Conversa com leitor-comentarista, sobre Hitler, Versalhes, Petain, De Gaulle e Mitterrand

Claudio Vianna: “Prezado Helio, se não estou enganado, o vagão ferroviário de Versalhes foi usado por Hitler, quando da capitulação da França”.

Comentário de Helio Fernandes:
Desculpe, Claudio, Hitler jamais esteve em Versalhes, como derrotado ou vitorioso. E não houve CAPITULAÇÃO ou RENDIÇÃO por TRATADO oficial da França, na Segunda Guerra Mundial.

As “Panzer Divisions” do general Guderian tomaram Paris em 22 de abril de 1940, percorrendo os mesmos caminhos nos quais os alemães foram derrotados na Primeira Guerra Mundial (nos históricos trajetos de Verdun).

Tomaram Paris, o general De Gaulle foi para Londres, onde formou o “governo da França no exílio”. Coincidência terrível, o general Petain, herói da França em 1918, em 1940 “colaborou” com os invasores, formou o governo “colaboracionista” de Vichy.

Seu primeiro-ministro foi Perre Laval, comunistíssimo, depois condenado à morte e executado. Petain, de herói passou a vilão e traidor, também foi condenado à morte. Estava com 90 anos, a pena de morte foi transformada em prisão perpétua, morreu um ano depois.

Passou à História a luta entre “resistentes” e “colaboracionistas”. Lógico, depois de 1945, acusações de lado a lado. Nessa época de resistência, muita gente se engrandeceu. Foi quando surgiu o jovem Mitterrand, de extrema-esquerda, por patriotismo, apoiando o conservador De Gaulle.

Como a História se escreve de várias maneiras, em 1958, quando pela primeira vez houve eleição para presidente da República da França, (antes eram os primeiros-ministros que se elegiam), quais foram os candidatos? De Gaulle contra Mitterrand.

 ***

PS – Diga-se a bem da verdade, Mitterrand não queria, foi pressionado pelas esquerdas. Passou ao segundo turno, perdeu apertado, 56 por cento para De Gaulle, 44 para ele.

PS2 – Ficou até 1974 sem disputar eleição, perdeu então para Giscard d’Estaing. Em 1981 ganhou dele, em 1988 ganhou de Chirac.Em 1995 ia para o terceiro mandato, perdeu para o câncer, este é invencível. Não é pessimismo e sim realidade.

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