Comissão de parlamentares se reunirá com Barroso para discutir sobre as eleições municipais

Barroso tomou posse nessa 2ª feira como o novo presidente do TSE

Isabella Macedo
O Globo

Após os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confirmarem que o Congresso estuda o adiamento das eleições municipais deste ano, uma comissão de parlamentares deve ser formada ainda nesta semana e se encontrará nesta sexta-feira com o ministro Luís Roberto Barroso.

Barroso tomou posse nesta segunda-feira como o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e comandará a Corte eleitoral. Os senadores decidiram em reunião de líderes, que não deverão votar nenhuma matéria envolvendo as eleições municipais deste ano antes do dia 30 de junho.

MANDATOS – Até lá, os congressistas vão analisar como se desenvolverá a crise do novo coronavírus e manterão conversas com técnicos do TSE para avaliar os cenários. Barroso já afirmou diversas vezes ser contra a prorrogação de mandatos ou a coincidência das eleições municipais com as gerais em 2022.

Integrante da Comissão Diretora do Senado e líder do PDT, afirmou que uma comissão de senadores e deputados irá, acompanhada de Alcolumbre, ao Tribunal para discutir o tema nesta sexta-feira.

“Ficou decidido que essa comissão, que vai junto com o presidente Alcolumbre, sentará com o ministro Barroso e também com uma comissão do TSE para conversar sobre as eleições”, afirmou o senador em vídeo.

ADIAMENTO – Na semana passada, Maia e Alcolumbre já tinham admitido a possibilidade de adiamento da eleição deste ano, que poderia ser marcada entre 15 de novembro e 6 de dezembro deste ano. Para que o dia das eleições seja alterado, é necessário aprovar uma Emenda Constitucional. A previsão das eleições no primeiro domingo de outubro é determinada pela Constituição.

Também na semana passada, Barroso afirmou que o TSE também estuda prorrogar o horário de votação, dividir em turnos de horários ou realizar o pleito em mais de um dia. A desvantagem na última opção, contudo, seria o aumento no custo da eleição.

“Há um problema nisso, que é o custo, porque as eleições envolvem o custo da alimentação de todos os mesários e de um convênio que o TSE tem com as Forças Armadas para a segurança das eleições e das próprias urnas. Eu já pedi para fazer essa conta e nós gastaríamos em torno de R$180 milhões para dividirmos as eleições em dois dias. É muito dinheiro em um momento de crise fiscal e de muitas dificuldades que o país está enfrentando”, disse o ministro.

7 thoughts on “Comissão de parlamentares se reunirá com Barroso para discutir sobre as eleições municipais

  1. Acho que a hora é propícia para começar a modernizar e moralizar as eleições no pais. Algumas humildes sugestões para essas próximas eleições:Limitar a propaganda, comícios e demais atividades de campanha a um período bem curto, talvez quinze dias(economiza despesas e promessas mentirosas), exigir dos candidatos o registro em cartório eleitoral de seu projeto de governo com um elevado nível de detalhamento (não poderão ser divulgadas na campanha propostas e promessas que não constem do projeto, sob pena de censura e elevada punição pecuniária por parte do TSE) e registrar e publicar o curriculo detalhado dos candidatos. Sonhar não é proibido, e é com sonhos e ações positivas que poderemos sair deste lamaçal sócio-político.

  2. Basta de eleições picaretas, que os interessados em cargos eletivos, que sejam submetidos a concurso público padrão, e que sejam escolhidos os melhores cérebros dos municípios. Basta de picaretagem eleitoral, pois isso não é democracia coisa nenhuma, está mais para bandidocracia.

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