Com o casamento, Lula supera as pedras do caminho na vida pessoal, mas ainda há muitas pedras na política

No casamento de Lula-Janja, celular só do cardiologista e expectativa por comitê suprapartidário da campanha | Blog da Andréia Sadi | G1

Lula deixou de convidar muitos políticos que estão inconsoláveis

Vicente Limongi Netto

No meio do caminho do duplamente viúvo Lula havia as pedras implacáveis da Lava Jato. De repente, no meio do caminho do famoso apenado sumiram as pedras, derretidas pelo sol radiante do Supremo Tribunal Federal. No meio do caminho do Messias de barro apareceram maçantes e sequiosos correligionários, atolados em pedras e vaidades escorregadias

Mas no meio do caminho do boquirroto apareceu também a doce Janja. Visitante habitual na prisão em Curitiba… No meio do caminho, dentro da cadeia, Lula removeu as pedras da solidão e apaixonou-se por Janja. O altar do casamento do ano foi decorado com flores. Longe das pedras, que permaneceram do lado de fora, bloqueando o caminho dos velhos amigos que não foram convidados.

As pedras do casamento foram de algodão doce e chocolate.  O buffet farto saudou o caminho do amor eterno. O caminho do Fundo Eleitoral é rico e generoso. Carlos Drummond de Andrade brindou os noivos e voltou para as pedras luminosas do caminho da eternidade.

NOTAS POLÍTICAS– Nesta terça-feira, o senador capixaba e petista Fabiano Contarato fez irretocável discurso no plenário do Senado. O parlamentar repudiou, energicamente, a completa omissão do Congresso Nacional na defesa dos direitos sociais, em especial o combate à chamada LGBTfobia. Nenhum aparte. Todos calados. Mais preocupados com o próprio umbigo. País de farsantes e omissos. Triste quadra a que vivemos. 

E no telejornal das 18 horas da GloboNews, o apresentador César Tralli foi grosseiro e arrogante, ironizando o ex-presidente e senador Fernando Collor, por fazer campanha eleitoral com o presidente Jair Bolsonaro.

Tralli não é entendido em política e não sabe que Bolsonaro e Collor são correligionários de primeira hora. Collor é do PTB, partido que integra a base aliada do governo, e tem reiterado que o lado dele é o lado do Brasil. Na quarta-feira, Bolsonaro visitou o interior de Sergipe e seu anfitrião foi Collor, que faz política em Alagoas. Este fato demonstra a amizade entre ele e o presidente.

11 thoughts on “Com o casamento, Lula supera as pedras do caminho na vida pessoal, mas ainda há muitas pedras na política

  1. Um amor em tempos de cólera
    por Lúcio Massafferri Salles

    “Empédocles ensinou que dois princípios dirigem os eventos na vida, no universo e na psiquê. Disse que esses princípios estão perenemente em guerra um com o outro. Ele chamou esses princípios de φιλία (Amor) e νεῖκος (Discórdia).” [Sigmund Freud]
    Hoje (18/05) é o dia do casamento de Lula com a sua Janja. Amor é a palavra e é também o afeto. Não há força maior do que essa, a do amor que junta, une, liberta, agrega, cura, cria e transforma.

    É compreensível que o ódio, o ressentimento ou a discórdia, não possam ocupar o mesmo lugar o qual o amor resolve se instalar. Não cabe. Amor e ódio não ocupam o mesmo espaço, no tempo.

    https://jornalggn.com.br/opiniao/um-amor-em-tempos-de-colera-por-lucio-massafferri-salles/

  2. Como não tem nada de objetivo para escrever descreve cenas e situações imaginárias todas levando à falsa conclusão.
    Qual relação do casamento com Fundo Eleitoral?
    É para os incautos concluírem que os custos da festa vieram do Fundo Eleitoral.
    A fórmula é velha. A maioria já percebeu quem noticia e quem inventa usando figuras literárias.
    Ridículo.

  3. Além de fazer apologia ao crime o Limongi esqueceu de comentar que a esposa é uma trambiqueira procurada pela justiça. Aliás o casamento que uniu os criminosos, pois ambos o são, deu origem a mais uma quadrilha no Brasil.

  4. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causou polêmica ao criticar a classe média brasileira e defender o direito ao aborto. As declarações foram dadas em um evento promovido pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, e à Fundação Friedrich Ebert, entidade alemã ligada ao desenvolvimento ambiental.

    Lula disse que a classe média brasileira é escravista. “Nós temos uma classe média que ostenta um padrão de que não tem na Europa, que não tem muitos lugares. As pessoas são mais humildes. Aqui na América Latina chamada classe média ostenta muito um padrão de vida acima do necessário. É uma pena que a gente não nasce e a gente não tem uma aula. O que é necessário para sobreviver. Tem um elemento tem um limite que pode me contentar como ser humano. Eu quero uma casa, eu quero casar, eu quero ter um carro, eu quero ter uma televisão, não precisa ter uma de cada. Uma televisão já está boa”, disse o petista.

    Para o ex-presidente “na medida que você não impõe limite, você faz com que pessoas comprem um barco de quatrocentos milhões de dólares e comprem um outro para para pousar o seu helicóptero”.

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