Combater a corrupção é atuar pessoal e conjuntamente.

Leonardo Florêncio Pereira

Segundo estimativa da Polícia Militar, 2,5 mil manifestantes estiveram concentrados na Cinelândia, no Centro do Rio, para participar do protesto “Todos Juntos Contra a Corrupção”. Para os organizadores, porém, este número chegou a cinco mil.

Durante o evento circulou um documento para recolher assinaturas com a intenção de acelerar um projeto que tramita no Congresso e que prevê que a corrupção se torne um crime hediondo. uma boa ideia.

Na verdade, a corrupção precisa deixar de ser tão descarada no Brasil. Seus agentes têm de ser ostensivamente execrados, devolvendo-lhes o senso de vergonha, de certo e errado, de consequências, de responsabilidade, com seus atos sendo exemplarmente punidos, em todas as suas manifestações que contaminam o meio social.

Para tanto, precisamos de transparência maior do que a do limitado discurso, justiça social muito além da propaganda, acesso pleno às ferramentas do conhecimento que liberta e fortalece o povo para a cobrança, e um governo consciente e responsável, abrindo caminho para o progresso nacional, que é integrado pela “emancipação” de cada brasileiro.

Precisamos mostrar a cara para demonstrar indignação contra as várias formas de corrupção – isto deve ser o início da nossa resposta. Enfim, são belas as manifestações dos movimentos nacionais contra a corrupção e a favor do voto aberto dos parlamentares brasileiros (para escancarar “quem protege quem” nesse jogo de caros interesses, no qual, sem a devida identificação, não poderemos cobrar o preço), em defesa da justa e necessária PEC 300, da dignidade aos aos bravos bombeiros e policiais, assim como aos profissionais da educação e da saúde e das demais áreas marginalizadas por nossos governos.

Pela efetividade administrativa, penal e cível contra os criminosos que se apropriam do Estado brasileiro (“cadeia, de verdade, neles!”), contra a carga tributária sufocante e ineficientemente evaporada, contra tudo de ruim que já vem de longa data, mas que hoje dispõe de mais ferramentas, inclusive políticas, históricas, sociais e tecnológicas, para o seu combate coletivo e organizado.

Estive na Cinelândia, no Rio de Janeiro, e não resisti aos apelos politizados que nos remetiam à nossa juventude de lutas, com algumas canções antigas, mas infelizmente tão presentes em nossa verdadeira realidade conjuntural e estrutural e tão esquecidas nas bocas, nos corações e nas atitudes populares, mas fortemente carregadas de consciência e de esperança que se renovam em todas as gerações.

Os mais jovens também participavam, ou ao menos comentavam entre si acerca das coisas que precisam urgentemente ser mudadas neste país, como forma de combate ostensivo, direto, multilateral, popular, à terrível chaga da corrupção e da negação ao Estado de Direito, de cima abaixo.

Todos clamavam e pensavam em uma só corrente. Cadeia de verdade, simbolizando o combate firme à impunidade, independentemente de classe social ou política. Reação em forma de organização e de manifestação popular contra a ainda tão descarada corrupção, exibindo-a e combatendo-a. Luta incessante pelo ainda sonhado “Estado Democrático de Direito”

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