Comentário de Paulo Sólon sobre as reflexões quanto ao islamismo

Paulo Sólon

Perfeito, Carlos Newton. Os árabes (e outros povos muçulmanos) não vão se ocidentalizar, nem a curto, nem a longo prazo. A cultura ocidental, mesmo para os que vieram para o Ocidente, é uma cultura degenerada. Conforme você falou, eles não se misturam. Mesmo no Oriente-Médio, quando houve adesão árabe ao cristianismo no Líbano, por exemplo (influência francesa), tal adesão foi mínima. O próprio Kissinger declarou ao presidente Soleiman Frangié que o cristianismo no Oriente era uma anomalia.

Quando houve aqueles “acordos secretos” entre Kissinger e Assad, o sentido final seria evacuar todos os cristãos daquela região. Pode-se até associar Israel ao mercado sírio-americano e pensar que se os cristãos houvessem partido, seriam substituidos pelos refugiados palestinos.

Kissinger chegou a declarar que havia uma flotilha pronta a evacuar os cristãos. Que “os cristãos  no Líbano eram uma anomalia, os cristãos do Oriente, isto não pode existir”. Estávamos em 1973. Quem salvou os cristãos libaneses de serem deportados, de serem “ocidentalizados”, foi o cardeal Villot, Secretário de Estado da Santa Sé.

Jamais haverá compromisso possível entre o Islamismo e o Cristianismo. Como o Islamismo tende a ser mais puro e a se proliferar, inclusive no Ocidente (como você falou), fica difícil qualquer assimilação, com ou sem Bin Laden.

Tanto Saddam Hussein, quanto Bin Laden, não podem ser exemplos de arautos do Islamismo, já que ambos foram colaboradores dos americanos.

A atual administração do presidente Obama divulgou que sepultou o corpo de Bin Laden no mar “porque nenhum país iria receber o corpo do maior terrorista em seu território”.
Claro que nenum país iria recebê-lo, penso. Mas não por isso. A Russia e qualquer país árabe não iriam recebê-lo exatamente por ter sido um grande colaborador dos americanos por ocasião da guerra contra os russos no Afeganistão.

Sempre falei que qualquer país se utiliza dos colaboradores, mas os desprezam. O que faz sentido. Quando o colaborador se sente desprezado, após ter prestado seu serviço sujo de colaboração, ele passa a nutrir ódio contra o país para o qual colaborou. Se possuir poder, ou fortuna, tal ódio vai se manifestar em campanhas contra, e até em ações armadas.

Não sei por que, mas toda vez que penso em colaborador me vem à mente aquela expressão de menopausa intelectual e de covardia de colaborador do ex-presidente FHC. Diz o Helio Fernandes que ele sempre foi financiado pela Fundação Ford. Mas, claro, isto não impede de ser e de se sentir desprezado pelos americanos, os quais odeiam traidores.

Bin Laden foi financiado pela Fundação U.S.A., e deu no que deu.

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