Conversa com leitores sobre GENÉTICA, TALENTO-INTELIGÊNCIA E DESTINO, nos casos de Chateaubriand, Roberto Marinho e Ricardo Teixeira

Hugo Gomes de Almeida:
“Caro Helio Fernandes, nenhuma dúvida de que Chateaubriand tinha talento e inteligência. Mas não nos esqueçamos que suas vitórias foram decorrência muito mais dos defeitos do que das virtudes. Era também um refinado maquiavélico. Um aventureiro, defendendo que os fins justificam os meios”.

Comentário de Helio Fernandes:
Certíssimo, Hugo, você já vinha fazendo análises ótimas. Eu não quis defender Chateaubriand, nem atacar Roberto Marinho. Frase perfeita tua sobre Chateaubriand: “Suas vitórias foram decorrência muito mais dos defeitos do que das virtudes.

Só que Roberto Marinho tinha a mesma “filosofia de vida” e nem chegou perto. A não ser na geografia da conta bancária.

DESTINO tem muito ou
quase tudo a ver com ACASO

Marcilio:
“Meu caro Hélio, nesse assunto sigo a linha desenvolvida pelo Sr. Hugo, dizendo ainda o quão é difícil a genialidade caminhar ao lado da maioria! Que genialidade é essa? Sem o apoio dos poderosos não conseguem vencer? Como dizia Darcy Ribeiro, para ser igual a esses vitoriosos, me orgulha a derrota.
Por outro lado, mostra-nos as formas de sucesso identificadas pelo Sr. Hélio o quão é dependente do acaso. Será devido a opressão de uns poucos sobre a maioria? E por que uma boa parte dos talentos e inteligentes tem sua origem na pobreza? A genética interfere na continuidade de formas inteligentes ou será que o acesso às informações desde o berço é condição necessária e suficiente? Neste caso, poderemos daí concluir que, por essa ótica, nascer em berço esplêndido é condição sine qua non para o talento e a inteligência?
Sei que existe um interferência na forma de educar, de transmitir informações, em debater as informações para que sobrevenham os talentos e as inteligências. Por outro lado, sei também que, quando se trata de arte, somente uns poucos conseguem externalizá-las. Por que disso? Terá alguma interferência o processo da educação nessa exteriorização? Teremos todos nós algum talento enrustido? E se o temos, como fazê-lo aflorar? Não esqueçamos que o domínio da linguagem oral também é uma arte.”

Comentário de Helio Fernandes: “Desculpe, mas a GENÉTICA, nada a ver com berço esplêndido, riqueza, boa educação, altas contas bancárias, e sim personagens que ficaram na História pelo que realizaram. Einstein, Napoleão, Marx, Freud, Lincoln, Roosevelt, e outros que são lembrados até hoje, e naturalmente se tivessem tido filhos.

Se os possíveis filhos seguissem o que os pais fizeram, isso é GENÉTICA. Mas descendentes de gênios da humanidade não fizeram coisa alguma, passaram “desconhecidos” ou “deslembrados”.

Uma concordância com você, Marcilio. DESTINO tem muito ou quase tudo a ver com ACASO. Aí, meus parabéns, mas TALENTO não se adquire, INTELIGÊNCIA é possível, mas apenas em parte.

Ricardo Teixeira: sem GENÉTICA,
INTELIGÊNCIA ou TALENTO

Alberto Conrado:
“Sua reflexão é admirável, só você seria capaz de elaborá-la e colocá-la em discussão pública. Não é provocação, gostaria apenas de esclarecimento: nas suas três conclusões, ele se encaixa em todas, como explicar o senhor Ricardo Teixeira?”

Comentário de Helio Fernandes:
Não recebo como provocação, apenas oportunidade para esclarecimento. E até reparo. Exemplo: você diz que o presidente da CBF se encaixa nos três itens da minha reflexão. Mas só se for de forma NEGATIVA, Alberto.

Ricardo Teixeira não tem GENÉTICA, o menor TALENTO ou INTELIGÊNCIA, mesmo esperta ou capenga.

Ele é obviamente projeção do DESTINO, que nem sempre é positivo para a coletividade.

Esse DESTINO não é previsível, mas será sempre sujeito à correção da História. Ele só aparece aqui pelo fato de controlar a PAIXÃO NACIONAL (e universal), que é o futebol. Mas desaparecerá logo, está no seu destino.

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