Conversa com comentaristas, sobre voto de lista e voto distrital, e os culpados pela tragédia serrana

Marcelo Jesus Delfino: “E o Distritão, em que cada Estado seria um distrito único? Assim os partidos lançariam exatamente os candidatos de suas listas (como é hoje), eles continuariam concorrendo no distrito todo (no caso, o Estado inteiro), mas a eleição seria majoritária, não proporcional. No caso do Rio, seriam eleitos os 46 candidatos a deputado federal e 70 candidatos a deputado estadual mais votados, não importando o partido. Só seriam eleitos os candidatos COM voto
Voto distrital recortando os Estados em distritos transformariam os deputados federais em vereadores federais. Os deputados ideológicos dariam adeus ao Congresso. Desde os da extrema direita (tipo Jair Bolsonaro) até os da ultra esquerda (tipo Chico Alencar), passando pelos deputados de pequenos partidos, como PCdoB”.

Comentário de Helio Fernandes:
Ah! Delfino, VOTO DE LISTA é uma coisa, DISTRITAL (ou DISTRITÃO, como alguns chamam) coisa inteiramente diferente. Hoje é que os candidatos são votados em todos os lugares.

Não podia ser mais claro e elucidativo, dei até o exemplo do Estado do Rio. Tem 46 deputados federais, e que seria dividido em 46 distritos, o candidato só receberia votos ali.

Digamos que você seja candidato pelo Distrito de Volta Redonda, eu pelo de Caxias. Só recebo e conto votos em Caxias, você só em Volta Redonda. Se alguém votar num candidato fora do seu distrito, perdeu o voto.

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PS – Na Itália, existe o VOTO DISTRITAL que elege os deputados e o Primeiro-Ministro, que organiza o “gabinete” juntando os votos de partidos coligados. O Presidente da República não é eleito por ninguém. Geralmente é uma grande personalidade de mais de 80 anos. (Como agora).

PS2 – Na França, até 1958, o sistema era o mesmo. Quando foram buscar De Gaulle para “salvar a França”, ele naturalmente fez exigências. Uma, que ficou até hoje: o presidente passa a ser eleito e nomeia o Primeiro-Ministro.

PS3 – Na Grã-Bretanha o Primeiro-Ministro sai da Câmara dos Comuns, mas tem que ser eleito por um DISTRITO. Herói da Segunda Guerra Mundial, Churchill não foi eleito pelo seu DISTRITO, não pode ser novamente Primeiro Ministro.

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VOTO DE LISTA-LAMAÇAL

Martim Berto Fuchs: “Se esses mafiosos do Congresso “Lamaçal” fizerem passar o voto de lista, adeus Brasil. É a maior excrescência de que tenho notícia”.

Comentário de Helio Fernandes:
Perfeito, Berto, a palavra para rotular esses mafiosos é e-x-c-r-e-s-c-ê-n-c-i-a.  O VOTO DISTRITAL é progresso, o de lista, RETROCESSO. Mais claro, impossível.

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FALTA ALGUÉM NA TRAGÉDIA?

Eliel: “Helio, acho que, entre os culpados da catástrofe das cidades serranas, faltam Lula e Dilma”.

Comentário de Helio Fernandes:
Sem dúvida alguma. Quando fiz a lista dos responsáveis, ressalvando que faltava um I na palavra, o secretário Barreto Castro não havia feito a sua denúncia, pedindo demissão do cargo.

Agora, a MÃE DO PAC e o PAI DO PAC, se juntaram ao governador, vice e secretário estadual de Obras, prefeitos e secretários de Obras municipais. Todos vão escapar. Quem sabe o silêncio de Lula é o alarido da C-O-N-F-I-S-S-Ã-O?

 

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