobel da Paz

  1. Não sei o que vem acontecendo com as Universidades Inglesas, nos últimos três anos. Teria sido a métrica de avaliação que foi alterada para beneficiar as estadunidenses? Ou já era a aura do Brixt que se antecipou, em forma de crise, no ensino?
    Parecia jogo cantado, as britânicas: Oxford e Cambridge se alternavam nos primeiros e segundos lugares com as norteamericanas.
    Dentro da minha ponderação “burrológica”, o critério preponderante para a excelência de um centro acadêmico, deveria ser a Produção Científica. De teóricos o mundo já basta em si. E, nesse quesito, a Oxford dá de pau. Lembremos: se algum dia surgir uma vacina contra o Coronavirus, a inglesa já está na vanguarda dos testes, inclusive, no Brasil. Os ingleses, além de inteligentes são: aguerridos, comedidos, sinceros, profundos…. Tomara que processo de migração crescente, não vá suprimir o que ainda resta de bom nos súditos de Sua Majestade!
    Claro que eu tenho de puxar saco para a Oxford; pois, segundo me informaram, acho que tenho uma guria biomédica lá. Não tenho como garantir, porque mantenho um relacionamento avesso com ela e a mãe; tudo se resume à grana que o Mané, aqui, já pagou como alimentante de pensão alimentícia. Pensem em um diabo bom de entrar; e ruim pra sair (esporão de arraia)!
    Alfim, gostaria de parabenizar o mestre, Antonio Rocha, pelo seu espírito ZEN: um barco imóvel sobre um mar revolto por tantas contendas, ódio e intolerância.
    Talvez, graças ao estado de graça que nele grassa, seus olhos ainda se mantêm preservado das desgraças deste mundo em ebulição. Trazendo o exemplo da Malala, para a página deste Blog, equivale a frear o fechamento das nossas córneas, sob pressão constantes por notícias degradantes! Oxalá, essa garota não esteja sendo usada pelo Ocidente como carranca, para excomungar os Encostos Orientais!

  2. Para todos nós que amamos a boa Leitura, as dicas da Srta. JÚLIA DE AQUINO são muito boas.

    Eu agradeço a ela fazer resumos de Livros que ela leu e gostou, porque sendo Pessoa de Bom Gosto, sua informação é preciosa.

    Desenvolver o gosto pela Leitura entre os Jovens Brasileiros, uma das missões da Srta. JÚLIA DE AQUINO, é despertar-lhes a curiosidade.

    A Gente tem curiosidade por um Assunto e então com calma, com o tempo a nosso comando, busca um Livro de um Sábio ou Pessoa experiente que o escreveu, e podemos ler, re-ler, pensar sobre o Tema, ou passar umas horas lendo a descrição de uma viagem, uma história engraçada, ou sobre temas Históricos, como a formação do Brasil, das Revoluções, etc, até culminar nos Temas Filosóficos: De onde viemos? Porque estamos aqui? para onde vamos? e aí entra o Livro dos Livros ” A Bíblia” e sua interpretação pelos Sábios.

    No caso do Livro em análise ” Eu sou MALALA” da Jovem Paquistanesa MALALA YOUZAFZAI, eu sempre tive curiosidade em saber como a bela Civilização Islâmica, que atingiu o auge na Idade Média, que tão alto chegou na Filosofia, Ciências, Arquitetura tão leve bonita e elegante, na Matemática, no Comércio, etc, lá pelas tantas foi deixando seu Povo cair no Analfabetismo, principalmente as Mulheres.
    Assim como não podemos conceber um Cristão Analfabeto que não pode ler a “Bíblia”, não podemos conceber um Islâmico Analfabeto que não consegue ler o “Alcorão”, e a verdade é que até pouco tempo muitos dos Islâmicos eram Analfabetos, especialmente as Mulheres.

    Esse Livro de MALALA, deve lançar muita Luz sobre isso.

    Mais uma vez Parabéns ao belo Trabalho da Srta. JÚLIA DE AQUINO.

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