Com a quarentena eleitoral, Toffoli tenta evitar a candidatura de Sérgio Moro em 2022 

Exame de Dias Toffoli testa negativo para coronavírus - Diário ...

Toffoli diz que certos juízes agem como se fossem demagogos

José Carlos Werneck

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, voltou a defender que magistrados e membros do Ministério Público sejam submetidos a uma ‘quarentena’ de pelo menos oito anos, caso queiram abandonar as carreiras no Judiciário para disputar eleições.

Ele defendeu que o período de inelegibilidade servirá para evitar a ‘utilização da magistratura e do poder imparcial do juiz para fazer demagogia, aparecer para a opinião pública e se fazer candidato’.

DISSE TOFFOLI – “Quem quer ser candidato, seja como magistrado, seja como membro do Ministério Público, tem que deixar a magistratura, tem que deixar o Ministério Público, e tem que haver um período de inelegibilidade sim. (…) Eu já disse isso várias vezes a senadores da República não só nesta legislatura como em legislaturas anteriores”, declarou Dias Toffoli.

O ministro pediu que o Congresso Nacional aprove dispositivo para impedir candidaturas de magistrados antes do período de inelegibilidade que deve ser determinado por lei.

“A imprensa começa a incensar determinado magistrado e ele já se vê candidato a presidente da República sem nem conhecer o Brasil, sem nem conhecer o seu Estado, sem ter ideia do que é a vida pública. Quer ir para a política, pode ir, pode ir. Sai da magistratura, e tenha um período de inelegibilidade. E eu volto a pedir ao Congresso Nacional que estabeleça prazos de inelegibilidade para membros da magistratura e do Ministério Público que deixarem suas carreiras. Para que não possam magistrados e membros do Ministério Público fazer dos seus cargos e das suas altas e nobres funções meios de proselitismo e demagogia”.

PROIBIÇÃO A JUIZ  – As declarações do presidente do STF foram feitas por ocasião da sessão extraordinária do Conselho Nacional de Justiça desta quarta-feira,no julgamento virtual que manteve proibição do juiz Douglas de Melo Martins de participar de transmissões ao vivo com conotação político-partidária. O citado magistrado foi responsável por determinar o lockdown na região metropolitana de São Luís, no Maranhão, e após a sentença passou a participar de uma série de ‘lives’ com políticos na internet para discutir e comentar o tema objeto da decisão judicial.

Diante das aparições, o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins,concedeu liminar para barrar as participações.

“Sem essa liminar, o juiz estava indo até em programa de receita de bolo, qualquer tipo de programa na televisão, para falar que ele tinha a solução dos problemas da pandemia no seu respectivo Estado. Com a devida vênia, isso não é função da magistratura”, disse Toffoli em seu voto,corroborando a decisão do corregedor.

APARIÇÕES PÚBLICAS– O presidente do Supremo defendeu,também, que o Conselho Nacional de Justiça deve estar atento a magistrados que desrespeitem o dever de reserva no exercício das funções.

“Não se pode fechar os olhos a aparições públicas de magistrados que transmitam à sociedade a impressão de se revestirem de caráter político-partidário e, por via de consequência, de comprometimento da imparcialidade judicial”ressaltou.

Embora o ex-ministro da Justiça nunca tenha afirmado ser candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro, muitos afirmam que  a decisão de Toffoli foi um tiro de bazuca na candidatura  de Sérgio Moro.

13 thoughts on “Com a quarentena eleitoral, Toffoli tenta evitar a candidatura de Sérgio Moro em 2022 

  1. Também poderia o congresso vetar nomeação de quem advogou, e advoga para partido político e partidos políticos …

    Principalmente para o ministro do STF, para não ficar refém de quem os indica !

  2. Perfeito bagaçado!
    Qual a isenção de Tofoli ou de Lewandowski para julgar alguém do PT?
    Qual a isenção de Marco Aurélio Collor de Mello para julgar Fernando Collor?

  3. Qualquer estudante do ensino fundamental de Direito aprende que a Lei não pode retroagir para prejudicar direitos, logo é um absurdo se imaginar que essa proposta desse ministro do STF que pensa que está acima de Deus(melhor dizendo tem certeza de que está acima de Deus, quem pensa são os ministros do STJ), possa ser aplicada ao ex-juiz Sergio Moro.
    Aliás em termos de absurdos assistimos pasmos a união de ministros do STF como esse notório Toffolli que não foi capaz sequer de passar num concurso para juiz, era um lambe botas do Zé Dirceu, ia dizendo, a união de elementos do STF com boa parte da bandidagem petralha e pasmem, com a cúpula do bolsonarismo, todos eles unidos contra a Lava Jato e principalmente contra uma provável candidatura do Sérgio Moro.
    Enquanto os bolsominions, vulgo Bolsogado, vivem às turras contra os petralhas nas redes sociais,nas ruas e até nas familias, as cúpulas estão se entendendo bem como nunca, dando risadas da cara dos trouxas que ainda vivem em pé de guerra. ATÉ QUANDO SEREMOS UMA NAÇÃO DE IDIOTAS?
    A propósito não sou defensor do Sergio Moro, não necessariamente votarei nele, a não ser na hipótese que ele dispute contra Bolsonaro ou contra qualquer um da corja petista, num eventual 2º turno.

  4. De simples advogado foi alçado ao STF por ser ajudante do Dirceu. Ao invés de agradecer a Deus e ao amigo, reconhecer a sua insignificância e servir humildemente o país, agita-se para fazer prevalecer a injustiça ao favorecer os corruptos.
    Não vou rezar a Deus para nos dar Justiça mas apelar ao covid19 e coisa e tal que dê uma lição nesse boçal: uma bela UTI para lhe mostrar a fragilidade da vida.
    Deus seja louvado!

  5. Se essa quarentena fosse para ser adotada, por que só para os magistrados e promotores/procuradores?
    Por que não para os policiais, para os militares?
    Por que não para todos os servidores públicos?
    Assim evitar-se-ia que secretários, ministros também

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