Como dizia Rubem Braga, a poesia é necessária

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TREM DO TEMPO

Paulo Peres

Ferro e aço
Tempo e espaço
Cidade e sertão
Estória e paixão

A saudade sobre o trilho
Vida, estrada, maquinista
Soluça o velho estribrilho
Da memória anarquista

Que o ecoa, ressoa,
Resiste e insiste
Reter o apito final
Perto do canavial

Na partida deste trem
Que o destino fez refém
É a última viagem
Vão demolir a estação

Toca o sino da igreja
A aldeia lacrimeja
O açoite da emoção
Fez calar a estação

Quando o sonho acordar
Gente triste irá sorrir
Trem em festa vai ligar
O Oiapoque ao Chuí…


 

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