CNJ cobra explicações de juíza que defendeu aglomerações e ‘ensinou’ tática de andar sem máscara

Ludmila Lins Grilo é aluna devota de Olavo de Carvalho

Samuel Costa e Rafael Moraes Moura
Estadão

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza Ludmila Lins Grilo, da comarca de Unaí, no interior de Minas, a 605,4 km de Belo Horizonte, preste informações sobre publicações que incentivam a aglomeração na pandemia e atacam o CNJ. A magistrada ficou conhecida neste final de ano, quando fez publicações que desestimulavam o isolamento social.

Em um dos conteúdos, ela expunha uma foto de pessoas em uma praia assistindo à queima de fogos, que era acompanhada de uma legenda com a hashtag “#AglomeraBrasil”. Ela também teria insultado o CNJ, que adotou diretrizes que defendem o isolamento social, uso de máscaras e a vacinação.

NA CONTRAMÃO – No dia 15 de dezembro, a juíza participou de uma live com a Dra.Nise Yamaguchi, cotada para assumir o Ministério da Saúde após a demissão de Luiz Henrique Mandetta. Nessa data, o STF votava a pauta sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19, o que Lins Grilo considera “imprudência médica e jurídica”.

No dia 3 de janeiro, após a repercussão de seus posicionamentos contrários ao isolamento social, ela publicou imagem em que se lia “vo chama o cenejota” (sic) ao lado de um boneco chorando. A reclamação destaca que essa conduta da juíza não é recente e apresentou outra publicação de 2018 em que ela afirmava que as audiências de custódia eram como um “SAC”, sendo o “mais atual retrato da bandidolatria”.

A reclamação solicitava, dessa forma, uma liminar que impusesse abstenção à juíza de proferir posicionamentos contrários às medidas de prevenção à Covid-19, previstas por órgãos de saúde. A corregedora nacional de Justiça Maria Thereza de Assis Moura, no entanto, entendeu que tal demanda se configura em censura prévia, algo que seria “incompatível com o regime democrático vigente”. Sendo assim, Assis Moura intimou a juíza Ludmila Lins Grilo a prestar informações ao CNJ dentro de dois dias.

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COM A PALAVRA, A JUÍZA LUDMILA LINS GRILO

A Juíza Ludmila Lins Grilo informou que recebeu apenas um e-mail da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas que ainda não o leu, e que não foi notificada pelo CNJ. A magistrada declarou que só irá se posicionar após a leitura da decisão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
Conforme já dito nesta Tribuna, Ludmila,  denunciada ao CNJ por publicar vídeos nas redes sociais exaltando o desrespeito às orientações sanitárias, é aluna aplicada de Olavo de Carvalho, tendo já sido elogiada pelo “guru” e também o visitado nos Estados Unidos, em 2018. (Marcelo Copelli)

7 thoughts on “CNJ cobra explicações de juíza que defendeu aglomerações e ‘ensinou’ tática de andar sem máscara

  1. Já vi servidor que sofreu sanção disciplinar por conduta na vida privada incompatível com a dignidade da instituição.
    Se um(a) juiz(a) pode falar o que quer, então, são duas dignidades diferentes que tem a instituição (não dá né???) um paradoxo.
    Tem ainda mais que dar o exemplo.

  2. Bonitinha, mas ………

    Juízes deveriam dar o exemplo. E essa juíza não é exemplo de nada, ou melhor, sua conduta é contrária à boa convivência em sociedade.

    Mas, via de regra, o órgão do judiciário que deveria fiscalizar o comportamento dos seus membros, aplica sanções inócuas e leves naqueles que extrapolam suas funções ou têm um comportamento incompatível com o cargo. O corporativismo sempre fala mais alto.

  3. Bom dia , leitores (as):

    Senhores Carlos Newton , Marcelo Copelli sugiro que caso essa juíza juíza Ludmila Lins Grilo, da comarca de Unaí ( foi onde mataram os fiscais do ministério do trabalho e o então governador Aécio Neves , fez vista grossa p/o crime ) ou algum membro de sua família contraia o ” NOVO CORONAVIRUS , COVID – 19 ” , que ela procure ajuda nas pessoas que compartilham de suas ideias , e não nos hospitais especializados .

  4. A dica da Juíza é ultrapassada.
    Eu a uso deste inicio quando nos tiraram o direito de ir e vir. Em qualquer lugar, centros de compra, entro degustando alguma coisa, incluindo a compra de algo nas lojas.
    Se nos restaurantes ou algo similar posso alimentar sem o uso da “focinheira’ ou seja neste instante estamos imune ao MADE IN CHINA.
    O vestuário e outros acessórios que usamos no nosso dia dia, também deve ser imune ao vírus pois adentramos com os mesmos em nossas residências, manipulamos coisas diversas, nos interagimos com os nossos familiares etc, etc.
    Quando a movimentação comercial era realizada através de animais, burros, cavalos os tropeiros colocavam focinheiras nos animais ( quatro patas) para que os mesmos não se alimentassem durante o deslocamento e com isto ganhar tempo.
    O mesmo acontece nos dias atuais. Os atuais proprietários ( Executivo, Judiciário e Legislativo ) dos animais ( duas patas ) querem nos escravizar. Mostrar poder de mando “AQUI MANDO EU”.

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