Como dizia Vinicius de Moraes, não mais do que de repente, a monótona eleição para a Presidência se tornou sensacional. E pode haver segundo turno.

(Interino)

Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra que, faltando apenas seis dias para a votação, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno. Seria o efeito Erenice Guerra, aquela amiga de fé, irmã, camarada, que faz pela família qualquer negócio, desde que todos sejam pagos pelos cofres públicos? Ou seria uma resposta do eleitor ao exagero empenho do presidente Lula para eleger sua sucessora, com a dedicação chegando a tal ponto que muitas vezes ele se mostra realmente transtornado e até raivoso nos comícios?

Para desespero de Lula e do PT, o pior é que Dilma agora oscila negativamente em todos os estratos da população. Em apenas cinco dias, perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela, que precisa de 50% mais um voto para ser eleita, recuou de 54% para 51%.

Já José Serra, que é um candidato muito ruim, devagar, quase parando, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%, na contagem dos votos válidos, que é o que interessa.

Marina Silva é que mostra consistência, e vem crescendo paulatinamente. Passou de 14% para 16%, e sua tendência é seguir crescendo.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos, possibilitando o segundo turno. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto imediatamente à vitória.

Mas a tendência não favorece a candidata do PT, porque sofre queda ou oscilação negativa em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade. E o pior é que uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixam nessa faixa de renda, de classe média baixa.

Na pesquisa Datafolha, Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro, quando surgiu o caso Erenice. Caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. Mas ela ainda ganha, e com folga. Tem 52%, contra apenas 39% de Serra. O segundo turno somente adiaria o sofrimento de Serra, que já nasceu com cara de sofredor.

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