Conversa com comentaristas, sobre a política brasileira de juros e sobre o fim da Bolsa do Rio

Valentim Valente: “Caríssimo Helio Fernandes, a presidente terá que dar cartão vermelho ao Guido Mantega e ao Tombini. Todos os economistas de grande reputação estão cansados de escrever que a Taxa Selic não tem nada a ver com a inflação”.

Comentário de Helio Fernandes:
Perfeito, Valentim Valente, teu nome é uma redundância agradável ou uma invenção interessante. Estou totalmente de acordo, escrevo sobre isso desde a Tribuna de papel, e aqui mesmo. Tenho feito comparações com outros países, para deixar bem claro: “o combate à inflação aumentando a taxa de juros” só existe no Brasil.

Repetindo: no Japão, JURO ZERO. Nos EUA, O,25% ou também ZERO. Alemanha, Grã-Bretanha, França (quando chega a 2 por cento, quase clamor público. Nem falo da Itália, dupla pobreza, do país e do seu primeiro-ministro CORRUPTO, Silvio Berlusconi).

PS – Esses países não têm inflação? Ou não se preocupam com ela?

***

BOLSA DO RIO DE JANEIRO

Christiano: “Já vinha sofrendo esvaziamento devido ao declínio da cidade. O caso Nagi Nahas foi apenas o golpe final, com efeitos devastadores”.

Comentário de Helio Fernandes:
De uma certa maneira você tem razão culpando o declínio, só que não era da cidade e sim do Estado do Rio. Ernesto Geisel já havia feito a tresloucada fusão, porque o Rio era sempre oposição.

O que você chamou de “caso Nahas” (por que esqueceu de Mendonça de Barros, muito mais poderoso?) poderia não ter acontecido , você trata como golpe final, expressão com a qual não concordo.

Mas ratifico inteiramente a tua observação sobre o que chama de efeitos devastadores. Muito mais do que se imagina, não foi apenas a CORRUPÇÃO e a PROTEÇÃO do governo FHC. Os profissionais de São Paulo, que jogavam no Estado do Rio, na Bolsa daqui, fortaleceram a de lá,

Era tal o prestígio de Mendonça de Barros com FHC, que ele fundou uma corretora no nome dos filhos, e todas as operações que o governo precisava fazer, faziam por ela.

PS – Denunciei isso, na época da Tribuna impressa. Nenhum desmentido, silêncio completo de Mendonça e do governo.

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