Comentarista da Tribuna se une ao protesto dos bombeiros na Alerj

Antonio Rocha

Estivemos sexta-feira, à tarde, lá na Alerj, apoiando a luta pacífica do bombeiros e suas famílias. As senhoras preparando o almoço e tudo muito ordeiro, muito limpo; dois meninos de aproximadamente 1 ou 2 anos de idade brincando sob os olhares das mães. Também uma senhora idosa, mãe de um dos bombeiros presos, em Niterói.  E o pai de um dos policiais presos. Vi alguns mendigos e moradores de rua recebendo caridosamente pratos de comida.

Ao longo da tarde sindicatos como o Sindipetro-RJ e movimentos sociais como o MRLB – Movimento de Resistência Leonel Brizola, uma senhora falou representando os brizolistas. O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), chegou de Brasília e mostrou um abaixo assinado de apoio que ele mesmo iniciou, com as assinaturas de representantes de todos os partidos. Os deputados estaduais Marcelo Freixo e Janira Rocha (PSOL-RJ) e Paulo Ramos (PDT-RJ), que é oficial reformado da PM. Muitos militantes do PSTU e PCB com suas bandeiras.

O Sindicato da Polícia Civil veio apoiar o movimento. Foi informado que a PM estava solidária e o Partido Militar Brasileiro, ora em formação, também veio se solidarizar.

No âmbito estudantil: ANEL – Associação Nacional dos Estudantes Livre; e MEP – Movimento dos Estudantes do Povo. Todos de caras pintadas. Meus cabelos brancos sentiram falta dos representantes da UNE – União Nacional dos Estudantes e da UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas. Um grupo do movimento Gay estava lá com sua bandeira.

No final da tarde chegou a passeata dos professores e alunos caras pintadas, vindos da Candelária e foram recebidos com um bonito coro: “Oooooô, Educação chegou”. Era o apoio do SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação.

O ato público teve início com o Hino Nacional Brasileiro, o Hino do Corpo de Bombeiros e o Hino da PM, no caminhão de som, acompanhados por todos.

Então foi falado que os 439 bombeiros presos tinham sido libertados e iriam responder em liberdade os processos administrativos. Foi esclarecido que a mobilização ia continuar e a luta idem, até que todos sejam anistiados.

O deputado Chico Alencar disse que no Congresso Nacional já tiveram início os procedimentos para a anistia, mas que por motivos burocráticos e de tramitação. demora um pouco, então um bombeiro esclareceu: “É anistia ampla, geral e irrestrita”.

Os ônibus passavam, nas janelas os passageiros acenavam sorrindo, automóveis idem. Transeuntes pediam uma fitinha vermelha ou um adesivo para as suas roupas. Uma tarde belíssima !

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