Comunicado da Vale sobre a tragédia de Brumadinho é o antijornalismo absoluto

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Diretoria da Vale acha que vai se safar com “matérias pagas”

Pedro do Coutto

A Vale, responsável pelas tragédias de Mariana e Brumadinho, especialmente quanto a esta última, praticou o antijornalismo nas páginas da Folha de São Paulo e de O Globo. Bastou ler o texto da matéria paga para que chegássemos à conclusão de que o comunicado veiculado é uma página de intenções não se referindo a qualquer ação concreta.

Sei que as matérias publicitárias comercializadas proporcionam 20% de comissão aos responsáveis de sua veiculação. Além disso existe o custo de produção pelo layout das páginas, disposição do comunicado publicitário, além do uso das cores das mensagens. Se a publicidade gera, como é de praxe, 20 de comissão, está claro que os responsáveis vão preferir o meio do comercial.

FATO ANTIGO – Me recordo de um episódio ocorrido entre o Correio da Manhã e a Central do Brasil. No início de 1958 houve um acidente causado pelo engavetamento de trens nas proximidades da Mangueira. Morreram 120 pessoas, o presidente Juscelino Kubitschek foi ao local.

O diretor da Central, Alberto Whatoly, disse ao presidente: “Não se preocupe, porque os vagões não transportam mais de 200 pessoas”. JK reagiu dizendo: “O senhor está demitido”. A reportagem do Correio da Manhã, chefiada por Alípio Monteiro deslocou-se para o local buscando levantar as causas da tragédia e as providências da direção da Ferrovia. Havia na Central um setor de comunicação. A responsável por esse setor era a Sra. Cora Lopes. Ela disse: “A Central vai publicar um anúncio esclarecendo tudo”. O Correio da Manhã reagiu contrariamente. E a reportagem disse a ela que não queria matéria paga e sim informações jornalísticas concretas.

UM EDITORIAL – No final da tarde, o editorialista Otto Maria Carpeaux escreveu com a maestria de sempre o editorial com o seguinte título: “Um Jornal Reage à Matéria Paga”. Foi numa outra época.

Hoje as agências firmam contratos com empresas estatais ou públicas através dos quais produzem anúncios como o comunicado da Vale nas edições de ontem. O espaço foi preenchido com generalidades, um deles dizendo que uma das prioridades colocadas em prática agora é manter o apoio ao resgate de vidas humanas.

Não existe nada de concreto no espaço comprado nos dois jornais. Em vez de a empresa falar diretamente com os repórteres dos jornais e emissoras de televisão, preferiu a comercialização de uma página, na qual, de concreto não existe nada.

4 thoughts on “Comunicado da Vale sobre a tragédia de Brumadinho é o antijornalismo absoluto

  1. Se fosse no Japão o presidente da Vale já estaria preso bem como o diretor responsável por esta área.

    Aqui no Brasil o que se faz, usam empresas terceirizadas para comprar de Secretário do Meio Ambiente de MG licenças por dez anos, sem o menor critério técnico necessário.

    É o caos total estes setores com barragens em que catástrofes acontecem e ninguém vai preso.

    Em Congonhas, MG existe uma barragem, DEZ (10) vezes maior do que esta do Feijão, PRESTES a se romper sendo que sua destruição irá abarcar quatro municípios, causando uma HECATOMBE local. Pergunta-se: ALGUM ÓRGÃO PROMOVEU alguma fiscalização na mesma?

  2. A vale se mostra incompetente em todas as esferas.
    Antes e durante o acidente, e o depois ainda vamos ver, mas tá quase que confirmando a incompetência futura.
    Estão sendo levados pelo acontecimento tal qual a lama levou a vida de tantos.

  3. Para a T I , recebi WhatsApp, com informações estranhas sobre a empresa que fez a consultoria para aquisição da concessão da barragem que rompeu, a T I poderia nos trazer maiores informações ?

  4. O exercito de Israel já está no Brasil pra ajudar acobertar os crimes do globalista sionista que manda na Vale. Mas claro, eles vieram pra nos ajudar. Podem acreditar, eles são bonzinhos e caridosos

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