Conversa com leitores-comentaristas, sobre Lindolfo Collor (avô de Fernando Collor), Vargas e Jango

Antonio Santos Aquino: “Helio, estimulados por você, teus leitores sempre liam a recomendação: podem divergir, podem concordar ou discordar. No momento não divirjo, apenas relembro. Lindolfo Collor, gaúcho, descendente de alemães, nascido Lindolfo Boeckel. Ficando viúva dona Leopoldina, sua mãe, casou com João Collor, alemão de quem Lindolfo manteve o sobrenome. Lindolfo Collor é avô de Fernando Collor. Formado em Farmácia em 1909, torna-se jornalista com grande atuação em diversos jornais. Forma-se também em Estudos Sociais, Jurídicos e Econômicos no Rio de Janeiro em 1916.
Como jornalista trabalhou e colaborou nos seguintes jornais: Estandarte Cristão, O Paiz, O Dever, Jornal do Commercio, O Meu Sábado, Jornal do Brasil, A Tribuna (jornal de Luis Bartolomeu de Sousa e Silva), ocupa o cargo de diretor de A Tribuna, vespertino do Rio de Janeiro em 1918, diretor da A Federação, jornal oficial do partido PRR(RS), ocupa o cargo de redator-chefe de O Paiz no Rio de Janeiro( 1926/28), dirige o jornal A Pátria (RJ-1929).
Foi deputado, preso e asilado duas vezes. Fundou em 1936 no Rio Grande do Sul o Partido Republicano Castilista, de efêmera duração. Em 1930 foi nomeado Ministro do Trabalho, elaborando, com a orientação de Getúlio e o apoio de Joaquim Pimenta,Evaristo de Moraes, Agripino Nazaré, Carlos Cavaco, Heitor Moniz, Horácio Cartier e o diplomata Heitor Nascimento e Silva, as Leis Trabalhistas. Ficou um ano e oito meses no governo revolucionário de 1930”.

Comentário de Helio Fernandes:
Desde os tempos da Tribuna impressa, você sabia que podia e devia (muitas vezes) divergir de mim. Só que agora, você não divergiu, apenas completou o que escrevi. E de forma definitiva. Dados e detalhes imprescindíveis para conhecer o ministro do Trabalho que implantou o salário mínimo em 1932, Obrigado.

JANGO E O SALÁRIO MÍNIMO

Antonio Aurélio: “Helio, só para esclarecer, coisa que você faz sempre e agradeço. Esses 100 por cento de aumento em 1952, que levou à derrubada de João Goulart do Ministério do Trabalho, foi iniciativa dele, sem conhecimento do presidente Vargas?”

Comentário de Helio Fernandes:
Pergunta interessantíssima, resposta dificílima. Normalmente, o presidente deve saber de tudo, concordar, autorizar. Mas depois de 15 anos de governar sem consultar ninguém, por força do sistema ditatorial, Vargas não consultava por desconhecimento e desinteresse.

No caso do aumento de 100 por cento, até concordaria. Na demissão projetada pelo próprio Ministro, Vargas estava inteiramente desinformado, não sabia o que era melhor ou pior.

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PS – Depois disso, ficou apenas mais 1 ano e meio, no Poder e na vida. Foi a saída GENIAL.

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