Codinomes dos corruptos da Lava Jato são ironizados na literatura de cordel

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O engenheiro, cantor, compositor e cordelista paraibano Francisco de Salles Araújo (1951-2017) versificou o Brasil atual, através do “Codinome Lava Jato”.


CODINOME LAVA JATO
Chico Salles

Vou escrever em setilha
Este mais recente fato
Divulgado na imprensa…
Em vibrante aparato
A compra de Passadinha
O derrame de propina
Visto pela Lava Jato.

Era dinheiro demais
O que foi distribuído
Para políticos corruptos
Muito pior que bandido
Só que para cada nome
Aparece um codinome
Um genial apelido.

Tem nome de todo tipo
Caranguejo, Sabiá
Azeitona, Graviola
Pequeno Suíno e Gambá
Tem Eva, tem Jornalista.
É uma enorme lista
Até Uísque tem lá.

Almofadinha, Viagra
Colorido e Avião
Passivo, Tuca e Neto,
Atleta e Alemão
Tem Cacique, tem Graúna,
Pinguço, Eva e Comuna,
Proximus, Droeu, Irmão.

Tem Princesa, Boca Mole,
Cana, Mel e Nervosinho,
Drácula, Bruto, Goleiro,
Capa Preta e Ceguinho,
Pouca Telha e Pelé,
Filhote e Candomblé
Rio, Nordeste, Lindinho.

É uma lista danada,
Criativa e Pontual
Gente do Brasil inteiro
Até Professor Pardal
Cartório, Aviador
Grego, Filhão e Pastor,
E também o Roberval.

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