Com Arthur Lira na presidência da Câmara, a política brasileira enfim chegou ao fundo do poço

Charge do Glúon (Correio Braziliense)

Vicente Limongi Netto

Arthur Lira é mais um político que arranca a máscara. Foi eleito presidente da Câmara jurando amor a medidas que valorizem a democracia e dignifiquem a vida do cidadão. Conversa fiada. Virando a página, Lira continuou em busca de medalhas do sabujismo e da falta de compostura. Fez discurso e deu entrevistas fazendo força para tentar mostrar indignação diante do rosário interminável de ações erradas e atrapalhadas do governo.

Recebeu o recado do ministro da Defesa, general Braga Netto, para perfilar-se favorável ao famigerado e retrógrado voto impresso. Diante da repercussão lamentável, Arthur Lira colocou a viola no saco. Recolheu-se à sua insignificância.

SEGUNDA DOSE – Agora, resolveu, finalmente, tomar a segunda dose da vacina da subserviência para jurar amor à volta do voto impresso. Formidável descaramento. Já não se fazem presidentes da Câmara Federal como antigamente.

Arthur Lira poderá acrescentar na sua obscura trajetória politica um detalhe nada engrandecedor: a subserviência total e absoluta ao novo comandante do Centrão, ministro Ciro Nogueira. Pobre e melancólica política brasileira. Onde os medíocres e franciscanos de araque dão as cartas.  Tenho ânsia de vômito.

ELEGÂNCIA E BRAVEZA – Lunático e pretensioso, Bolsonaro escolheu como alvo de suas grosserias e diatribes o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso.

O mito de barro não se enxerga. Não tem competência nem para amarrar os cadarços dos sapatos de Barroso. O ministro argumenta e escreve com elegância e firmeza.  Bolsonaro, por sua vez, bravateia no lodo do meio fio da torpeza, da covardia, da arrogância, da empulhação e do vocabulário leviano e rancoroso dos decaídos de espírito.

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