Conversa com o comentarista Ricardo Câmara, que mostra importantes detalhes sobre os bastidores da PRIVATIZAÇÃO-DOAÇÃO da Vale.

Ricardo Câmara: “Prezado Jornalista Hélio Fernandes. Bendito retorno;
O assunto privatização da Vale deve estar sempre em pauta, pois o povo brasileiro deve tomar conhecimento do prejuízo das 9.688 bilhões de toneladas de ferro que foi omisso no edital da venda.
Em 1995, segundo um laudo da Coordenação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe), esta entregou um relatório à SEC-Securites and Exchange Commission, instituição norte-americana responsável pela mercado de ações, informando as reais condições de reservas minerais. Só no Sistema Sul, em Minas Gerais,apresentava um total de 7.918 bilhões de toneladas em ferro, sendo que no edital vendas  item 6.5.1), registrava apenas no Sistema Sul, 1,4 bilhões de toneladas, quer dizer, uma cruel diferença de 6.518 bilhões de toneladas a menos.
Ainda de acordo com as informações da Coppe, havia um critério para avaliação mineral, isto é, in situ (dentro da mina) e mine gate (na boca da mina) que logo depois, a cargo da Mineral Resources Development Inc. (MRDI), outra empresa americana, contratada pela Merril Lynch e Bradesco S/A para somente avaliar as reservas minerais in situ (dentro da mina) como aconteceu com o ferro, valendo também adotar o mesmo critério para o manganês (cotado em US$ 0,5/ton), desprezando a mine gate (boca da mina), que à época estava cotado em US$ 20,00/tonelada. E assim sucessivamente, ao ouro, à bauxita, dentre outros minerais que não foram avaliados, idem o setor floresta, celulose e papel; o direito de lavras; transferência ilegal dos minerais nucleares etc. Embora a grande mídia divulgue uma escala favorável ao lucro da empresa privada (Vale), isso não tira da mente do povo brasileiro o direito que lhe pertence, a reestatização da Vale”.

Comentário de Helio Fernandes:
Meus parabéns, Ricardo, elogios que não cabem no blog inteiro. Tudo o que eu pudesse dizer não seria suficiente para resumir os serviços que você prestou à comunidade. O máximo e o mínimo que poderíamos fazer seria isto; recomendar que todo o teu texto fosse distribuído em massa, principalmente para estudantes.

Da escola pública até as universidades, fossem de que setor fossem. Não apenas estudantes de Direito ou matérias afins, todos devem ou deveriam saber como roubam nossas riquezas. Médicos, engenheiros, dentistas, arquitetos, têm a obrigação e o direito de saberem por que o Brasil continua no estágio em que está.

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PS – Escreva mais, Ricardo, traga seus conhecimento e suas verdades para que se todos se revoltem, mas protestem contra o roubo.

PS2- Com isso reduzimos o espaço dos “josés antonios” e de outros, que pelo pseudônimo não se percam.

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ANONIMATO É A FRAGILIDADE DA INTERNET

O gangster da comunicação, Rupert Murdoch, afirmou numa entrevista: “A internet nasceu errada, de graça. Devia ser paga, teria maior importância”. Não concordo. Considero que o anonimato é que conspurca tudo, permite que interesses escusos sejam defendidos sem identificação.

Discordar é a coisa mais normal e salutar do mundo. Mas se esconder atrás de siglas, nenhuma explicação.

Há 54 anos, desde 1956 no Diário de Notícias, denuncio os crimes, o enriquecimento ilícito, a “VENDA” de bens minerais do Brasil pelo senhor Eliezer Batista. Aparece então esse pseudônimo reclacitrante “Jo” e defende o poderoso senhor, e ainda cuida do herdeiro.

Por que não coloca seu nome verdadeiro, CPF, carteira de identidade? Seria exigir muito de um pseudônimo.

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