Conheça alguns trechos marcantes do livro “It: a Coisa”, de Stephen King

Júlia de Aquino
Instagram literário @juentreestantes

“It: a Coisa” é uma obra-prima, que merece destaque em vários sentidos. Por isso, no post da semana passada expliquei que faria uma “Parte 2” sobre o livro, com trechos marcantes que selecionei da obra.

Num mar de mais de 1.100 páginas, selecionei ao menos 25 trechos e torço para que inspirem os que ainda têm dúvidas sobre se devem ou não ler o título.

Vale muito a pena, e algumas passagens mostram a força da narrativa de King:

  • “Em Derry, esquecer tragédias e desastres era quase uma arte, como Bill Denbrough descobriria ao longo do tempo”.
  • “Havia um palhaço no bueiro. A luz ali não era nada boa, mas era boa o bastante para George Denbrough ter certeza do que estava vendo”.
  • “Quando Ben observou que os balões do palhaço estavam voando em sua direção, sentiu a irrealidade tomar conta dele com mais força”.
  • “Ele não sabia, mas acreditava que Derry havia mudado e que a morte de seu irmão sinalizara o começo dessa mudança. Qualquer coisa poderia acontecer em Derry agora. Qualquer coisa”.
  • “Por um momento, ele sentiu uma esperança louca: talvez fosse realmente um pesadelo. Talvez ele fosse acordar na própria cama, banhado de suor, tremendo… mas vivo”.
  • Às vezes, acontecimentos são como dominós. O primeiro derruba o segundo, o segundo derruba o terceiro, e não tem mais volta”.
  • “Ele teve um vislumbre intuitivo: estamos sendo levados para alguma coisa. Sendo escolhidos. Nada disso é acidental”.
  • “Ninguém deve se meter com o infinito” (citação de “Caminhos perigosos”, no início do segundo interlúdio).
  • “Se as rodas do universo forem verdade, então o bem sempre compensa o mal, mas o bem também pode ser terrível”.
  • “Mas eu tinha mais medo de que, independente da forma que a Coisa assumisse, ela aparecesse com o rosto destruído pelo câncer do meu pai”.
  • “E então, vi que tive companhia durante a noite. Fosse o que fosse, foi até mim à noite, deixou seu talismã… e simplesmente desapareceu”.
  • “Preso à minha lâmpada de leitura havia um balcão. Nele havia uma imagem do meu rosto, sem os olhos, com sangue escorrendo das órbitas”.
  • ”O povo de Derry vivia com Pennywise em todos os seus disfarces havia anos… e talvez, de alguma forma louca, tivesse até passado a compreendê-lo. A gostar dele, precisar dele”.
  • “Usar a intuição é uma coisa difícil para adultos, e é o motivo principal de eu achar que pode ser a coisa certa. Afinal, crianças funcionam baseadas nela 80% do tempo”.
  • “De alguma forma, uma parte de nós ainda se lembra… de tudo”.
  • “Ele ergueu o olhar e viu Pennywise, o Palhaço, de pé no alto da escada, olhando para ele. Seu rosto estava pintado de branco. Havia buracos vazios onde os olhos deviam estar”.
  • “Voltar para a cidade onde você cresceu é como fazer uma postura louca de ioga, colocar o pé na própria boca e de alguma forma engolir a si próprio para que não sobre nada”.
  • “É como se um sacrifício monstruoso fosse necessário no final de cada ciclo para acalmar a força terrível que trabalha aqui… para fazer com que a Coisa adormeça por mais um quarto de século”.
  • “Estamos todos juntos agora. Ah, Deus, nos ajude. Agora vai começar de verdade. Por favor, Deus, nos ajude”.
  • “Pensar nisso era coisa de criança, mas parecia que era disso que essa coisa se alimentava: de coisas de criança”.
  • “Algumas coisas precisam ser feitas mesmo quando existe risco”.
  • “Talvez valha a pena morrer por eles, se chegar a isso. Não amigos bons nem ruins. Só pessoas com quem você quer e precisa estar. Pessoas que constroem casas no seu coração”.
  • “PAREM AGORA ANTES QUE EU MATE VOCÊS TODOS. É UM CONSELHO DO SEU AMIGO, PENNYWISE”.
  • “E quando a coisa acorda, ela é a mesma. Mas um terço de nossas vidas se passou”.
  • “A Coisa odiava o medo, e a Coisa só podia matar o medo matando-os”.
  • “A Coisa sempre se alimentou bem de crianças. Adultos poderiam ser usados sem saber que o foram, e a Coisa já se alimentara de alguns. Mas os medos das crianças eram mais simples e normalmente mais poderosos”.
  • “Meu coração está com todos eles, e acho que, mesmo se nos esquecermos uns dos outros, vamos nos lembrar nos sonhos”.

Livro: It a Coisa
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 1.103

5 thoughts on “Conheça alguns trechos marcantes do livro “It: a Coisa”, de Stephen King

    • Nos dias atuais, em quaisquer pontos do planeta, quem disser que não faz uso da estrutura de dependência, premeditadamente, montada pelos EUA: esse precisa de uma auto-revisão geral. Internet e Google são apenas dois dos diversos exemplos.
      Não sei se CN vai publicar; mas este já é um escárnio de domínio coletivo: “Quando um brasileiro se depara com qualquer coisa ou pessoa, cuja origem seja os EUA, o idiota fica tão eufórico quanto um bimba diante de um jegue ‘antenado'”. Por isso mesmo, onde os “donos do mundo” chegam, querem cagar na cabeça da população local.
      Passei uns meses num município; lá havia um acampamento duma empresa de prospecção de petróleo (CBG). Os funcionários mais graduados se diziam estadunidenses. De pronto, o prefeito local determinou que CARNE PURA, do gado abatido diariamente, seria para suprir a demanda dos norte-americanos; a ossada ficava para os tupiniquins locais. Mas como “Deus é justo”, uma vez e outra os despossuídos também comiam um filezinho. Acontece que as postas de carne eram transportadas no ski do helicóptero, e quando se desprendiam de cima a baixo, alguém que estava trabalhando no mato, naquele horário e ponto de queda, esse era o felizardo.
      Pais e mães ofertavam as suas filhas mais gostosas “prozamericanos”.
      Aquele “psedocomunista”, do Maranhão, Flávio Dino, dentre tantas nações do clube aeroespacial, o tal governador foi dar preferência aos Estados Unidos, para explorar comercialmente a base de lançamento de foguetes, em Alcântara – MA. Ora, se os EUA já detém a hegemonia: por que não buscar o equilíbrio, arrendando aquela Plataforma para outro país interessado? É a fome insaciável pelo royalty? Se existe supremacia, é porque cada pequenino se sujeita como esterco para adubá-la!

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