Confirmado! Wajngarten, da Secom, mentiu ao preencher questionário obrigatório do governo

Resultado de imagem para Wajngarten mentiu ao preencher questionário do governo

Questionário mostra que Wajngarten omitiu ser empresário

Carlos Newton

O presidente Jair Bolsonaro está tomando o caminho errado ao defender o secretário de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, sem antes se inteirar dos acontecimentos. Nesta quinta-feira (dia 6), reiterou não ver nenhuma impropriedade na conduta do auxiliar. “O que está de errado no Wajngarten até agora? Não vi nada de errado. Não viram nada de errado”, disse Bolsonaro, ao ser questionado sobre a investigação da Polícia Federal aberta contra o secretário, por ter omitido importantes informações à Comissão de Ética.

Em tradução simultânea, o problema de Fabio Wajngarten é que ele, ao ingressar no serviço público, já começou errado. Para ter condições de ser nomeado na sua função, é preciso prestar informações acautelatórias, de forma a demonstrar que não existe conflito de interesses. Assim, o que está de errado no Wajngarten, conforme indaga o chefe do governo, é que ele mentiu desavergonhadamente ao preencher o questionário que lhe foi apresentado pela burocracia do Planalto.

SÓCIO CONTROLADOR – Como se sabe, Wajngarten é sócio, com 95% das cotas, da FW Comunicação, que é contratada de TVs (como Record e Band) e de agências que operam com a própria Secom, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. No entanto, ao ser nomeado, entregou à Comissão de Ética do Planalto uma declaração confidencial de informações na qual omitiu importantes dados sobre suas atividades e também nada informou sobre as firmas em nome da mulher, Sophie Wajngarten, que atua no setor de publicidade, e de outros parentes.

O questionário indagava se Wajngarten tinha exerceu atividades econômicas ou profissionais, nos 12 meses anteriores à ocupação do cargo, em área ou matéria relacionada às suas atribuições na Secom e ele respondeu que não, embora fosse sócio da FW desde 2003 e só no dia 15 de abril de 2019 tenha deixado oficialmente de ser seu administrador, mas permanecendo como sócio majoritário da empresa e sua mãe, Clara Wajngarten, tem os outros 5% de participação.

PEGA NA MENTIRA – Acredite se quiser, mas Wajngarten respondeu “não” à seguinte pergunta: “Exerceu atividades econômicas ou profissionais, públicas ou privadas, nos 12 meses anteriores à ocupação do cargo, em área ou matéria afins às atribuições públicas, que possam gerar conflito de interesses?”

Também respondeu “não” a outra pergunta bastante clara e significativa: “Nos 12 meses anteriores à posse no cargo, recebeu suporte financeiro de entidades privadas que desenvolvem atividade em área ou matéria afins às atribuições públicas, ou firmou acordos ou contratos com estas para recebimentos futuros, que possam gerar conflito de interesses?”

Wajngarten assinou o seguinte termo de compromisso: “Comprometo-me com a veracidade dos fatos a seguir relatados e responsabilizo-me por possíveis omissões que possam resultar na transgressão de normas que regem a conduta do cargo que ocupo. Assumo, também, o compromisso de comunicar por escrito à Comissão de Ética Pública o exercício de atividade privada ou o recebimento de propostas de trabalho que pretendo aceitar, contrato ou negócio no setor privado, ainda que não vedadas pelas normas vigentes, inclusive durante a quarentena (artigo 9º, II, da lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013)”

TAMBÉM DISSE “NÃO” O QUE DIZ A LEI – Recapitulando: Wajngarten foi indagado se, no período de um ano até a nomeação, recebeu suporte financeiro de entidades privadas que operam na mesma seara da Secom ou firmou contratos com elas para “recebimentos futuros”. Disse “não”, mas naquela data, Record e Band, que recebem recursos da pasta e de outros órgãos federais, já eram clientes da FW, situação que perdurou ao menos até janeiro deste ano.

Segundo Importante reportagem de Fábio Fabrini e Julio Wiziack, na Folha, entre as condutas identificadas como impeditivas estão manter relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do órgão público (Secom) e prestar serviços a empresa que esteja sob regulação do órgão em que o agente público trabalha (Band e Record).

Conforme a lei 12.813/2013, conflito de interesses é a situação gerada pelo choque entre os interesses público e privado, que possa ser prejudicial à coletividade e à administração pública ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função do gestor.

###
P.S. –
Na forma da lei, o chefe da Secom tem de ser demitido. Não há alternativa. O presidente Bolsonaro insiste em dizer que Wajngarten nada fez de errado, mas o fato concreto é que ele já começou errado e continua procedendo errado. (C.N.)

5 thoughts on “Confirmado! Wajngarten, da Secom, mentiu ao preencher questionário obrigatório do governo

  1. Esse Wajngarten conserta relógio com luva de boxe.

    É ligeiro o garoto!!

    Queria se dar bem a qualquer custo, desde o primeiro instante que teve que preencher os formulários, mentiu paca, o danado. rsrs, não deu!

    Vai sambar bonito!! Ou não.
    É chegadinho a primeira trama, ops! digo, dama.

    Tempos de Carnaval…

    Tic tac Tic tac…

    Próximo!

    Atenciosamente.

  2. Tem hora que a mídia se parece com os pistoleiros profissionais do faroeste, matam por encomenda e cobram por cabeça. No final ainda pergunta, quem é que quer que eu mate agora?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *