Coisas do sistema e inconvenientes constatações

Welinton Naveira e Silva

Quando pergunto a pessoas de diferentes níveis sociais o que aconteceria se alguém esquecesse uma pasta contendo R$ 20.000,00 em local de grande circulação, com cartões de apresentação, endereço e telefones do proprietário da pasta e do dinheiro, a grande maioria acredita que menos de 15% devolveria a grana encontrada. Se essa “pesquisa” confere com a realidade, então, mais de 85% do povo possui grande vocação para apossar do dinheiro alheio. Ladrões. E, caso Deus faça sua pesquisa, divinamente exata, por certo que encontraria maior percentual de desonestos.

Posto o tema constrangedor acima, passemos a estúpidas e inconvenientes constatações, abaixo, mais estúpidas que inconvenientes:

1) Desde o descobrimento do Brasil, só recentemente está havendo semelhantes escândalos. Antes, roubalheira alguma;

2) Excetuando a Petrobras, todos os demais órgãos, instituições, governos, prefeituras, ministérios, congresso, justiça, empresas públicas e mistas, forças armadas, e tudo o mais, sempre estiveram longe da roubalheira;

3) Concluída a faxina na Petrobras, estará decretado o fim da roubalheira nessa grande e muito importante empresa;

4) As elites sempre estiveram empenhadas e muito interessadas no combate à corrupção. Se até hoje não implantaram efetivos dispositivos contra roubalheira, é por culpa do povo;

5) Todos os políticos e demais pessoas envolvidas na busca, acusações e condenações da roubalheira na Petrobras, com todo apoio da grande mídia “livre” e do revoltado povo, são pessoas honestas. Se estivessem no lugar dos ladrões, não roubariam. De jeito nenhum.

One thought on “Coisas do sistema e inconvenientes constatações

  1. Parte da minha família é petista, são devotos de Santa Governabilidade, tenho parentes até no governo, não cito o escalão… e quando nos reunimos as ponderações começam com a condicional “Se”…dizem: “Quem reclama “se” estivesse lá faria o mesmo”. A meu ver isso é desculpa… ora… “se” é um discurso vazio… Desculpem… mas “se” eu… “se” é hipótese, não existe na realidade… é sonho, ilusão, ficção… temos que trabalhar/escrever com o “real” e não com possibilidades/probabilidades…

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