Com governos irresponsáveis, os países quebram!

Percival Puggina

A Grécia está mostrando ao mundo o que acontece com os Estados perdulários que gastam riqueza não produzida e buscam manter seu padrão de vida usando a poupança alheia. Por esse caminho, formam-se dívidas dotadas de uma extraordinária capacidade de multiplicação. Um dos fatores determinantes dessa multiplicação leva o nome antipático de taxa de juros. Outro consiste em tomar dinheiro novo para pagar dívida velha. Outro ainda é a irresponsabilidade fiscal que leva governantes a não enquadrarem a despesa pública na capacidade contributiva da sociedade.

Países quebram. Leva bom tempo para isso acontecer, mas a estrada acaba. Um dia, não há mais pista para rodar. No horizonte só se avista, então, terra inóspita, mata cerrada, montanhas e rios sem pontes. É a situação grega, um país que deve quase dois anos inteiros de seu decrescente PIB e já perdeu 400 mil jovens para outras oportunidades de trabalho e de vida no exterior. Os gregos creram que seu ingresso na Zona do Euro era um cartão de crédito ilimitado para implantar no país um estado de bem-estar social. Com o dinheiro dos outros. E isso, simplesmente, não existe no mundo real.

Países quebram. No mundo irreal, os políticos que seduziram os gregos e deles colheram votos com a ideia de um Estado provedor, benfazejo, inexaurível em sua prodigalidade, trataram de convencer a opinião pública de que o resto do mundo tem o dever de subsidiá-los com novos empréstimos. A Grécia deve 360 bilhões de euros, não conseguiu pagar uma parcelinha de 1,5 bilhão (ou seja, 0,5% do que deve) e segundo os cálculos dos principais credores (ministros da Zona do Euro), pode estar precisando de mais 83 bilhões de euros. Além de ser difícil estabelecer um consenso sobre esse atendimento, muito mais difícil será obter acordo interno na sociedade grega e em seu círculo de poder para as duríssimas e necessárias medidas de contenção de gastos, aumento de tributos, venda de patrimônio, redução de salários e pensões.

FRACASSO DE GENRO

Países quebram. Estados da federação quebram. Durante a campanha eleitoral de 2014 no Rio Grande do Sul, alguns analistas denunciavam hecatombe fiscal em que se constituiu o governo Tarso Genro. Ele estava deixando a seu sucessor uma situação de insolvência que, em breve se tornará nacionalmente conhecida. Perante tais acusações, os políticos petistas afirmavam em orgulhosos rompantes: “Nós não nos submetemos a essa lógica neoliberal”. O que chamavam lógica neoliberal era, simplesmente, o zelo pelos recursos do contribuinte, contendo-os nos limites da receita, conforme impõe a lei de responsabilidade fiscal.

O governo petista no Brasil, indo pelo mesmo caminho das pedaladas e da gastança desmedida, jogou-nos numa crise pela qual não precisaríamos estar passando. Vínhamos bastante bem. Nossos governantes dos últimos 13 anos, porém, gastaram demais, fizeram loucuras demais, jogaram dinheiro fora e mandaram dinheiro para fora, torraram reservas demais, locupletaram-se demais. Foram longe demais. E agora chamam golpistas quem busca uma saída política e constitucional para que não sejamos mais golpeados por tanto desmando, incompetência e irresponsabilidade.

13 thoughts on “Com governos irresponsáveis, os países quebram!

  1. COM GOVERNOS IRRESPONSÁVEIS, OS PAÍSES QUEBRAM!

    Concordo Sr Percival, nos vimos isso com FHC, fomos de pires na mão, e chacoalhando o rabinho ao FMI por 3 vezes.

    • Aí está um cidadão que provavelmente acredita na história fictícia de que Lula pagou a Dívida Externa e agora passamos de devedor a credor. Eles dizem que após livrarmos desta eterna dívida o Brasil passou a emprestar dinheiro ao FMI.
      Oh Deus! Você nos fez massa de manobra.
      Você não nos ensinou a pensar e sim o que pensar.
      Já não bastava só seguirmos e dizer amém para as pregações vinda das seitas evangélicas? Temos que também ler a cartilha marxista, obedecê-la e só dizer amém?

  2. Os governos são irresponsáveis, corruptos. E todo mundo sabe disso. Mesmo assim, os banqueiros emprestam dinheiro a estes incompetentes e corruptos. Sabem que o dinheiro vai para a farra e orgias. Não vai geral riqueza alguma. Por isso mesmo, ainda cobram taxas mais escorchantes de juros, além de tarifas escandalosas. Tudo isso, porque sabem que quem paga a conta desses “empréstimos” são os impostos pagos pelo povo, o trouxa povo. E se o povo, depois de tudo, falar que não quer pagar a dívida feita entre os coniventes banqueiros e corruptos, vão chamar o povo da caloteiro, vai ser um Deus nos acuda… Banqueiros são vítimas ou cúmplices dessa esbórnia??

  3. Não conheço nenhum exemplo de país governado por esquerdista que tenha dado certo. Podem enganar por algum tempo, mas o resultado final é o fracasso. Com a devida conta sendo apresentada ao povo na forma de desabastecimento, inflação, corrupção(não é exclusividade), desemprego, etc. Deve haver algo entre o capitalismo selvagem e a irresponsabilidade esquerdista que defina um equilíbio onde um país possa crescer, ainda que lentamente, e estabilizar a sociedade.

  4. Grecia, como mulher manhosa, primeiro disse não, para depois dizer sim. Em meio a essa jogada, ganhou o capital especulativo da bolsa.

    O Brasil, por sinal, vem jogando tão mal que está prestes a ser rebaixado. Todos sabem dos riscos desses governos aloprados e protetores de mafiosos. Mas é certo governar para especuladores?

  5. Oh DEUS!
    Como somos mal informados, ingênuos e bobos.
    Acreditamos que Lula pagou a dívida externa e agora emprestamos dinheiro ao FMI.
    Ô seus bobos, se emprestamos dinheiro ao FMI por que atualmente nossa dívida externa está acima de 300 BI?
    Ó DEUS! Porque me fizeste nascer nesta nação e nela deixou-me ser ignorante?

    Nada a ver com a opinião de outros comentaristas. Estou só meditando e tentando ter de Deus uma resposta lógica.

  6. No governo FHC, nossa dívida com o FMI era menos da metade do que os petistas e seus seguidores promoveram de perdas na Petrobrás.
    Tem gente que gosta de se enganar. Fazer o que? Quem sabe, um dia desses, alguém descobre uma vacina!

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