Conversa com comentaristas, sobre as tragédias anunciadas na região serrana e a frase célebre do Brigadeiro.

 Aurélio: “Helio, o que está acontecendo há 10 dias nessas importantes cidades e tem sido chamado de tragédia, catástrofe, pode ser considerado fatalidade?”

Comentário de Helio Fernandes:
Tragédia e catástrofe, sem a menor dúvida. Fatalidade é uma espécie de desvio da palavra escrita ou falada. Na verdade, tudo é uma forma de fuga de imprudência, de descaso ou desprezo pelas necessidades.

Se esses fatos se repetem, se os especialistas de todas as áreas dizem que existiam alertas e alarmes, por que se refugiar atrás de biombos gramaticais?

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CORRUPÇÃO E FATALIDADE

GMB: “É possível que as construções tenham desabado por culpa de corrupção de empreiteiros, que têm que fazer determinado investimento, e reduzem os gastos para lucrarem mais? Isso nem seria inédito?”

Comentário de Helio Fernandes:
Há tempos, definindo o que é ÉTICA, afirmei: “Ética não tem nada a ver apenas com o aspecto moral”, e sim com a redução criminosa do que você chamou de investimento. Uma rodovia (ou qualquer outra obra) que tem orçamento, digamos, de 600 milhões, mas só 400 milhões são empregados, não é falta de ética, e sim de dignidade, de escrúpulos, forma de aumentar os riscos e os lucros.

O Pedro do Coutto, tratando do assunto, dá outro exemplo parecido: “Determinado cálculo exige 5 sacas de cimento por metro quadrado, numa obra. Só entram 4 sacas. O valor da quinta saca é dividido em partes iguais, entre a construtora e a fiscalização”.

Depois, identificam como tragédia, catástrofe, fatalidade. É roubo puro e simples, o povo é que paga e sofre.

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O BRIGADEIRO E A FRASE

José Antonio: “Cadê a frase do Brigadeiro?”

Comentário de Helio Fernandes:
Foi popular na primeira campanha eleitoral, depois de 15 anos sem eleição: “O preço da Liberdade é a eterna vigilância”. Prado Kelly (depois Ministro da Justiça), que escrevia os discursos do candidato, reproduziu a frase, sem nenhum esclarecimento. .

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