Conheça a odisseia de um general do povo brasileiro e de sua geração intelectual

Resultado de imagem para odisseia de um general do povo brasileiroCarlos Newton

Por si só, o título já demonstra a importância histórica dessa obra da escritora Olga Sodré – “Odisseia de um general do povo brasileiro e de sua geração intelectual”. A autora tem doutorado em Filosofia e em Psicologia Clínica, com pós-doutorado pelo Instituto Católico de Paris e pelo Instituto de Medicina Social da UERJ.

Olga Sodré trabalhou como psicóloga clínica e social em diversas instituições brasileiras e estrangeiras de ensino e pesquisa, tendo integrado por muitos anos o GT Psicologia e Religião da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação).

Esse livro, a ser em breve lançado, tem prefácio do jornalista Sérgio Caldieri, ex-diretor da ABI, do qual destacamos os seguintes trechos.

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MILITAR, INTELECTUAL E NACIONALISTA
Sérgio Caldieri

“Prolongando as comemorações do centenário do general Nelson Werneck Sodré, sua filha e escritora Olga Sodré nos brinda com uma preciosidade: um testemunho sobre seu pai, do qual nós dois temos muito orgulho. Ela relata a história da vida e obra do intelectual de cunho libertário, humanista e sempre cordial com os seus opositores…

As obras de Werneck Sodré, considerado um mestre em comunicação, literatura e cultura popular, foram referências para os pesquisadores e estudiosos de história, política, sociologia e do nacionalismo.

O mérito deste testemunho de Olga Sodré foi resgatar a formação histórica de Nelson Werneck Sodré e de sua geração de intelectuais brasileiros, que impressionavam pela alta qualidade de suas pesquisas e trabalhos literários. Werneck Sodré escreveu cerca de 60 livros e publicou mais de três mil textos para diversos jornais no Brasil.

Olga Sodré lembra a eterna luta do seu pai sempre elucidando os mecanismos da comunicação de massa, formação e manipulação da consciência. Werneck Sodré foi o precursor da reflexão sobre a comunicação no Brasil em grande escala como jornais, revistas, livros, TV, cinema e internet…

O escritor dissecou a sua relação com as redações dos jornais, sempre na luta da liberdade da imprensa e pela democracia para se conseguir um sistema de comunicação social livre e autônoma.

A preocupação de Werneck Sodré sempre foi a preservação da cultura, enfrentando e denunciando a descaracterização das tradições brasileiras, principalmente suas raízes populares.

Werneck Sodré conviveu com as correntes mais progressistas do Exército brasileiro, que são destaque no livro. Além disso, ele e a filha Olga tiveram uma convivência fraternal com Dias Gomes, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha, José Wilker, Nelson Xavier e outro.

Olga compara seu pai ao consagrado escritor Euclides da Cunha, porque os dois sempre tiveram grande preocupação com a dura condição de sobrevivência do povo brasileiro, despertando em ambos as melhores reservas de humanidade a favor dos oprimidos, pela luta contra a opressão e pela dignidade humana.

5 thoughts on “Conheça a odisseia de um general do povo brasileiro e de sua geração intelectual

  1. Uma outra visão sobre o general. Eu não conhecia esse lado, foi bom o CN ter trazido a análise.
    Mesmo não gostando do Olavo o termo Paralaxe Cognitiva define muito bem a artimanha.

    • Tive o prazer de conversar com esse gigante, general e escritor, no Centro do Rio de Janeiro, numa palestra do cineasta Silvio Tendler, sobre o filme Jango.
      A pátria brasileira é uma benção, pois tem homens históricos, fantásticos como o escritor Sodré e Roland Corbisier, o filósofo.
      Não posso perder o lançamento do livro.

  2. Um dos responsáveis pelo atraso e a miséria deste país ao pregar o controle do estado sobre tudo e todos.
    Mais um nefasto crente da salvação do povo pelo controle do estado.
    Um analfabeto da nossa natureza e que por isso a considerou nociva.
    Não estudou a história dos EUA. Um país em que a liberdade do povo de produzir e trabalhar, sem a interferência do estado, se tornou já no século XIX a maior nação industrial do planeta.

    • Meu caro Mario Jr., não culpe NWS pela política nacional no tocante à questões que envolvem a soberania nacional. Afinal, se o sr. conhecesse, de fato, a obra desse autor, veria que ele defendia a autonomia nacional, não o estatismo. Além do mais, o sr. parece não conhecer, de fato novamente, a história estadunidense, caso contrário não afirmaria o exposto em seu comentário. Não quero ser extenso, portanto, vou apenas citar alguns pontos e em seguida um questionamento: EUA pós Crise de 29, pós II Guerra Mundial, pós Crise de 2008 e, mais recentemente, nessa crise do novo corona vírus. A minha indagação ao sr.: qual foi ou está sendo o papel do Estado norte-americano em cada um dos fatos mencionados, não houve ou não há interferência do Estado? Vamos ter cuidado com posições extremistas. Vamos seguir o conselho de NWS: vamos debater ideias, não pessoas!

      • Esqueci de mencionar mais uma coisa em meu comentário em resposta ao sr. Mario Jr. Meu caro, como tens a audácia de afirmar que NWS considerava a nossa cultura nociva? Isso é um ataque gratuito e uma inverdade! NWS lutou e muito pela cultura brasileira, não à toa possui dois livros intitulados como “Luta pela cultura” e outro “Em defesa da cultura”. Além de dezenas de outras obras e milhares, isso mesmo, milhares de artigos em que ele trava duros embates pela cultura nacional. Eu o convido, sr. Mario Jr, a uma leitura atenta, desprovida de preconceitos e disposta a dar a chance de NWS se explicar, por si mesmo, por meio de suas obras.

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