Com apoio a Alckmin, Centrão se afasta de Temer e ainda mais de Meirelles

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Meirelles está ficando cada vez mais isolado no MDB

Pedro do Coutto

A notícia foi manchete principal de O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo nas edições de ontem. As matérias publicadas não abordaram um fato que ficou claro e que decorre da decisão. Como o ex-ministro Henrique Meirelles esforçava-se para se tornar candidato do MDB e do presidente Michel Temer, Meirelles foi totalmente escanteado. O mesmo raciocínio estende-se a Michel Temer. A menos que o presidente da República também se integre na campanha do ex-governador de São Paulo que pertence aos quadros do PSDB. Assim, Temer pode participar de sua própria sucessão. Mas Meirelles não poderia concorrer pelo MDB.

Como em política os fatos se superpõem às previsões, das duas uma: ou Meirelles pode se tornar vice na chapa de Alckmin, ou então poderá representar a legenda do eu sozinho num mar de siglas partidárias. A reportagem política, a meu ver, deveria entrevistar ainda hoje o presidente Michel Temer e o ex-ministro da Fazenda. Como Temer está em viagem ao exterior, os repórteres devem esperá-lo no desembarque. Por falar em desembarque, provavelmente o MDB não embarcará na nave dos sonhos de Henrique Meirelles.

COLOCAÇÃO – Mas essa probabilidade é apenas uma colocação, uma sugestão que deixo aqui para os editores dos três grandes jornais e das emissoras de televisão. O prazo para o Planalto e o MDB na planície é bastante curto para oficializar o caminho que possam adotar no rumo das urnas. As convenções têm que se realizar até o início de agosto e o horário gratuito na televisão e no rádio começa no dia 31 de agosto. É um espaço de fundamental importância para a exposição dos candidatos junto ao eleitorado brasileiro. Somente a partir daí poder-se-á aferir tendências mais nítidas nos quadros partidário e sucessório.

Reportagem de Cristina Jungblut, Bruno Góes, Silvia Amorim e Gustavo Smith, em O Globo de sexta-feira, revela os minutos que cada partido ou alianças vão poder dispor na televisão e na rádio. Com o apoio do Centrão o candidato Geraldo Alckmin passa a dispor de 38% do espaço da propaganda eleitoral – 4,46 minutos por dia. O PT, se apresentar candidato próprio terá 1 minuto e 30 segundos; Ciro Gomes, 28 segundos; Alvaro Dias, 7 segundos; Marina Silva, 4 segundos;, Jair Bolsonaro, apenas 3 segundos.

SEM CHANCES – Outros candidatos não vale a pena nem citar, porque até o momento não arrebataram apoio suficiente para que seus nomes fossem assinalados nas pesquisas do Ibope e Datafolha. Henrique Meirelles, se candidato vier a ser, terá 1 minuto e 37 segundos. Muito mais que os tempos reservados a Bolsonaro e Marina Silva. Mas campanha política não é só questão de tempo. A qualidade para seu preenchimento é que é o X do problema

É verdade que três segundos, por exemplo, é uma parcela mínima e os 4 minutos de Alckmin podem até se tornar extensos demais. Vai depender da qualidade e do conteúdo concreto em que se basear para tentar convencer o eleitorado.

Até este momento o ex-governador paulista não conseguiu obter parcela apreciável de intenção de votos. Por enquanto, seu apoio é apenas político-partidário.

2 thoughts on “Com apoio a Alckmin, Centrão se afasta de Temer e ainda mais de Meirelles

  1. Pedro
    Ta na hora da imprensa e os jornalistas passarem a dar importância devida ao Meirelles quanto a sua importância no MDB.
    Se fosse candidato do Partido, levaria votação pífia. Não gostam dele.
    Aliás, seria bom para o Partido. Deixaria, sem cerimônia alguma, as sessões estaduais para fazer os acordos locais à sua revelia.
    SDS
    Vitor

  2. Pedro Couto quem está comandando esse “espetáculo” é o Temer, que ameaçou todos de tirar-lhes os cargos inclusive ministérios se apoiassem Ciro. Existe um acôrdo tríplice entre Temer, Lula e Alckmin para isolar Ciro. Com Ciro não teriam facilidades. Só não percebeu a manobra quem não prestou atenção.

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