Como dizia Rubem Braga, a poesia é necessária

Muitos comentaristas gostaram da publicação de poesia e estão enviado suas próprias obras para postagem, como Batista Filho. Faça como ele, tire o poema da gaveta (ou da cabeça) e mande para nós. Se tiver alguma crônica, também. Afinal, a crônica também é necessária…

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DAS PALAVRAS

Batista Filho

Quem disse
que as palavras não voltam?
Voltam, sim!
Elas sempre voltam
… metamorfoseadas.

Se carinhosas,
ditas – quase sussurradas,
retornam em olhares
(ternos e agradecidos),
beijos e abraços
… doces afagos.

Metamorfoseadas,
as palavras, sempre voltam.

Se ríspidas,
as palavras,
golpes de faca!
– espelham n’outro rosto,
revolta e mágoa;
sonoras imprecações,
sentidas lágrimas.

Ainda duvidas?!

Se por vezes,
as palavras emudecem,
ou se tornam silêncios doridos
… ou ainda, simplesmente ecos
(cada vez mais distantes),
até sumirem ao longe,
deixam no peito
um vazio tão grande!

As palavras,
mesmo as que se vão
longes abissais,
sempre voltam
(mais ou menos dia),
para o aconchego da alma,
donde partiram
numa manhã de sol
… ou numa noite fria.

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