Comandante do Exército consulta generais antes de anunciar decisão sobre Pazuello

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Charge do Junião (Arquivo Google)

Jussara Soares
O Globo

O comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, afirmou nesta quarta-feira em reunião com o Alto Comando que já está pronto para tomar sua decisão sobre punir  o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar de ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro. A decisão pode ser anunciada até a próxima segunda-feira, 7, mas a expectativa é que seja antecipada.

Segundo fontes militares, o comandante, que é o único responsável por decidir sobre o desfecho para Pazuello, preferiu debater o assunto reservadamente com o Alto Comando diante da sensibilidade do assunto na Força e o fator político de sua decisão. O caso Pazuello criou uma saia justa para o Exército e deixou sob pressão o general Paulo Sérgio, que assumiu o comando da Força em abril.

COM BRAGA NETTO – Nesta quarta-feira, Bolsonaro esteve no Ministério da Defesa onde ficou por cerca de 30 minutos. Nos últimos dias, o presidente vem conversando com o ministro Walter Braga Netto sobre a penalização de Pazuello.

Durante a reunião, segundo relatos ao Globo, os generais de quatros estrelas, que estão no topo da carreira militar, voltaram a fazer ponderações sobre a importância de uma punição a Pazuello.

Contudo, após a conversa de hoje, concordaram que o desfecho escolhido pelo comandante será acatado por todos como uma “decisão do Exército, independentemente da posição pessoal de cada um”, relatou ao Globo um integrante do Alto Comando.

ADVERTÊNCIA – A expectativa mais otimista no momento é que Pazuello não passe de uma advertência verbal – a forma mais branda da punição. O militar está em alta no governo, principalmente, após blindar o presidente em seu depoimento na CPI da Covid. O ex-ministro, no entanto, foi reconvocado para prestar novos esclarecimentos.

Bolsonaro já sinalizou que não quer ver o general penalizado. E, na terça-feira, o nomeou para um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos, órgão ligado diretamente à Presidência. O ato foi visto como um recado de que, embora ameaçado de punição, o ex-ministro conta com o apoio do Planalto.

Na semana passada, Pazuello apresentou sua justificativa por ter ido ao ato. O general, segundo interlocutores, teria alegado que a manifestação não era um evento político-partidário e que não há campanha no país. O mesmo argumento foi usado por Bolsonaro em sua live semanal.

PASSAR PARA RESERVA – Desde que assumiu o Ministério da Saúde no ano passado, Pazuello tem sido aconselhado a passar para a reserva remunerada para evitar a contaminação política do Exército.  Ele, no entanto, tem resistido até agora e, mesmo diante da crise, segue com a intenção de se manter na ativa.

Apesar do mal-estar entre oficiais, somente o general pode pedir para deixar a ativa. Pazuello só irá para a reserva automaticamente em março de 2022, quando termina o tempo dele de permanência no posto de general.

Agora, de volta ao governo, Pazuello comandará a secretaria de Estudos Estratégicos, subordinada à  Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão vinculado à Presidência da República. A SAE é comandada pelo almirante Flávio Rocha. Pazuello deverá receber um salário de R$ 16.944,90.

11 thoughts on “Comandante do Exército consulta generais antes de anunciar decisão sobre Pazuello

  1. Este comandante não sabe comandar, é preciso ouvir seus subordinados, para tomar decisão, por isso Bolsonaro foi elevado a capitão e hoje manda nos generais.

  2. O General Pazuello não transgrediu nenhuma norma militar, nem mesmo disciplinarmente. O evento do qual participou, além de não ser político-partidário, não implicou em violação de lei que acarretasse prejuízo para a força. Todo o resto é mimimi de ressentido e da mídia prostituída pela bandidocracia tucano-petista.
    O general parece estar tomando gosto pela política, se quiser, com o apoio do Presidente, será o próximo governador do Hell-de-Janeiro ou do Amazonas.

  3. Não precisa fazer nada. Por que punição? Hoje matam nas ruas, roubam a torto e a direito, a promiscuidade virou moda, enriquecem com rachadinhas, jumento pode presidir a nação. Vamos ter resignação que o céu pertence aos bons de coração.

  4. Max vênia,o General Pazuello,infringiu as normas disciplinar do Exército.
    E ponto final..

    O que se discute, é o grau da punição. Por isso,o Sr° Bolsonaro,tenta amenizar a situação.
    Ele sabe,que Sr° Pazuello, ficará detido uns 7 dias na caserna e atrapalharia a promoção do camarada a General de Exército.

    Por,essas,e outras o comandante Sérgio, quer anuência do alto comando.

    A meu ver,a punição fica numa advertência registrsdo no boletim interno.

  5. Eu queria ver se o “tosco” teria coragem disso tudo se antes, a “anta” não tivesse medalhado guerrilheiros entre outros e o “cachaceiro” não tivesse dado guarida para um terrorista italiano.

  6. O presidente é o chefe do executivo, dos ministros e comandante supremo das forças armadas. Se quiser demite Pazuello e se quiser o nomeia. O resto é mimimi…

  7. Um elefante branco que mana mas tetas da nação. Produzem nada e consomem leite moça, lagostas, bacalhau, vinhos, charutos, cachaça e disponibilizam suas aeronaves para tráfico de cocaína. Realmente as Forças Armadas do Brasil contribuiram para nós conduzir a um futuro promissor. PÁTRIA AMADA BRAZIL!!!!!

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