“Contribuição sindical é herança fascista”, diz relator da reforma

Resultado de imagem para rogerio marinho

Marinho quer acabar com a  contribuição sindical

Deu no Estadão

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista, afirmou nesta segunda-feira (17/4), em evento em São Paulo que a contribuição sindical é uma herança fascista, pois faz parte dos pontos que falam do direito sindical da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que foram inspirados nas normas do italiano Benito Mussolini. “Essa é uma herança fascista que já dura 70 anos. Estamos propondo que a contribuição sindical passe a ser opcional”, afirmou Marinho, durante palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham) para falar dos principais pontos da reforma trabalhista. “É um anacronismo absoluto”, completou.

O pagamento da contribuição sindical hoje é obrigatório e vale tanto para os funcionários sindicalizados quanto para aqueles que não são associados a sindicatos. A contribuição movimenta cerca de R$ 3,6 bilhões por ano.

SINDICATOS DEMAIS – Marinho disse que o Brasil tem sindicatos em excesso, somando 17 mil entidades e que acabam sendo pouco representativos. O parlamentar destacou, por exemplo, a existência de um sindicato da indústria naval do Amapá, Estado que não tem mar. “O Brasil é campeão mundial de sindicatos”, disse ele, citando que a Argentina tem 96 entidades, a Alemanha oito e o Reino Unido, 168.

Ao tornar opcional a contribuição sindical, Marinho disse que a intenção é fortalecer os sindicatos que são verdadeiramente representativos. “Precisamos ter sindicatos sérios, legítimos”, disse durante a palestra. O próprio deputado propôs a medida e disse que, quando ela foi divulgada, passou a concentrar as discussões da reforma trabalhista. “Sou abordado pelos corredores para falar sobre a contribuição sindical. Mas há muitas bizarrices na legislação”, afirmou, ressaltando que a CLT tem 922 artigos e a reforma modifica 117.

TERCEIRIZAÇÃO – Na apresentação para empresários na Amcham, o deputado defendeu ainda a terceirização, falando que o modelo adotado pelo Brasil era do século 19. O projeto aprovado recentemente no Congresso permite que todas as atividades de uma empresa sejam passadas a terceiros, acabando com a diferenciação da atividade-fim e meio, que só existe no Brasil.

O deputado não acredita que a aprovação da terceirização vá levar ao aumento da contratação de pessoas jurídicas pelas empresas, movimento que vem sendo chamado de “pejotização”.

SALVAGUARDA – Segundo Marinho, a legislação colocou uma salvaguarda que impede a empresa por 18 meses de demitir o trabalhador contratado pela CLT para contratar um PJ. “Isso elimina qualquer possibilidade dessa pejotização. Ninguém vai demitir um funcionário para esperar um ano e seis meses para readmiti-lo. Seria uma burrice extraordinária do dono da empresa.”

Marinho foi a São Paulo nesta segunda-feira para uma série de encontros com empresários e dirigentes de empresas. Após o evento na Amcham, ele participa de reuniões na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNeste ponto específico do sindicalismo sanguessuga do trabalhador, o deputado Marinho tem toda razão. O sindicalismo brasileiro é uma vergonha nacional, já era explorador do povo e o PT conseguiu piorar as coisas. (C.N.)

11 thoughts on ““Contribuição sindical é herança fascista”, diz relator da reforma

  1. Prezado Rocha, meu amigo e professor,

    Li o artigo que mencionas no link postado.

    Considero-o inócuo, sem sentido e sem propósito!

    Se a corrupção transcende a democracia de trinta e dois anos, o próprio regime militar, JK, e cai no colo do ano de 1.953, pergunta é uma só:

    Por que de lá para cá ninguém tomou qualquer medida para impedir os roubos praticados contra a nossa maior estatal?!

    De nada adianta esse histórico da corrupção, pois a questão não pode se restringir à condição de que todos os ex-governantes e o atual roubaram a Petrobrás, como a justificar esta conduta criminosa, mas por que nada fizeram para estancar essa ferida aberta por tanto tempo?!

    Se não temos como punir os culpados do passado, que castiguemos os que estão ainda vivos e os que a roubaram até quase a deixarem falida!

    Esta é a questão, que dá a entender o livro em apreço que está retirando a culpa do PT, PSDB, PMDB e PP, as quadrilhas que mais se aproveitaram da estatal, e distribui-las ao longo de 64 anos, em um livro que, a meu ver, é por demais tendencioso politicamente.

    Tá bem, a corrupção se originou na década de cinquenta na estatal, mas e daí?!

    Nada se faz por isso?!

    Ninguém será culpado por que a corrupção teve início desde a criação da Petrobrás?!

    PMDB, PT, PSDB e PP, apenas seguiram a “tradição”?!

    Ou seja, o próximo partido que substituir o PMDB no Planalto terá como obrigação seguir os mestres nos assaltos à estatal?!

    Um forte abraço, meu caro.
    Saúde e paz.

    • Bilhetão
      Repsol, Statoil, 37 mil, 25 mil trabalhadores, recolhem 80% de impostos.
      A estratégica; 400 mil trabalhadores, prejuízos com “distribuição de lucros”,….

  2. Há um equívoco nas palavras do deputado Marinho, quando fala sobre o excesso de sindicatos e diz : ” a existência de um sindicato da indústria naval do Amapá, Estado que não tem mar.” Pode até não haver indústria naval no estado, mas tem fronteira marítima sim.

  3. O movimento sindical no Brasil NÃO PRESTA! Tornou-se o lixo do lixo do lixo! É claro que há algumas raras e nobres exceções. Justiça seja feita!

    Mas de um modo (quase) geral os sindicatos dos trabalhadores, no Brasil, se transformaram em “feudos”, em quadrilhas criminosas, em cabides de empregos para a “pelegada”. Até as suas eleições são fajutas, ou fraudadas na “cara dura”!

    A ÚLTIMA coisa que esses “sindicatos lixos” (dos quais me refiro) fazem é: – DEFENDER os direitos dos seus trabalhadores!

    Muitos deles, além das trapaças que habitualmente fazem aos seus trabalhadores, ainda chegam a fechar acordos imundos, de bastidores, com as empresas e os patrões, “ferrando” ainda mais a classe trabalhadora que pensa ser por eles defendida.

    Vários deles também já se tornaram simples “massas de manobra” da CUT e da seita lulopetista.

    É preciso fazer a “terra tremer” em relação ao movimento sindical neste Brasil. É preciso pôr ordem na casa! Organizar uma “limpeza geral”, demitir boa parte da “pelegada” e reduzir imensamente o absurdo número de sindicatos existentes no território do Brasil.

    É fundamental fazer com que só restem os SINDICATOS DE VERDADE. Aqueles realmente dignos do exercício da defesa dos interesses dos trabalhadores, pois foram criados para isto!

    Mas para enfrentar a “máfia dos sindicatos” é preciso uma GRANDE quantidade de políticos determinados, corajosos, com hombridade e com honestidade.

    E será que temos isto no Brasil???

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *