Compras do Irã ajudam Brasil em recorde de exportação de carne bovina

Da Agência Reuters

As compras do Irã ajudaram as indústrias brasileiras de carne bovina a bater recorde de faturamento nas exportações no primeiro trimestre de 2014. O faturamento entre janeiro e março cresceu 15 por cento na comparação anual, para a marca histórica de 1,652 bilhão de dólares.

No primeiro trimestre do ano, foram negociadas mais de 382 mil toneladas de produtos, um volume 19 por cento superior aos três primeiros meses de 2013.

“Com um crescimento de quase 420 por cento no volume de carne importada, o Irã foi um dos destaques positivos na balança comercial da carne bovina brasileira”, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em nota.

O Irã foi o quarto maior comprador brasileiro no trimestre, em volume, adquirindo 35,3 mil toneladas, com compras equivalentes a 159,3 milhões de dólares.

O crescimento das exportações para o Irã representa uma retomada dos embarques para o país, cujos negócios foram afetados em anos recentes pelas sanções ocidentais por conta do programa nuclear iraniano. Em 2014, diante de um acordo com o Ocidente, a República Islâmica tem ampliado negócios externos.

EM ALTA

“Agora já temos uma normalidade dos processos”, disse à Reuters o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

O executivo destacou ainda que, de uma maneira geral, as exportações brasileiras para todos os clientes estão avançando este ano, com o Brasil aproveitando problemas de oferta em seus principais concorrentes, ao passo que as empresas brasileiras estão em boas condições para atender aos importadores.

Também tem beneficiado os negócios a promoção que a entidade tem feito da carne brasileira no exterior, por meio de feiras especialmente na Ásia, disse ele.

Hong Kong, líder do ranking de importação de carne bovina do Brasil, registrou crescimento de 16 por cento no volume adquirido, com 92,7 mil toneladas no trimestre.

O Egito duplicou seus negócios com o Brasil nos três primeiros meses de 2014, com compras de 41,9 mil toneladas.

No final de 2013, a Abiec havia previsto um volume recorde de embarques do Brasil para este ano, podendo somar 1,8 milhão de toneladas, com o impulso da firme demanda externa e abertura de novos mercados.

No mês de março o Brasil exportou 110,9 mil toneladas de carne, crescimento de 3,4 por cento ante março de 2013. O faturamento no mês passado foi de 482,7 milhões de dólares.

(matéria enviada por Valter Xéu, dos sites Iran News e Pátria Latina)

8 thoughts on “Compras do Irã ajudam Brasil em recorde de exportação de carne bovina

    • Infelizmente, Solon, muitas pessoas só se preocupam com as notícias que favorecem suas opiniões previamente concebidas. Notícias que não as favorecem não merecem comentário.

      Abs.

      Carlos Newton

  1. O chamado boi verde (boi criado em pecuária extensiva) brasileiro está, cada vez mais ganhando espaço no mercado mundial.

    O sabor da carne do nosso boi verde é, indiscutivelmente, superior ao do gado produzido no resto do mundo – gado de confinamento e alimentado com ração.

    E a tendência é de uma contínua expansão, tanto da nossa produção quanto da exportação.

    O Brasil é imbatível no suprimento de carne no mercado mundial.

  2. Achei muito instrutiva a observação do Wagner Pires. Apesar de eu ter um filho que é fazendeiro, e técnico agrícola, eu nunca tinha visto essa explicação. Concluo que é semelhante à diferença entre galinha caipira, com gosto mais saboroso, e a de granja, criada com ração e hormônio, com aquela carne branquela e insossa.
    Quando estou nos Estados Unidos, só ouço falar em chicken nos supermercados e nos restaurantes. É frango pra cá, frango pra lá. Parece até que todo mundo vive cacarejando, de tanto comer chicken, absolutamente sem gosto.
    Quanto aos iranianos, eles adoram o Brasil. Conheci alguns na América do Norte, como a minha cabelereira, belíssima, por sinal, que se encantam com o Brasil.
    Acho que foi um dos acertos do ex-presidente Lula, ter aproximado nosso país do Irã, exatamente na época em que aquela nação estava sendo hostilizada pelo Ocidente. Agora estamos vendo os resultados.

    • Sempre foram comedores de frangos. O Kentucky Fried Chicken, hoje multinacional KFA, era paixão nacional antes do hamburger nas lanchonetes. É que os STEAKS ( bifes) e os TURKEYS (perus) nunca foram para os bicos do povão lá. Esse último só no dia de AÇÃO DE GRAÇAS (THANKSGIVING). Mas, em matéria de carne vacuna só melhoramos nos últimos 20 anos. Antes, carne macia nos mercados do Rio só com PISTOLÃO de açougueiro ou enviada por algum fazendeiro amigo, como aquele churrasco que o Brizola mandou vir da fazenda e serviu o general Figueiredo.

  3. Bem lembrado Solon, como já falei aqui de outros livros sagrados, transcrevo respeitosamente a Surata 112, do Corão: “Surata D´A Unicidade. Revelada em Meca: 4 versículos: Em nome de Deus, Clemente, Misericordioso. 1 – Dize: Ele é Deus, Único !; 2 – Deus! O Eterno e Absoluto ! 3 – Jamais gerou ou foi gerado ! 4 – E é Incomparável !” (versão portuguesa diretamente do árabe, 1975, Expansão Editorial, SP).

    • Graças a Zeus, Antônio Rocha. As Salaamu Alaikum!!!
      (Tal como a madre Tereza teve seus momentos de descrença, tenho os meus de grande piedade.)
      Mas não quero saber de vida eterna. Não preciso disso. Estou satisfeito com esta.

  4. A imprensa andou noticiando casos de “vaca louca” em alguns rebanhos no Brasil, inclusive, alertando que alguns países já estavam com o pé atrás , mas se o assunto não prosperou, deve ser porque não tinha origem confiável.
    Pelo menos é o eu presumo,,,

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