Contas do PT podem motivar impeachment de Dilma

Da Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na sexta-feira (21) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal investiguem eventuais crimes cometidos na prestação de contas do PT na campanha presidencial de 2014.

A decisão foi proferida no processo de prestação de contas da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. Apesar de a prestação ter sido aprovada pelo plenário da corte em dezembro do ano passado, o ministro pediu que  supostos crimes sejam investigados.

Segundo Mendes, a decisão do TSE que aprovou as contas não levou em conta as suspeitas de doações ilícitas a partidos investigadas na Operação Lava Jato.

DOAÇÃO DE CAMPANHA

“Importante ressaltar que, julgadas as contas da candidata e do partido em dezembro de 2014, apenas no ano de 2015, com o aprofundamento das investigações no suposto esquema de corrupção ocorrido na Petrobras, vieram a público os relatos de utilização de doação de campanha como subterfúgio para pagamento de propina”, diz o ministro.

Em nota, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, diz que “todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que, após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade”.

3 thoughts on “Contas do PT podem motivar impeachment de Dilma

  1. Palavras do Lulanoccio:
    “Obviamente que, tendo em vista os lucros que tiveram o Itaú, o Bradesco e os outros bancos, o Fernando Henrique Cardoso não é nem pai: ele é pai, mãe, avô, avó, tio, tia do sistema financeiro, que nunca ganhou tanto dinheiro como está ganhando agora”.
    (Candidato Lula, 2001, Entrevista a Ziraldo)

    Palavras do Banqueiro:
    “Quando ele foi eleito, eu tive uma preocupação de que levasse o governo para uma linha de esquerda, mas ele foi mais conservador do que eu esperava”.
    Olavo Egydio Setúbal, presidente do conselho de administração da holding que controla o banco Itaú.
    (12/08/2006)

    Gostaria de saber o acordo feito entre o Presidente de Honra do PT com os banqueiros? Ai tem coisa!

  2. LEGALIDADE CONSTITUCIONAL: MAGNÍFICA LIÇÃO DE LEONEL BRIZOLA

    Fio da História – Adiciono este vídeo-aula https://www.youtube.com/watch?v=dIj2tU3LPR0 editado pelo Prof. Cesar Mota, que a meu ver narra com precisão as ocorrências da crise política provocada pela renúncia de Jânio Quadros​, em agosto de 1961. Jânio havia sido eleito sete meses antes como opositor do presidente Juscelino Kubitschek​ (este se elegeu em 1955 pela aliança PSD-PTB, tendo João Goulart​ como vice-presidente), contra o candidato petebista Henrique Teixeira Lott​. Porém, na época a definição era no voto para ambos os cargos e Jango foi mantido na linha de sucessão, pois os eleitores também podiam “furar a chapa” (presidente de uma, vice de outra).

    Na renúncia de Jânio Quadros, em 61, as cúpulas político-militares tentaram impedir a posse de João Goulart​ na Presidência e sua ascensão só ocorreu pela esteira de uma rebelião popular impulsionada por Leonel Brizola​, então governador do Rio Grande do Sul. Analisem a semelhança no jingo eleitoral de Jânio com o tom da campanha de Fernando Collor​, em 1989, como também se parecem as crises políticas de 1961 e 1992. Os quatro eventos surfam numa onda de moralismo e todos, incluo os ventos soprados contra a presidente Dilma Rousseff​, inflados por cima.

    A consagradora vitória do “não, não, não…” que restituiu os poderes ao presidente João Goulart​ em 1963, como mostra no vídeo, deve emergir contra essas cúpulas dirigentes geradoras da crise moral que armam bote para impor fórmulas mágicas, submetendo depois o país a nova cortina de silêncio como se tudo tivesse voltado ao normal. Assim fizeram com a “solução” do golpe milico-parlamentar de 1964, resultando numa ditadura que durou 20 anos, ou nas fórmulas mágicas político-parlamentares do Brasil “paz e amor” de outras duas décadas passadas.

    No vídeo https://www.youtube.com/watch?v=_OZn0s4s5kg Brizola ensina para Ronaldo Caiado​ o sentido da concentração de renda promovida na ditadura. Ele fulmina a peça de marketing usada pelos ditadores (“vamos fazer crescer o bolo pra depois distribuir”) como “Conto do Bolo”. Antes de falecer em 2004, Leonel Brizola criticava a política econômica ditada pelo sistema financeiro e seguida pelos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, sem tergiversar: O Brasil caiu no “Conto do Sociólogo” e depois no “Conto do Operário”. Fomentam as crises e apontam ‘soluções’.

    As receitas da mídia ou midiáticas (título no link a seguir) nunca foram capazes de melhorar o país, nem se fala plantadas como milagrosas (única saída) contra a presidente Dilma Rousseff, se o tumor da crise está nas cúpulas. Se irmos à fundo nesse ajuste dos desajustes fiscais, por exemplo, veremos que o Poder Legislativo todo deve se redimir diante da população, pois ali é que tudo passa ou adormece nas gavetas. Basta verificar que as contas do governo de Itamar Franco só aprovadas agora em 2015, com vinte anos de atraso. http://www.blogdokennedy.com.br/desculpa-e-unica-saida-para-dilma-reatar-com-eleitor-traido/

    Então, no caso presente, as cúpulas dirigentes zeram o déficit da omissão fiscalizatória do Legislativo para que não prosperem recursos, em eventual processo de impeachment, enquanto na mídia manobram com pautas questionáveis preparando o ambiente para que a população acate os caminhos propostos. Sobre o mandato da presidente Dilma, análises mais construtivas centram da posse pra cá e daqui adiante. Se ‘águas passadas não movem moinho’, páginas viradas não podem ser repassadas como bloqueio para o futuro, mas praticam o oposto porque no fundo visam aprofundar o caos gerando a onda de pessimismo.

    COMBATE À IMPUNIDADE – A impunidade não se enfrenta caindo nas ondas da mídia ou em ações negativas visando a instabilidade institucional, que se ocorrer agravará ainda mais as dificuldades vividas pelo país. Qualquer pessoa de bom senso e desprendida de questões menores, porque do contrário até a capacidade de percepção se perde, sabe que desmandos corriam consentidos em outras gestões (‘FHLula’). Os altos comissionados que se tornaram delatores no caso da Petrobras, quase que todos, foram demitidos pela presidente Dilma entre 2011 e 2012. Antes, ministros eram blindados e o Congresso não os convocava a prestar esclarecimentos sobre tais fatos.

    Não entro nas implicações de Lula e de outros, seja na ‘Lava Jato’ ou em qualquer outra investigação necessária ao país, pois compete a eles se defender e aos tribunais o veredicto. A questão é política e aí o lulismo tem se apresentado pior que encomenda, ao contrário de elevar o debate há rebaixamento de nível e algumas vezes o próprio chefe é flagrado aprontando alguma nos bastidores, não propriamente para ajudar o governo. Há uma cumplicidade corrente nessas cúpulas de fácil compreensão, pois que havia grandes falcatruas antes também o ex-presidente deixou de fazer seu dever de casa sobre o antecessor.

    A ênfase que damos à LEGALIDADE vale também em questões de MORALIDADE, pois são princípios constitucionais da gestão pública que se completam. Havendo materialidade denúncias devem ser formuladas, restando ainda que pressionemos para que os órgãos de controle, partidários ou públicos, atuem coerentemente. Fulanizar o debate e desrespeitar as instituições são práticas que não encontram âncora na realidade e nos fatos, daí porque se revelam como meras provocações que devem ser evitadas.

    Na crítica que fez ao pensamento jurídico brasileiro, o professor Mangabeira Unger​ aponta saídas em 5 pontos sobre os quais abro parênteses para enfatizar que é possível modificar cenários pela exaltação de ações e conceitos condizentes no campo político. É viável transformar projetando bons exemplos, ainda que de baixo pra cima ou de fora para dentro. Um empurrão ou uma onda virtual, por mais pequenos que pareçam, são capazes de fazer diferença pouco importando a dimensão do problema ou o tamanho dos obstáculos: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1640491436167121&set=t.100006188403089&type=3&theater

    AÇÕES CONSTRUTIVAS: 1- Elevar o nível de participação popular organizada (ações pelos partidos ou em torno deles); 2- Criar mecanismos para resolução pronta de impasses (antecipação das eleições de 2018 não ajuda); 3- Aprofundar o sentido experimentalista do federalismo (pressão sobre as cúpulas dirigentes); 4- Estabelecer prática destinada a resgatar excluídos ou subjugados (agressões pessoais ou grosserias políticas afastam e inibem); 5- Enriquecer a democracia representativa com elementos de democracia direta ou participativa (vigilância sobre os poderes cobrando maior eficácia das instituições e seus líderes).

    REFORMAR POLÍTICOS – Falando em reforma política, acho problemático arregimentar pessoas remetendo para a dependência frente às cúpulas dirigentes que temos no país. E se elas não servem adequadamente, o que se pode esperar de seus rebanhos parlamentares, em geral entregues à alienação e mesmice ou envoltas numa cortina de fumaça projetada pela grande mídia? Uns atuam errando de um lado, outros encobrem verdades de outro. É inconveniente associar ações nessa fogueira, acima disso é mais coerente e eficaz unificar esforços em torno de questões concretas e latentes que precisam ser melhor focalizadas, no dia a dia, desafiando falsos dilemas no apontamento de posturas condizentes e correções nas estruturas econômicas e de poder.

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