Comissão da Verdade está colhendo o que plantou…

Lavenére-Wanderley

Carlos Newton

Depois que o criminalista José Paulo Cavalcanti, uma das sete personalidades indicadas pela presidente Dilma Rousseff para a Comissão Nacional da Verdade, disse ao Estado de S. Paulo ter sempre defendido que o grupo também investigasse ações dos grupos de oposição armada contra a ditadura militar, acrescentando que a História é feita pelos dois lados, agora é a família do lendário Tenente-Brigadeiro Lavenére-Wanderley que vem a público contestar o relatório final da Comissão, em termos duríssimos. Confiram a carta-aberta à Força Aérea Brasileira que vem sendo divulgada nas redes sociais pelos parentes do ex-ministro da Aeronática e ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

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UM PROTESTO VEEMENTE

A família de Nelson Freire Lavenére-Wanderley vem a público para protestar
veementemente contra a absurda e mentirosa afirmação da Comissão da Verdade
de que o referido seria responsável por qualquer tipo de crime em sua vida
e/ou em sua carreira militar.

Sua vida inteira foi marcada por um espírito nacionalista, patriótico e de
Homem de bem. Seus contemporâneos, no país e no exterior, que o conheceram,
independente de credo político, guardam dele a melhor lembrança que se pode
ter de uma pessoa honrada e de princípios.

Suas virtudes são comprovadas pelos conhecidos, amigos, colegas de farda,
familiares, por quem com ele conviveu ou o procurou e pela História da Força
Aérea Brasileira registrada até ontem.

Mesmo após reformado, permaneceu se dedicando exclusivamente a assuntos
vinculados à Aeronáutica, como historiador e conferencista.

Sem poder imaginar essa mentirosa insinuação que hoje lhe fazem e
expressando seu amor à FAB ele disse: “A epopéia do Correio Aéreo Nacional
não terminará; ela se transfere, de geração em geração. Sob novos tempos,
ela prosseguirá impulsionada pelo anseio que empolga a Força Aérea
Brasileira de servir à Pátria, de ser útil e de participar da integração e
do desenvolvimento nacional”.

No decorrer do texto do relatório da comissão, seu nome surge pelo fato de
que em 4 de abril de 1964, ao assumir o comando da 5ª Zona Aérea foi
alvejado com tiros, dos quais 2 o acertaram, desferidos por um oficial a
quem dera voz de prisão e que, ato contínuo foi morto por um 1 tiro dado por
um terceiro oficial presente no recinto de seu gabinete.

O fato foi largamente divulgado por toda a mídia nacional, foi instaurado um
inquérito para apuração dos fatos e um processo penal que absolveu, em todas
as instâncias, o oficial que alvejou o insubordinado. Até a viúva do oficial
morto, em carta aberta publicada no jornal O Globo, se manifestou elogiando
o Comandante por ter mandado prestar honras militares ao oficial por ocasião
de seu enterro.

Durante os depoimentos para comissão, a verdade foi distorcida, escamoteada
e escondida para que o falecido fosse considerado vítima militar da
revolução e justificasse uma indenização. Para isso então surgiu uma versão
de que o mesmo teria sido vítima de rajada de metralhadora nas costas, com
16 perfurações apontadas numa perícia médica.

Essa versão teve sua revogação pedida por participantes da comissão, mas
esta optou por não discutir se a morte ocorreu por legítima defesa e
salientou-se que o deferimento da versão já dada se concretizou por decreto
presidencial e que a CEMDP não teria competência para revogá-la e assim
permanece até hoje, conforme consta nas páginas 60 e 61 do Direito à Memória
e à Verdade da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da
Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da Republica, de
2007.

A acusação de crime é contra o “Patrono do Correio Aéreo Nacional”, título que
lhe foi concedido, em 12 de junho de 1986, em reconhecimento à sua carreira
militar e ao seu legado para a FAB. Principalmente, por seu pioneirismo no
CAN, onde, junto com Eduardo Gomes, Lemos Cunha, Casemiro Montenegro e tantos outros
traçaram os caminhos que hoje unem a Nação Brasileira.

Em Ordem do Dia do Comandante da Aeronáutica em 12 de junho de 2014, foi
dito: “HOUVE UM DIA EM QUE PIONEIROS EMPUNHARAM O ESTANDARTE DOS
BANDEIRANTES E COMEÇARAM A SEMEAR, POR ESTE IMENSO PAÍS, AS OPORTUNIDADES DO ENCONTRO, DA SOLIDARIEDADE E DA INTEGRAÇÃO. HÁ OITENTA E TRÊS ANOS, OS
TENENTES NELSON FREIRE LAVENÉRE-WANDERLEY E CASEMIRO MONTENEGRO FILHO
VENCERAM A SERRA DO MAR E FIZERAM DO 12 DE JUNHO DE 1931 UM MARCO DE
PATRIOTISMO E TENACIDADE”.

O mesmo Homem que entre as inúmeras homenagens que a FAB lhe prestou
ressaltamos apenas a última, ocorrida em 15 de outubro de 2014, quando foi
inaugurado um auditório na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da
Aeronáutica com seu nome, é apontado no relatório final da Comissão Nacional
da Verdade como responsável por crimes cometidos.

Não é justo, moral nem ético que a FAB, que ressalta entre seus valores a
liderança, como motivador de seus subalternos; o servir à Pátria, como
essência de exemplo; a honra, como decoro da classe; a coragem, traduzida
pela franqueza, perseverança e firmeza de atitudes e de convicções e a
lealdade, como compromisso assumido com a Instituição e junto a seus
superiores, pares e subordinados, não se pronuncie a respeito dessa acusação.

(texto enviado por Mário Assis)

35 thoughts on “Comissão da Verdade está colhendo o que plantou…

  1. Demorou, mas agora aqui no blog, o CN assumiu a “função” de repercutir as “posições” dos milicos de pijamas quanto ao brando relatório final da Comissão Nacional de Verdade. Não se esconde a história com uma pá de cal sobre os cadáveres da ditadura. O criminalista José Paulo Cavalcanti está querendo mesmo “aparecer na foto”… buscando alguns minutos de “exposição midiática”.

      • Ricardo Sales. tu esqueceu de citar a bomba que explodiu no colo do sargento no Rio Centro… Esses milicos são tão incompetentes na”arte da guerra” que se acidentam em “trabalho”, mas ágeis e sádicos em torturar e matar ativistas políticos. Sem política não existe sociedade humana organizada.

        • Pode responder a minha pegunta ou não? Eu lhe pergunto uma coisa você diz que eu esqueci outra.
          Esta bomba do Riocentro a tal comissão apurou e a outra que você não respondeu.

          • De certo você acredita da “versão” do comando do então II Exército. Te pergunto como um “comando guerrilheiro” se aproximaria do QG na rua Tutóia ou dos prédios residencias que serviam de moradia para os oficiais nas imediações, para explodir o “carro bomba”, que a rigor não era um carro-bomba? Se toda o entorno era muito bem “policiado” pela PE! É sabido que os comandos “milicos de pijamas” detronavam os próprios “recos” afinal eles não eram propriamente militares, e sim conscritos. Tão somente jovens de periferia “incorporados” ao Exército pelo “serviço militar obrigatório”. Dado a parceria dos militares golpistas e a “grande imprensa” faziam “propaganda” de terror para atemorizar a população. Lembro-me bem das daqueles cartazes asquerosos com retratos 3X4 afixados em locais públicos, ônibus, por exemplo.

    • Cesar Rocha,
      Acho que você deve pedir ao papa a canonização de todos os guerilheiros mortos e vivos, já que eles continuam “fazendo milagres”. Toma vergonha e não torre a paciência alheia.

  2. Na tal “ordem do dia”… ao invocar o “espírito” dos bandeirantes, vê-se como está impregnado na índole militar o sentimento de “capitão do mato”. Exceto os “pracinhas” da FEB que lutaram e muitos morreram (inclusive um tio meu) na Itália e a figura insigne do Marechal Rondon, o papel histórico do Exercito brasileiro é por demais questionável. Estiveram sempre a serviço (braço armado) de segmentos dominantes que sempre rapinaram o país. Desde o Collor as Forças Armadas brasileiras estão sob um desmonte político, à espera de no futuro, quem sabe, haver sua reconstituição com realmente as Forças Armadas do País, entretanto, enquanto esses “milicos de pijamas” golpistas, torturadores e assassinos ainda estiverem vivos e vociferando , não será possível termos a profissionalização “patriótica” das Forças Armadas… Um jornal paulistano, na edição de domingo passado, “traçou” o perfil de um dos lideres dos protestos contra Dilma na avenida Paulista: o sujeito é militar aposentado da Marinha, que tinha uma empresa “prestava serviços terceirizados” à Petrobrás! Faliu e “culpa” a Dilma pelo seu “insucesso” nos negócios, ou seja, todos mamam na petroleira brasileira.

  3. Essa gente chapa-branca de agora jamais compreenderá a democracia. Assim também era no tempo da ditadura militar, quando todos que foram contra ela como nós, eram taxados por seus apoiadores, de esquerda. Agora, no exemplo acima, observa-se o mesmo pelo lado daqueles que apoiam e até se beneficiam desse governo corruPTo. Eles vêm com a mesma história acusando aqueles que colocam fatos aqui, que o país todo assiste, de direitista, entreguistas, milicos,etc.

    • Mauro Julio Vieira: o Golbery do Couto e Silva “aparelhou” todas as empresas estatais… nomeou para duas diretorias uma quantidade enorme de coronéis… depois essas caras saiam para “trabalhar” como “diretores” das multinacionais que aqui se aportaram na esteira do II PND, principalmente na “instalação” do “parque petroquímico”. O intento era elementar: passarem informações estratégias de interesse do país para essas empresas multinacionais. É mesma lógica de hoje: os altos burocratas saem do governo e vão trabalhar em bancos e consultorias financeiras… E ainda vem com essa lorota de militares (Exército) são patriotas! Rarrará.

  4. Tem um petralha, defensor de corruPTos, fazendo defesa da comissao nacional dos perdedores revanchistas. Pra ele, ditadura comunista é democracia, e atentandos e assassintos do EI é livre manifestaçao, rs!
    Se os militares brasileiros tivessem fuzilado todos os comunistas como fez o “democrata” Fidel, essa palhaçada nao estaria acontecendo.
    Ta ai o modus operandis da esquerda, sempre perigosos e eternamente covardes: nao sabem perder.

    • Emerson “Milton” Tavares: teu comentário é o típico e retrógrado dos “direitistas frustrados e impotentes” que tem o blog como divã de lamúrias. Vocês direitistas, não fazem a história. Tentam reter-lhe a marcha. Para angustia e desespero de fascitóides como você a “história anda”! Por que ela é feita/escrita pelos atores do “jogo” social numa sociedade de classes, de herança escravista, como a nossa. Boas festas nesse fim de 2014, que a direita “sonhou” em retomar o controle do aparato do Estado. Em tempo: o general Milton Tavares foi comandante do II Exército, sediado lá em São Paulo.

  5. Prezado Cesar Rocha

    Realmente fica difícil dialogar com você. Fatos que agora fazem parte da história do Brasil, você o diz que nunca existiram, o soldado explodido tá vivo, a pensão especial que o congresso votou também não existe .
    Impossível uma troca de ideias com o senhor, lamentável.

    • Dileto Ricardo, de fato o “diálogo” entre nós não será convergente na perspectiva do “consenso progressivo” kantiano. Por uma razão (motivação) simples: Estamos em lados opostos da compreensão da história sombria empreendida pelos milicos golpistas, financiados por “empresários” ladrões e corruptos. Ademais tua argumentação “dedutivista” instaura a “circularidade” nos teus argumentos. Paz e bem. Boas festas

  6. Claudia Maria Madureira de Pinho: Pela memória de meu pai

    Papai não cometeu crimes contra a humanidade. Tentou evitá-los. Foi escolhido para o cargo para isso. Por seu perfil. Era a missão. Acreditava na instituição do Exército

    Pouco após o assassinato de Vladimir Herzog dentro de sua cela no DOI-Codi, em São Paulo, o presidente Ernesto Geisel e o ministro do Exército, Sílvio Frota, convocaram meu pai ao Planalto. Desejavam que assumisse o comando do Centro de Informações do Exército, o Ciex. Precisavam de alguém que acabasse com o horror dos porões. Papai, o general Antonio da Silva Campos, não queria o cargo. Em família o pressionamos para que passasse à reserva. Era uma ordem, ele a acatou. (Mantinha o pedido de saída para a reserva pronto na gaveta.) Por conta desta passagem de pouco mais de um ano pelo comando do Ciex, seu nome foi listado entre os 377 responsáveis por crimes contra a humanidade da Comissão da Verdade.

    O que leva um nome a ser colocado como responsável por crimes contra a humanidade em um relatório oficial? Ele é citado três vezes no documento, todas de forma vaga. Mas está na lista. Os membros da comissão sequer descobriram o ano em que nasceu ou aquele em que morreu. Puseram seu nome entre os responsáveis pelo pior de todos os crimes que um ser humano pode cometer sem, ao menos, ter o respeito, a decência, de buscar saber de quem se tratava.

    A Geisel e Frota, naquele dia, papai argumentou que não tinha o perfil. Que sua vida no Exército havia sido toda baseada no respeito à Convenção de Genebra. “Quem aceita tocar num fio de cabelo de um preso”, lhes disse, “ainda mais torturar, é um ser doente.” Não eram militares de fato. Eram pessoas “a quem nenhuma ordem é capaz de conter”. Como de fato nenhuma ordem conteve. Durante aquele ano do Ciex, que passou viajando de quartel em quartel tentando impedir a barbárie, perdeu dez quilos.

    Papai nasceu em família pobre. Sua mãe, imigrante portuguesa, foi uma empregada doméstica que jamais aprendeu a ler. Entrou nas Forças Armadas porque ali poderia estudar, encontrar futuro. Se fez voluntário para combater o fascismo durante a Segunda Guerra. Foi preso e arriscou corte marcial porque se recusava a separar soldados brancos de negros em seu pelotão durante paradas. Contava a história do único homem que soube ter matado, um soldado alemão, na Batalha de Montese. Lance de sorte: sacou mais rápido, disparou. Seguindo as regras, retirou do corpo o cordão de identificação que seria enviado para as forças inimigas e manuseou sua carteira. Lá, encontrou a foto de uma mulher e de um bebê. No meio de um tiroteio, nunca se sabe se uma bala feriu ou matou. Mas, naquele momento, ele soube. Os pesadelos com aquela imagem o perseguiriam pelo resto da vida.

    Entre seus melhores amigos estavam vários militares cassados pela ditadura. Dentre eles, o brigadeiro Rui Moreira Lima. Estão, como papai, mortos. Não podem vir à frente e depor em seu nome, contar quem foi Antonio da Silva Campos. Mas eu, sua filha, posso.

    O período da ditadura foi difícil para nós. Eu ia às passeatas pedir a volta da democracia, ele implorava que ficasse em casa. Tinha medo de que, se desaparecesse, não conseguiria me localizar. Ainda tenente-coronel, no fim dos anos 1960, foi responsável direto por um preso político, na Vila Militar. Almoçava com ele. Talvez ainda esteja vivo. Foi libertado e retornou para visitar meu pai.

    Papai não cometeu crimes contra a humanidade. Tentou evitá-los. Foi escolhido para o cargo para isso. Por seu perfil. Era a missão. Acreditava na instituição do Exército. Talvez não devesse. De fato comandou o Ciex em 1976 e 1977. Mas, por honestidade, por integridade, no mínimo por uma questão de decência, antes de listar seu nome entre alguns dos homens mais abjetos que passaram pelas forças militares brasileiras, deviam se informar sobre quem foi.

    Mas não fizeram, sequer, uma busca no Google.

  7. Alguns comentaristas mais apressados quando analisam o Exército dificilmente conseguem ser originais, e por um simples motivo:
    Não o conhecem por dentro e por fora.
    Repetem textos de jornalistas, sociólogos, comunistas, socialistas, que sempre foram contra as FFAA, renegando o passado brilhante do militar brasileiro.
    O que mais me deixa indignado e incrédulo, é que não se dão conta de um detalhe de suma importância para suas conclusões obtusas e irreais:
    O Exército não é um organismo independente do Brasil!
    Ele faz parte desta Nação; obedece ordens do Presidente da República; os militares no golpe de 64 não agiram por iniciativa própria, mas foram impelidos pela sociedade civil e alguns políticos de renome.
    Há dez, quinze dias, tive uma discussão com um comentarista, que não entendeu o meu ponto de vista a respeito de também os assassinos e terroristas da esquerda serem investigados por esta Comissão, que desconsiderou o outro lado da moeda ou, então, optou por uma versão previamente escolhida para apresentar o relatório que muitos divergem.
    Não há como aceitar a tortura, um crime abominável, covarde, insano.
    Os militares que usaram deste expediente brutal deveriam ser presos e condenados pelos crimes cometidos, CASO NÃO EXISTISSE A LEI DA ANISTIA!!!
    Na razão direta que beneficiou torturadores da direita, no sentido de que tais episódios fossem investigados profundamente, o mesmo teria de acontecer para os terroristas da esquerda, razão pela qual a mesma violência que empregaram contra civis, as mesmas torturas, sequestros e assassinatos, poderiam vir à tona e a verdade nua e crua fosse então apresentada em definitivo.
    MAS, DE AMBOS OS LADOS.
    A Comissão da Verdade se inspirou no Julgamento de Nuremberg, onde somente os nazistas estavam no banco dos réus.
    Ora, crimes de guerra aconteceram tanto pelos Aliados quanto pelo Eixo.
    Hiroshima, Nagasáqui, Dresden, o confinamento de japoneses pelos americanos em solo do Tio Sam, os campos de concentração japoneses no Pacífico, onde milhares de fuzileiros navais aliados morreram de sede, fome e doenças, enfim, a guerra sempre foi um espetáculo de horrores, da mente doentia do ser humano quando o seu ego sobrepuja a razão, e seu desejo de poder impede que constate a realidade ao seu redor.
    Se o objetivo era a verdade verdadeira, a omissão dos que tiveram o mesmo comportamento de alguns militares que a Comissão desconsiderou, definiu esta investigação como meramente política e uma forma altamente traiçoeira, maldosa, mentirosa e enganadora, que os terroristas e bandidos que empunharam armas contra as FFAA, lutavam em defesa da restauração da democracia!
    MENTIRA TORPE, SOLERTE, mais para agradar a presidente Dilma, que participou ativamente desses bandos de assaltantes, aproveitando-se da situação para aventuras típicas da juventude, aliada à irresponsabilidade de atos que em nada eram favoráveis à tal democracia que defendiam, para reescrevem a história, querendo passá-la a limpo, como se fosse possível!
    Portanto, se os militares acusados de crimes contra a Humanidade foram apresentados pelo relatório da Comissão, e não serão punidos porque protegidos por lei, repito, a Lei da Anistia, por que postos de lado os terroristas que também estão sob a salvaguarda da mesma lei, e que seus atos violentos fossem igualmente verificados e viessem à tona devidamente esclarecidos?
    Agora, essas versões fantasiosas que atribuem somente aos militares a ditadura por vinte e um anos, faz-se mister também esclarecer a participação de muitas autoridades civís, que deram apoio integral à tomada do poder pelas FFAA, e que seus nomes não foram mencionados pela Comissão, em franca oposição à realidade dos fatos à época, e a continuidade desta forma deplorável de se esconder a verdade para o povo.

  8. Perfeito Amigo Bendi.
    Comissão da Verdade ?
    Nem tanto, nem tanto, porque bem tendenciosa.

    Feliz Natal e promissor 2015, com saúde e Paz,
    são meus votos, extensivos a digna família.
    Abraços do Camilo

  9. O interesse de muitos que se dizem brasileiros, não é, nem nunca foi, o Brasil.
    E não falo só do PT. Falo sobretudo dos que manobram por fora dos holofotes, quase invisíveis.
    Há muita lorota na atualidade e muito receio de que fatos escabrosos aflorem em sua plena realidade.
    E muito menos, mas muito menos mesmo, querem que se constate quem financiava a nossa ditadura e quem ensinava os nossos Bolsonaros de então a extrair, mediante tortura, informações que lhes conviessem.
    Há muito mais por aqui, do que a minha vã filosofia já detectou.
    A entrega nacional vem de longe e é mascarada por estas discussões baratas que só servem ao que pretendem os apátridas entreguistas.
    Is this Brazil?

    • Cordioli,
      Certamente os “apátridas entreguistas”, que te referes são aos petistas, correto?!
      Há doze anos que constatamos um partidarismo que substituiu o patriotismo e, a ideologia, que está no lugar dos ideais do povo brasileiro.
      Afora a dilapidação do patrimônio nacional, o PT entrega parte do Brasil para Cuba, Venezuela, Argentina e Bolívia.
      Neste aspecto, a conduta dos petistas está comprovada como apátrida e entreguista, diante da corrupção e desonestidade que lhes são próprias, características indeléveis de um partido de fascínoras, mercenários, traidores do povo e deste País!

  10. Camilo, meu caro,
    Não há meia verdade.
    Ou ela é apresentada de forma ampla, investigada, fatos comprovados e testemunhais ou perde o seu valor essencial:
    A verdade.
    A Comissão apenas relatou a versão de um lado.
    Evidente que foi aquele que mais sofreu, padeceu, foi perseguido, torturado, morto e desaparecido, injustiçado.
    Por outro lado, aqueles que enfrentaram o regime de exceção também cometeram as suas barbáries, e tentam enganar incultos e incautos que lutavam pela redemocratização quando, sabem os mais velhos, queriam a implantação de um regime à lá Cuba.
    Diante da Lei da Anistia, que veda julgamentos dos acusados de tortura – crime contra a Humanidade, mas perdoado por acordo entre os envolvidos -, a Comissão teria o dever de ir a fundo nesta parte da história ainda nebulosa, desconhecida da maioria do povo brasileiro, pois decorrida há mais de quarenta anos!
    Que também fossem nominados os civis que ajudaram o golpe militar;
    Os terroristas que mataram, sequestraram, torturaram seus próprios companheiros;
    Aqueles que se aproveitaram do momento e partiram para crimes comuns, roubando bancos, invadindo residências, fazendo as suas tocaias;
    A verdade, enfim e definitiva, sobre o Araguaia.
    Não foi o que aconteceu.
    Do lado de “lá”, dos tais guerrilheiros, a versão é que lutavam pela democracia, quando não passa de um trote ao povo, e reles tentativa de se reescrever a história.
    Logicamente excetuo o pessoal que se manteve pacífico, mas que sofreu a ação do regime porque escritores, jornalistas, atores, alguns políticos, servidores públicos, pessoas comuns que, por pensarem diferente ou pelas críticas ao comportamento das FFAA e aliados a civís, foram cruelmente injustiçados.
    Aliás, a meu ver, as pessoas que pagaram caro quando presas, independente de não terem participado de atos terroristas e subversivos, mas foram torturadas e algumas assassinadas e seus corpos desaparecidos, foi em decorrência dos atos de violência pela turma de bandidos, que não lutavam pela liberdade de expressão, contra o regime de exceção, contra a abolição dos Direitos Civís, pela cassação de mandatos, expulsão das faculdades públicas, mas queriam o regime comunista, um Brasil em revolução, e esperavam que parte da população iria lhes apoiar, o que não aconteceu.
    Certamente, PARTE desse padecimento que os cidadãos pacíficos e de bem foram submetidos, eles devem à esquerda “revolucionária”, que se utilizava do mesmo expediente condenável de seus perseguidores.

  11. “Entrega nacional” . A esquerda e seus chavões.

    Para a nação o que interessa são os impostos que qualquer empresa, nacional ou estrangeira, paguem a ela.

    É assim em todos os países sérios.

    O interessante é que os militares daqui, quando no poder, estatizavam tudo. Só Geisel fez 400 estatais.
    Não esquecer que a ditadura, que dizem ser de direita cassou Lacerda, este sim de direita.
    Tanta coisa falada, mas verdade, verdade mesma…

  12. Diferentemente da maioria das FFAA da América Latina, as FFAA BRASILEIRAS nunca foram uma Casta, pelo contrário, sempre foram POPULARES, integrando em seu Oficialato e Graduados, Brancos, Negros e Índios, com tradição que vem desde as Guerras de expulsão dos Franceses, Espanhóis, especialmente dos Holandeses nas grandes batalhas dos montes Guararapes, a 1ª e a 2ª, onde o Gen. FRANCISCO BARRETO integrou Forças Brancas do Gen. JOÃO FERNANDES VIEIRA, Negras do Gen. HENRIQUE DIAS, e Índias do Gen. FELIPPE CAMARÃO conseguindo grandes Vitórias contra um Exército de uma Potência Mundial que estava muito bem armado e principalmente artilhado.
    É muito difícil julgar com JUSTIÇA, hoje felizmente em tempos de Paz, ações de Guerra cometidas no ardor do Combate, mas fiquem tranquilos que se nossas FFAA forem INJUSTIÇADAS, saberão se DEFENDER.

  13. Tomara nunca tenhamos o terceiro turno no julgamento dos atos praticados pela famigerada comissão nacional da verdade (tudo com letras minúsculas). Aliás, como pode ser da verdade se aqueles que a instituiriam desconhecem ou desrespeitam isto?
    Ao longo dos anos, por diversas vezes, em muitos lugares e para pessoas dos mais diferentes segmentos, tenho indagado: quem delegou ao grupo dos hoje “torturados” e entregou-lhe a responsabilidade de reconquistar a democracia a qualquer preço? A partir da resposta, poderemos definir a quem cabe o ônus dos atos praticados e dos seus resultados.
    Em resumo: quem solicitou e/ou autorizou os revolucionários praticarem atos criminosos e oferecer-se como vítima em defesa da nação e da prática política que desejavam adotar no Brasil?
    Acho muito engraçado alguns, de um só lado, receberem pensões do estado – do nosso bolso e, o outro lado que também teve vítimas – entre militares e civis, não merecerem o mesmo tratamento.
    Amanhã poderemos ter a segunda fase da comissão nacional da verdade: a da outra metade da verdade.
    Se num futuro, distante ou não, acusados injustamente ousarem buscar reparação no judiciário, novamente o povo omisso pagará a conta.
    Ou será a comissão?

  14. Quem explode um ser humano ou elimina outro esfacelando o crânio a coronhadas, ou ainda explode um aeroporto matando vários civis, pode ser considerado menos torturador? Ademais quem se arma para o combate deve estar pronto para perder, principalmente se o adversário é mais forte. Feliz Ano Novo.

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