Confirmado: PT vai procurar PSB para tentar aliança

Rossetto, do PT, vai procurar Amaral, do PSB

João Domingos e João Villaverde
Estadão Conteúdo

O PSB de Marina Silva e outros partidos que estiveram de fora da coligação da campanha de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno serão chamados a participar da aliança de apoio à reeleição da presidente. “Vou procurar o presidente e outras lideranças do PSB, assim como de outros partidos que não estiveram com a gente no primeiro turno, para fechar uma ampla aliança para a disputa no segundo turno”, disse o coordenador da campanha de Dilma, Miguel Rossetto, ministro licenciado do Desenvolvimento Agrário.

Rossetto afirmou ter esperança de receber o apoio do PSB, apesar dos ataques e da desconstrução da candidatura da ex-ministra Marina Silva feita pela campanha de Dilma durante a disputa pelo primeiro turno. “É natural que o PSB se una ao projeto da presidente Dilma. Durante os últimos anos sempre estivemos juntos e sempre participamos do mesmo projeto”, afirmou Rossetto. Roberto Amaral, presidente interino do PSB, sempre foi próximo ao PT.

Rossetto afirmou ainda que outros partidos que já participaram da coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, e que agora, por projetos próprios, estiveram do outro lado, também serão chamados a engrossar a aliança pela reeleição. Entre eles estão o PSC do Pastor Everaldo. O PTB, que fez aliança com Aécio Neves, também será sondado para mudar de lado. Uma parte do partido, encabeçada pelo líder na Câmara, Jovair Arantes (GO), abriu uma dissidência e apoiou Dilma no primeiro turno.

EM SÃO PAULO

Rossetto disse que a campanha vai procurar diminuir a diferença de votos pró-Aécio em São Paulo, onde a vantagem em favor do tucano foi de 4,2 milhões de votos. “Vamos dialogar com todas as forças sociais, com a sociedade, com os partidos e mostrar que nosso projeto é melhor, porque garantimos o emprego e a geração de renda, ao contrário do projeto do PSDB, que é de arrocho e desemprego”, afirmou ele.

4 thoughts on “Confirmado: PT vai procurar PSB para tentar aliança

  1. Tudo se pode esperar do enrustido Roberto Amaral; porém,nesse caso, o Aécio soube fincar uma cunha, que certamente terá influência no comportamento de Marina, que é o que importa a essa altura a guerra.

    Aécio, durante a campanha, disse que Marina era o “PT 2”. Poucos sentiram a profundidade dessa frase.

    Se Marina apoiar o PT – depois do massacre que recebeu dos petralhas durante a campanha – não apenas passará um atestado de fraqueza; mostrará publicamente ausência de caráter. E confirmará que, de fato, era e é o “PT 2”.

    Se apoiar o Aécio passará prova incontestável de que tem vergonha na cara e não é o “PT 2”.

    Cabe a ela usar a cabeça e decidir.

    • Celso, e a candidatura Marina não é uma questão só do PSB. Ela foi candidata por uma coligação que abrangia inclusive o PPS. Falei por telefone com um deputado do PPS que sou amigo e ele disse que a Dilma no PPS é totalmente inviável.

  2. O irmão do Campos já declarou apoio ao Aécio.
    SÃO PAULO (Reuters) – Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto quando fazia campanha como candidato do PSB à Presidência, declarou nesta segunda-feira apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial.

    O irmão de Campos fez questão de dizer que sua decisão era em caráter pessoal. O PSB reúne sua Executiva Nacional na quarta-feira em Brasília para tomar uma posição sobre o segundo turno, que ocorre dia 26 entre Aécio e a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

    “O meu voto no segundo turno é em Aécio Neves. Ressalto que tal declaração é em meu nome pessoal. Acho salutar uma mudança, nesse momento, para o Brasil”, escreveu ele em sua conta no Facebook.

    Antônio Campos foi o primeiro integrante do PSB a manifestar apoio à candidatura à Presidência de Marina Silva, então vice de seu irmão, após a morte do candidato socialista.

    Marina ficou com a terceira colocação no primeiro turno da disputa presidencial com 21,32 por cento dos votos válidos.

    Outras figuras ligadas à Marina, como o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-SP) e o economista Eduardo Giannetti da Fonseca também já manifestaram apoio a Aécio no segundo turno.

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