Com seis meses de antecedência, Silvio Santos conquista o título de Maior Puxa-Saco do Ano. Mas é tudo por dinheiro, claro.

Carlos Newton

A Rede SBT começa a exibir hoje à noite , em cinco eletrizantes capítulos, os depoimentos que Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, gravou para a sensacional novela “Amor e Revolução”. Como já comentamos aqui, apesar de só ser conhecido no Rio Grande do Sul, onde foi deputado estadual, Carlos Araújo será o primeiro entrevistado a ocupar cinco capítulos. Nem mesmo José Dirceu, com toda a sua banca, conseguiu essa exposição na novela.

Na verdade, Carlos Araújo não dirá nada de novo. Vai negar mais uma vez a participação de Dilma Rousseff em ações armadas contra o regime militar, vai contar detalhes sobre o roubo do cofre da casa da amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros e vai falar sobre a prisão de Dilma pelos militares, que ocorreu por acaso.

Como todos sabem, a novela é um fracasso de audiência e de crítica, além de estar repleta de erros históricos. Representa apenas uma forma de Silvio Santos pagar o grande favor que o então presidente Lula lhe fez, quando determinou que a Caixa Econômica Federal evitasse a falência do Banco PanAmericano, que provocaria a quebra de todas as empresas de Silvio Santos, inclusive a rede de emissoras de TV.

Assim, da mesma forma como bajulava os governos militares, com um longo quadro em seu programa aos domingos, chamado “A Semana do Presidente”, estrelado por Médici, Geisel e depois Figueiredo, Silvio Santos hoje bajula os detentores do poder nos governos civis, demonstrando um poder de assimilação impressionante, que lhe garante desde já o título de “Maior Puxa-Saco do Ano”.

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