Começar tudo de novo?

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Charge do Cicero (ciceroart.blogspot.com)

Carlos Chagas

Fazer o quê, diante desse festival de corrupção envolvendo o Rio de Janeiro? Do ex-governador Sérgio Cabral aos seis entre sete Conselheiros do Tribunal de Contas, cinco deles também presos por meterem a mão nos dinheiros públicos, não sobra nem o Pezão. Para não falar no presidente da Assembleia Legislativa.

Melhor seria dissolver o Estado do Rio, cassando os direitos políticos de seus representantes no Executivo e no Legislativo, sem esquecer de uma faxina em regra no Judiciário. Mas fixar atenções apenas neles? O que dizer de outros Estados, igualmente atingidos pelas mesmas práticas celeradas em suas instituições e em seus poderes?

A Federação morreu. Para cada unidade que a nação se volte, a conclusão será a mesma: lama de Norte a Sul.

Adiantaria muito pouco estabelecer um Estado Unitário, abolindo-se a República Federativa do Brasil. Getúlio Vargas, em 1937, falhou quando mandou queimar as bandeiras e as partituras dos hinos estaduais. Os generais-presidentes fracassaram da mesma forma, ao nomear governadores sem representatividade nem poder. Suprimir os Estados Federados redundaria em nada. Reimplantar a Monarquia também não dá.

Fazer o quê, então, para substituir a corrupção e o roubo?

Fica uma alternativa: começar tudo de novo, com  um adendo:  ampliar o número de cadeias e criar a prisão perpétua.

One thought on “Começar tudo de novo?

  1. Enquanto quem se apropria do que é dos outros, não tiver que devolver com correção monetária, juros e multa, não dará em nada.
    Outro caminho é como foi falado, começar tudo de novo e aí precisaremos de um regime forte para impor o que precisa ser imposto e nesta hora, talvez eu esteja proibido de escrever, como estou fazendo, mas ainda é menos pior do que pessoas sendo assaltadas e mortas, pessoas morrendo na porta de hospitais por falta de vaga, alunos não estarem frequentando aula por causa de greve política e etc, ….
    Em 1964, eu tinha 15(quinze) anos já tinha pequeno conhecimento de política meu pai era assinante do Diário de Notícias e depois do Jornal do Brasil, durante todo o período do governo militar, nunca senti a vergonha que sinto hoje de nossa sociedade.

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