Circula na internet o incrível relato de um general sobre o suicídio de dois outros generais, amigos desde a infância.

Gen. Andrade Nery

Em 1964, o então Chefe do Estado Maior da 6ª RM, em Salvador, o Cel. Humberto de Souza Mello é promovido a General e assume um Comando em Porto Alegre.

No final daquele ano fui passar férias na residência dele, meu sogro, e, com alguns oficiais amigos (Máximo, Valporto, Uchoa, Gilseno e Souza) todos paraquedistas, organizamos um curso de paraquedismo para moças e rapazes de Porto Alegre.

Numa manhã, quando me dirigia de carro para a Base Aérea de Canoas e embarcar no avião para mais uma atividade do curso, numa esquina, em Porto Alegre, dois garotos com farda do Colégio Militar fizeram sinal e eu parei o carro.

Eles perguntaram: o Sr. é o Tenente Nery? Respondi, sim, sou eu.

Eles disseram: queremos assistir aos saltos de paraquedas. Respondi, está bem, entrem no carro.

Eles acompanharam todas as atividades de lançamento das moças e dos rapazes, sentados tranquilos no avião. Em 1969, para surpresa minha, os dois garotos foram declarados Aspirante a Oficial de Infantaria e, mais tarde, com uma brilhante folha de serviço como oficiais paraquedistas, atingiram ao generalato.

Em 2006, um dos garotos, Gen. Urano Bacellar, sim era ele, como Comandante das tropas no Haiti, é encontrado morto no quarto do hotel. Suicídio? Assassinato?

Agora, no dia 15 de junho de 2011, o outro garoto, Gen. Valter Bischoff, deixa o quarto do Hospital onde estava internada a sua mulher com câncer e em seguida é encontrado morto no seu carro, estacionado em frente ao Hotel de Trânsito, próximo ao Hospital. Suicídio.

Por que esta coincidência? Estou abalado! Que Deus os tenha.

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