Conversa com leitores: as moedas podres na privatização e os 37 ministros de Dona Dilma

Carlos Fernandes:
“Sempre ouvi falar em moedas pobres, mas como funcionava?”

Comentário de Helio Fernandes:

Foi a mais revoltante e criminosa “solução” encontrada pelo governo FHC-Serra para DOAR o patrimônio brasileiro. O “comprador” apresentava papéis públicos sem liquidez, como ações de empresas estatais já fechadas há anos, falidas, praticamente inexistentes, ou outros papéis, como os famosos Títulos da Dívida Agrária, que latifundiários recebiam do governo em caso de desapropriação, eram considerados “podres”, porque o valor era mínimo, ninguem queria.

A Comissão de Desestatização, criada por FHC, atribuiu a esses títulos valores estratosféricos (o valor de face, não de mercado, que era praticamente nenhum). Grandes empresas foram “vendidas” dessa forma criminosa.

Por isso, insisto numa CPI para a DESESTATIZAÇÃO. Basta um dia de trabalho e estarão todos na cadeia. É lógico que não haverá CPI alguma.

Jorge Morales:
“Por favor, Helio, quantos ministros terá a candidata de Lula assim que chegar ao que você chama de Planalto-Alvorada? E alguns continuarão?”

Comentário de Helio Fernandes:
Elementar, meu caro Morales, os mesmo 37 de Lula. Esse número não é por necessidade e sim por oportunidade. Como o PMDB não se interessa pelo Poder propriamente dito, e sim por partes suculentas desse Poder, vai querer a mesma coisa ou mais.

Alguns ficarão, como Meirelles, Dona Dilma não sabe nem com quem falar no FMI para demiti-lo. E o “grupo duro” do Poder também continuará. Esse é imprescindível para ela.

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